ReflexõesPacard
1 – Os Ventos
Sempre ouvi dizer que a sabedoria morava junto ao silêncio, e resolvi então buscá-la.
Levantei bem cedo, pois o primeiro silêncio anda junto da aurora. Andei no rumo do sol e perguntei à brisa que me acompanhava:
- Conheces a sabedoria?
- Dela ouvi falar- me respondeu.Por que a buscas nesta hora do dia, em que melhor é vagar sem saber onde chegar?
- Porque sei que a posso encontrar e desejo dela sorver graça para minha vida – argumentei esperançoso de pudesse forçar o vento a me conduzir a um ponto de partida.
- Ventos não andam em busca de abstrações – disse com ar de melancolia. Somos a abstração que se pode sentir sem tocar. Somos a metáfora de Deus, porque não nascemos onde nos possam dar nome. Não andamos por caminhos pré-estabelecidos, e desaparecemos sem que nunca tenhamos sido tocados. Somos como o espírito vivo, embora caminhemos como a morte.
Ninguém nos pode guardar. Sabem quem somos só depois que passamos. Somos o passado como vozes do presente. Nos podem ouvir, até mesmo há quem procure traduzir nossas canções, mas frear nosso curso não há quem consiga.
Somos o acalanto dos órfãos. Somos o bálsamo dos que queimam. Somos sopro Deus dando vida. Somos a própria vida.
Enquanto o sol mais alto surgia, devagar como o tempo, a brisa desapareceu. Aborrecido por não ter minha pergunta respondida, me retirei arrazoando com meus pensamentos, trôpego pela embriagante musicalidade da manhã, foi quando percebi que tivera minha primeira lição: A sabedoria é como a brisa mansa. Vem, anda junto e se vai. Dela ficam em poucos, as marcas. Dos que se deixam acarriciar por sua suavidade, como que pelos dedos da brisa nas folhas das árvores.
2 – As árvores
Continuei a caminhar e encontrei uma grande árvore. Já alto o dia, queimavam-me os raios do sol altivo e imponente, como um velho mestre a impor disciplina ao aluno displiscente. Sentei-me à sombra e com jovial ociosidade fitei o cintilar entre as folhas, como se o olhar do velho professor buscasse me encontrar entre as frestas de meu esconderijo.
Era uma castanheira, frondosa, forte, abraçando em círculo com seus braços longos tudo o quando pudese abraçar, como uma mamãe pássaro a envolver seus pintos sob pequeninas asas, mas que se multiplicam de tal modo que nenhum deles perde seu aprisco acolhedor sob a mais intensa chuva ou causticante sol.
Ao lado da castanheira, uma araucária alta, coroada de belas copas ostentando pinhas e balançando uma a uma como troféus por sua imponente forma.
Pousou entre as folhas da castanheira um pequenino pássaro. Quase ao meu lado. Arredio, ligeiro, atarefado em observar tudo ao seu redor como um guradião atenta para o perigo que ronda seu tesouro.
- Conheces a sabedoria? –perguntei ao pardal.
- Como ela é? Tem forma? Sabor? Cor? Pousa em que árvore? Constrói ninhos? Encontra sementes para seus filhotinhos? Banha-se nas fontes e bebe nas folhas? Quão alto voa? Brinca nos ares e voa em bandos? Procura o sul sem repouso em vôos sem descanso? Canta ao amanhecer e repousa com o crepúsculo? Foge dos predadores com astúcia? Etc, etc, etc?
Disse isso e voou dali pousando nos galhos, longe das folhas espinhentas da araucária.
Fiquei estarrecido com tantas perguntas, e enquanto ainda tentava assimilar a primeira delas, acompanhei instintivamente o ir e vir daquele passarinho, até que ele voasse para tão alto e eu não o visse mais.
Assim como chegou, se foi, sem me responder. Apenas fiquei observando o balançar das folhas de ambas as árvores pela brisa que passava, e acompanhar pássaros que iam e vinham, pousando numa e outra árvore. Na castanheira, entre as folhas. Na araucária, sobre os galhos.
Saí dali e contineu a andar. Foi quando percebi que a sabedoria estivera comigo outra vez e eu não havia percebido.
Concluí que como as árvores também podem ser as pessoas: assim as pequenas como as imponentes. Naquelas, cujas folhas pendem para o chão e se deixam soprar pela brisa, outras se podem achegar e construir seus ninhos. Embora imponentes e altivas, suas folhas sempre estão voltadas para baixo, humildes. As demais, cujas folhas também são voltadas para cima, são espinheiros, que não permitem a ninguém se aproximar. Tornam-se intocáveis e inatingíveis.
Olhei para trás, e pareceu-me por um instante ter visto olhos cintilarem entre as folhas que arrazoavam com o vento e os pássaros a respeito da sabedoria.
terça-feira, agosto 03, 2010
Criação
À escolha de ser livre
Se eu pudesse aconselhar um jovem designer, diria que nunca aceitasse todos os conselhos sem antes perguntar a si mesmo: "posso saber os atalhos para chegar mais cedo ao fim de meu aprendizado?". Se a resposta for "sim", diria que esqueça tudo o que ouviu e comece a fazer seu próprio caminho, mesmo que pareça mais difícil e seu horizonte inatingível..
Fazer atalhos para chegar a algum lugar não faz sentido quando se trata de criação.
A criação é como uma longa estrada cheia de belas paisagens, curvas, vales, montanhas, desertos, rios, penedos e planícies que temos a percorrer para chegarmos ao sucesso. Se buscarmos atalhos, alcançaremos o resultado, talvez financeiro, mas nunca de satisfação, porque deixamos de ganhar um tempo precioso através da observação, e das belas memórias dos caminhos que percorremos.
Criação é o entrelaçado da percepção e muitas vezes do sacrifício de contornar obstáculos, que nos poderá dar as respostas ao final da trajetória, aliado ao conhecimento das rotas percorridas para que possamos prover ao nosso cliente um mapa mais seguro daquilo que propomos ao final da jornada. E nem sempre os atalhos nos poderão dar esta confiança em nossos resultados.
Persiga sempre os seus instintos, e não se deixe embriagar pelo sucesso dos que o precederam na jornada. Por isso você é um criador, parecido com Deus, que se desejasse uma copiadora teria inventado a xerox muito antes do dilúvio. Mas Deus o fez também criador, e há até quem lhe pague para fazer isso. Por isso, tenha prazer em criar, e não afogue sua intuição nos conselhos de quem tem medo do que é novo, e lhe pede para buscar inspiração apenas "nas tendências do mercado". Você faz a tendência, que o mercado pode aceitar, ou não. Mas daí, é só recomeçar. Faça como Deus, passe um balde d´água e comece tudo de novo. Até acertar. E quando pensar que acertou, de novo esqueça tudo o que fez, e comece tudo outra vez. Um dia chega lá. E se não chegar, que importa isso? Afinal você conheceu as mais belas paisagens que sua imaginação pôde permitir visitar.
À escolha de ser livre
Se eu pudesse aconselhar um jovem designer, diria que nunca aceitasse todos os conselhos sem antes perguntar a si mesmo: "posso saber os atalhos para chegar mais cedo ao fim de meu aprendizado?". Se a resposta for "sim", diria que esqueça tudo o que ouviu e comece a fazer seu próprio caminho, mesmo que pareça mais difícil e seu horizonte inatingível..
Fazer atalhos para chegar a algum lugar não faz sentido quando se trata de criação.
A criação é como uma longa estrada cheia de belas paisagens, curvas, vales, montanhas, desertos, rios, penedos e planícies que temos a percorrer para chegarmos ao sucesso. Se buscarmos atalhos, alcançaremos o resultado, talvez financeiro, mas nunca de satisfação, porque deixamos de ganhar um tempo precioso através da observação, e das belas memórias dos caminhos que percorremos.
Criação é o entrelaçado da percepção e muitas vezes do sacrifício de contornar obstáculos, que nos poderá dar as respostas ao final da trajetória, aliado ao conhecimento das rotas percorridas para que possamos prover ao nosso cliente um mapa mais seguro daquilo que propomos ao final da jornada. E nem sempre os atalhos nos poderão dar esta confiança em nossos resultados.
Persiga sempre os seus instintos, e não se deixe embriagar pelo sucesso dos que o precederam na jornada. Por isso você é um criador, parecido com Deus, que se desejasse uma copiadora teria inventado a xerox muito antes do dilúvio. Mas Deus o fez também criador, e há até quem lhe pague para fazer isso. Por isso, tenha prazer em criar, e não afogue sua intuição nos conselhos de quem tem medo do que é novo, e lhe pede para buscar inspiração apenas "nas tendências do mercado". Você faz a tendência, que o mercado pode aceitar, ou não. Mas daí, é só recomeçar. Faça como Deus, passe um balde d´água e comece tudo de novo. Até acertar. E quando pensar que acertou, de novo esqueça tudo o que fez, e comece tudo outra vez. Um dia chega lá. E se não chegar, que importa isso? Afinal você conheceu as mais belas paisagens que sua imaginação pôde permitir visitar.
"Em cada lugar que ia, via uma casa vazia, e dentro de cada casa vazia, encontrava a si mesmo, indelével, vazio"
Um último gole de chá, já quase levantando, e depois, apressada e delicadamente apanha o guardanapo com as iniciais dela bordadas em branco sobre seda branca, limpa o canto da boca, e devolve o pano à mesa e sai com mais pressa ainda.
Não soubera, ou não quisera suportar a pressão, nem conhecer seus limites no desafio da convivência dos anos. E ela se foi. Sozinha, Sem olhar pra trás. Ele ficou.
A casa vazia, antes movimentada, ora pelas conversas, ora pelas visitas, ou ainda mesmo que pelas brigas cada vez mais constantes nos últimos tempos, agora permanece numa solidão enlouquecedora, num silêncio ensurdecedor. Num vazio devastador.
Ele caminha a passos largos pela campina gelada, segurando firme em uma das mãos a mala rota, e na outra, leva o sobretudo dobrado. Apressadamente. Caminha rumo ao distante horizonte e não vê mais que dois infinitos: às suas costas, o infinito do passado. Uma casa vazia, deixada vazia. À sua frente, o infinito da incerteza, da solidão. E por esta campina andous horas intermináveis. Via pessoas sem rosto, sem nome, sem rumo.
Em cada lugar que ia, via uma casa vazia, e dentro de cada casa vazia, encontrava a si mesmo. Indelével, vazio. Via sua solidão.
Serenamente continuou a caminhar. Na mão esquerda, uma mala rota. Na direita, um casaco. Aos seus péus, um mundo por descobrir. Um caminho para andar. Uma vida inteira à sua espera.
Um último gole de chá, já quase levantando, e depois, apressada e delicadamente apanha o guardanapo com as iniciais dela bordadas em branco sobre seda branca, limpa o canto da boca, e devolve o pano à mesa e sai com mais pressa ainda.
Não soubera, ou não quisera suportar a pressão, nem conhecer seus limites no desafio da convivência dos anos. E ela se foi. Sozinha, Sem olhar pra trás. Ele ficou.
A casa vazia, antes movimentada, ora pelas conversas, ora pelas visitas, ou ainda mesmo que pelas brigas cada vez mais constantes nos últimos tempos, agora permanece numa solidão enlouquecedora, num silêncio ensurdecedor. Num vazio devastador.
Ele caminha a passos largos pela campina gelada, segurando firme em uma das mãos a mala rota, e na outra, leva o sobretudo dobrado. Apressadamente. Caminha rumo ao distante horizonte e não vê mais que dois infinitos: às suas costas, o infinito do passado. Uma casa vazia, deixada vazia. À sua frente, o infinito da incerteza, da solidão. E por esta campina andous horas intermináveis. Via pessoas sem rosto, sem nome, sem rumo.
Em cada lugar que ia, via uma casa vazia, e dentro de cada casa vazia, encontrava a si mesmo. Indelével, vazio. Via sua solidão.
Serenamente continuou a caminhar. Na mão esquerda, uma mala rota. Na direita, um casaco. Aos seus péus, um mundo por descobrir. Um caminho para andar. Uma vida inteira à sua espera.
A vida me pregou muitas peças. Sou praticamente um joão-bobo nas mãos do destino. Embora de ancestrais ricos, influentes, quando chegou minha vez, bom. Deu nisso. Não que me queixe, não. Até acho elegante pensar que não devo nada ao passado, o que, pensem comigo: seria algo impagável. Imagine saber que eu poderia estar num elegante iate, rodeado de paradisíacas ninfetas a me bajular, gordo, enorme, com a barriga peluda, bunda chata e os braços e pernas finas, vermelho como um camarão e uma sombra de rolex no braço...e chegasse um oficial de justiça com uma intimação (é delírio mesmo. Voce já viu oficial de justiça levar intimação pra biliardário num iate, no meio do oceano?):
- Doutor (eu seria "doutor", mesmo sem título, ou melhor, títulos é o que não iria me faltar: capitalização, iate clube, dívida pública...títulos de tudo quanto era espécie). Devo intimá-lo a devolver todos os seus bens, e de quebra pagar os juros acumulados de R$ 987.837.9387.090.000.937.090,987.234.098,57 ao bisavô de seu tataravô que tá se remexendo no túmulo por causa desta dívida que lhe proporcionou enquanto estava entre nós ("NÓS" quem, cara pálida?).
Serenamente eu olharia o papel timbrado, estalaria os dedos no alto da cabeça, e dois truculentos brutamontes ao MEU serviço, entreolhar-se-íam e um deles entraria em minha luxuosíssima cabine, de lá saindo pouco depois com um estojo preto de veludo, com fivelas douradas. Na minha frente, abriria o estojo e eu, em pessoa, sacaria de lá uma "Mont Blanc" cravejada de brilhantes, assinaria o documento e poucos instantes depois, não haveria mais nenhum oficial de justiça na minha frente. Apenas as roupas estariam ali jogadas no convés do navio. Mas não é o que estão pensando, não. Acontece que o tal oficial, eu logo vi na cara, era um grande amigo meu de infância, e eu o convidaria a trabalhar comigo, nas minhas organizações, pagando apenas 75 vezes mais por mês, que ele ganharia sua vida toda entregando papelote para caloteiros.
Quanto à dívida. Bem, meus advogados já cuidaram disso, e foi recalculada em um total de R$ 73,84, e parcelada em 180 meses com juros de 0, 00000000000019% ao ano.
Minha fortuna pude provar, que não foi resultado de nenhuma dívida com o passado. Foi trabalho duro. Acontece que eu Inventei um jeito de ficar rico honestamente...mas anotei num papelzinho e esqueci onde guardei. Mas quem quer achar um papelzinho bobo, né mesmo? Se ao menos fosse um bilhetinho de loteria.
Natal: Divino ou Pagão?Paulo Cardoso:
1. Introdução
Quando encontramos o mundo a festejar a "data máxima da cristandade", formamos opiniões diversas, dependendo do ângulo pelo qual encaramos a questão. Primeiro, a beleza da festividade em si. Não negamos o espírito nobre com que se reúnem as famílias e entoam hinos cristãos.
Nada mais belo e puro do que ouvirmos "Noite Feliz", de Gruber, ou "Jingle Bells", momento em que nossa imaginação nos transporta à Europa Setentrional, especialmente Finlândia, Bavária e outros países que tão lindamente comemoram a data. Lá há neve em abundância, lindas coníferas iluminadas pelos raios que cintilam sob as gotas de cristal gélido, e a alegria dos festejos das crianças que dançam à volta dos abetos e ciprestes, adornando-os com seus sapatinhos, ou envelopinhos de desejos ingênuos, ouvindo ao longe a gargalhada de "Santa Klaus", ou "Kris Kindle", ou São Nicolau, o "bom velhinho" ("Viejito", em espanhol, parafreseando sutilmente a expressão: "Vamos pedir ao "Bom Velhinho" (Deus) que nos proteja"), ou o "Papai Noel" (Papai Natal em Portugal). Ao mesmo tempo, fazem pedidos e mais pedidos, ansiosos pelo bom humor do velhinho em atender cada um deles.
(Só como cultura: o Papai Noel usa trajes vermelhos desde a década de 40 quando a Coca Cola assim o vestiu, num plágio intencional às cores do produto). Nesta data, tudo é festa, tudo é paz, tudo é alegria, diz a música (o mesmo se diz do carnaval).
Nossos imigrantes de lá trouxeram este costume, embora hoje já nem mais saibam sua origem nem o motivo. A árvore de natal ou "pinheirinho", que também encontramos em profusão no sul do Brasil tem sido motivo de adorno a muitos lugares, evocando um clima característico e nostálgico. Em que, no entanto, este costume universal está afeto ao cristianismo em seu aspecto teológico? Antes de analisarmos mas profundamente este costume pagão, portanto, idólatra, vamos buscar sua origem e associação à data de 25 de dezembro, ambas ligadas ao natal, ou nascimento de Jesus, o Salvador.
2. Origem
Segundo a História Universal, Natal, do latim "natalis" - relativo ao nascimento, ou país em que se nasceu; festa da natividade de Cristo. O natal festeja-se em 25 de dezembro. A data foi fixada pelo Papa Julio I, no século IV d.C (Julio I foi Papa de 337 a 352 d.C., tendo nascido e vivido em Roma). A partir do século sexto foi permitido aos padres celebrar três missas nessa festa: A primeira, chama-se "da meia-noite". A segunda, "da aurora". A terceira, "do dia". Como o celebrante deve estar em jejum, só comunga na terceira missa.
Durante a idade média, a festa de natal era o primeiro e o maior de todos os festejos populares. Nesse período, outro grande festejo popular era acompanhar o martírio público dos cristãos.
Dentre os episódios da festa religiosa, três ainda persistem até hoje: As missas da meia-noite (o do galo); A árvore de natal; e A Ceia.
As músicas natalinas têm sido adaptadas em todas as épocas da nossa era aos cantos populares. Esse uso manteve-se e no século XIX escreveram-se muitos cânticos sobre melodias de origem profana.
A prática do presépio na comemoração do natal foi instituída por São Francisco de Assis, no ano de 1233 (três anos antes da sua morte, escreve São Boaventura (X-7), francisco quis celebrar a festa de nanatl de maneira mais solene possível..entretanto para que isso não pudesse ser interpretado como novidade (ne hoc novitat posset adscribi), tinha obtido do Papa as necessárias autorizações. Fez pois, preparar um presépio, trazer feno e ainda um burro e um boi... -- A noite Greccio (op.cit., pp 541-542 mencionado por R.Brown e umas vinte obras nas quais se pergunta em que consiste a novidade da iniciativa do "Povorello" e qual teria sido sua influência no modo de celebrar o natal daquela data em diante. _Celano, 84-87: Boaventura,X7 (Vida de S. Francisco de Assis, Emglebert, Omer, E.S.T. Porto Alegre, RS, 1978 - Co-edição Vie de Saint François D'Assise).
Devemos, no entanto, considerar sobre São Francisco ainda que ele reputava o Sol como algo divino (o sol da justiça) afirmando que este astro se assemelhama ao Nosso Senhor e chegou a compor um cântico chamado "Cântico do Irmão Sol" (Speculum 119 - ídem anterior). Francisco chegava ao ponto de considerar o sol, a lua e as estrelas, o vento e o fogo como seus irmãos e intercessores (L. Portier-Saint François et la preposition per, en langues neo-latines 46, 1952, ibidem).
Nos detalhamos em São Francisco, apenas para demonstrar a origem de um dos fragmentos que compõem o ritual natalino e também para mostrar a confusão de idéias que polvilha a mente asceta enfraquecida pela guerra, fome, auto-flagelação do eremita. Antes de concluir esse capítulo, lembro também que compôs, o Povorello, uma canção para a "Irmã Morte".
3. Instituição do Natal nas igrejas
Embora de costume europeu, foi somente no Brasil, no final do século XIX que a Igreja Católica Romana e também as demais igrejas protestantes trouxeram a prática de enfeitar uma árvore junto ao altar.
Relação da árvore com o natal
Uma das teorias mais conhecidas é a da "árvore de Maio", que representava uma festividade germânica onde as árvores da cidade eram enfeitadas como numa oferenda à deusa da agricultura, a flora, implorando à natureza o sucesso nas plantações e colheitas. Esta divindade era representada por uma bela jovem ostentando um cesto de flores, tendo ao fundo campo e árvores floridas. Desta forma enfeitavam-se as árvores, porque no Hemisfério norte neste mês entra a primavera (a entrada oficial é em junho, mas os ventos já começam a mudar de direção e as flores começam a surgir. É um renascimento.
Por que em maio, se o natal é comemorado em dezembro?
Para responder a esta questão, fomos à antiguidade - ao século VII a.C. Segundo Aristóteles, Zoroastro, ou Zarathustra, personagem do mundo antigo a quem os escritores clássicos atribuem a fundação da religiao dos magos, conhecido por "mazdeísmo", viveu neste período e teria sido filho de Ahura-Mazda (Ormazd). Desde então provém o mazdeísmo (religião mazdeísta dos antigos povos irânicos. Nasceu entre os medos e se espalhou com eles pela Pérsia. Atualmente é ainda o mazdeísmo a religião dos Guebros e na índia, a dos parses (Bombaím e Surate).
É uma religião dualista por excelência por excelência - admite dois princípios antagônicos: o da vida e da felicidade e o da morte e do infortúnio. O primeiro está personificado em Ahura-Mazda (Ormazd). O culto consiste em venerar Ormazd pela perfeição moral e ofertar pães e carne, que mais tarde foram substituídos pelo leite e pela manteiga. Segundo os sectários, o mazdeísmo foi relevado pelo próprio Ahura-Mazda ao Zoroastro. A lei de Ormazd foi instituída no livro sagrado dos maszdeístas, o "Zenda-Avestá".
O zoroastrismo pratica também os cultos ao sol e ao fogo. Buscando sua origem ainda mais remota, Zoroastro (Zeroashta) quer dizer: "semente da mulher". Também pode ser denominado "Nino", "Nini", "Nemrod", "Gilgamesh", "Merodak" e "Chifroid" (daí a corruptela da "canção de ninar", que quer dizer: fazer dormir a criança). De Nini, temos o nome de Nínive, por ele fundada. Foi a sede do culto de Istah, na Assíria e na Babilônia, dando origem ao culto de Amon, no Egito, durante o domínio babilínico no reinado de Semíramis. Amon é o Deus-solar. Era casado com a lua. Também conhecido como Rá. Desta união entre o sol e a lua, nascia outra divindade - Osíris. Istar, o culto caldaico, era Astarote bíblica (juízes, 2:13)
Sobre Osíris, assim fala o "Livro dos Mortos do Antigo Egito": A união do sol e da lua é representada por Osíris, morto e esquartejado por Seth, que espalhou os membros divinos por todo o universo (isto é por todo o Egito). Sua esposa e irmã ísis o trouxe à vida depois de muito trabalho e esforço. Como Osíris e ísis eram irmãos e esposos, o matrimônio entre irmãos se estendeu ao Egito, pelo menos entre os mais próximos do deuses: a família real e a alta nobreza. Osíris é o grande civilizador do Egito. Inventou instrumentos de agricultura, cultivou a vinha, substituíu os costumes grosseiros e bárbaros por leis suaves e humanas, instituíu festas e o cerimonial dos cultos. Osíris é o sol, princípio que anima e fecunda o mundo e é também o céu e o Nilo. As viagens de Osíris, suas conquistas no oriente, que havia civilizado, eram o símbolo do curso do sol, que espalha por toda parte a sua fecundidade".
Há evidências de que os antigos egípcios também adoravam, além de suas divindades nacionais, a outras, como por exemplo o deus "Tum" (Deus que criou o cêu e fez nascer a vida na terra, alcançava todos os outros deuses e era livre da morte. Identificando seu corpo com o de Tum o morto proclamava a sua natureza incorruptível (Tum poderia ser um corruptela de "Thiuffan", como é "Tupã". Thiuffan é o Deus *JHVH de Israel). *(Utilizamos a designaçnao do nome Sagrado do Deus Eterno pelo Tetragrama, para não ferirmos a pronúncia sagrada).
Observemos a saudação do hino de glória a Rá( o sol): "Salve, ou Rá! Semelhante a Tum, tu te ergues acima do horizonte e semelhante a Hórus-Khuti, culmina o Céu (Hórus é o deus que civilizara, segundo a tradição, o Egito). Associamos desta forma a dois outros personagens que sejam provavelmente os mesmos Zoroastro ou Ninrode, caldaicos e sua esposa-mãe, semíramis.
Mas, por que a data 25 de dezembro?
Dezembro, o último mês do nosso calendário, era o décimo do calendário romano e sua divindade predominante era Vesta, a deusa do fogo entre os romanos (embora governasse o mes de dezembro, era comemorada em 15 de junho). Neste período comemorava-se também, o" dia do menino" (Nino). Nas festividades natalinas, em inglês também chama-se "yule-day", o que comprova sua origem pagã e babilônica, pois Yule, em caldeu significa infante, ou menino.
Este costume era também cultivado pelos anglo-saxões, panteístas pagãos (os panteístas adoram as forças da natureza, segundo mesmos princípios de Piágoras - deus é tudo e tudo é deus) que muito tempo antes dos católicos romanos celebravam, não a deidade do sol, mas o nascimento do deus-lua, pois entre eles sol era feminino e lua era masculino. Na verdade uma espécie de hermafrodita, como Osíris, do Egito. Semelhantemente a lua é masculina na índia. Os adoradores da lua na Arábia também adoravam o "senhor lua" naquela data.
Evidente portanto que o dia 25 de dezembro era lembrado, não por causa do solstício hibernal do sol, mas devido a ser , desde os tempos antigos, a data natalícia de Ninrode. Há também na numerologia egípcio-caldaica uma veneração ao número cinco (este aparece no emblema do fogo nos ritos do Zoroastro); ou a pentalfa - estrela de conco pontas; ou o silêncio dos cinco anos, imposto nos mistêrios pitagóricos; há também em português a expressão "quinta-essência", que significa extrato elevado ao último apuramento, a parte mais pura; na química a parte mais ativa e de maior virtude. Esta expressão tem origem grega, pois sabemos que eles tinham quatro elementos (água, ar, terra e fogo) e o quinto era o corpo livre de todas as impurezas, o "éter", que recebia o nome de "quinta-essência".
De maneira semelhante ao mandamento de Cristo que é perdoar até setenta vezes sete, isto é, infinitamente, pois se para o cristianismo e entre os judeus o número sete representa a perfeição, a compleição, o número cinco tinha essa significação e vinte e cinco não era senão o múltiplo máximo de cinco, como dezembro o décimo mês, múltiplo de cinco e como também já mencionamos, o dia da adoração de Vesta, quinze de junho, outro múltiplo de cinco. Nada mais próprio, portanto, que ao décimo mês (último múltiplo de cinco do ano), ao dia vinte e cinco, o dia da veneração ao sol, que também fosse venerada a sua divindade maior.
4. A árvore de Natal
Continuando ainda na história, falemos de Ninrode (história idêntica, exceto por alguns detalhes, à lenda de Osíris). Após o dilúvio, Noé e seus filhos continuavam a adorar ao Deus Verdadeiro. Mas em pouco tempo, já na terceira geração (Cão, Cuxe e Ninrode) a idolatria se fez aparecer. A primeira organização da religião apóstata em Babilônia, a cidade regida pelo primeiro rei humano, o poderoso caçador Ninrode. Este era nato de Cão e portanto não era do ramo semítico, cujo Deus era JHVH. Mas isto não tinha importância para Ninrode e seus apoiadores. Eles descobriram o segredo à sua maneira e não esperariam pela maneira de Deus. Depois de conseguir (e se impor pela força e astúcia) que o povo o olhasse para proteção e salvação como "poderoso caçador diante do Senhor" ou em desafio ao Senhor, Ninrode chegou ao seu fim.
Como aconteceu realmente, a Bíblia nem a arquologia falam, mas de acordo com a semelhança a muitas lendas e tradiçnoes dos pagãos (já citado) é que ele encontrou uma morte violenta. Há fatos que levam a crer que ele tenha sido mandado executar por sua mulher Semíramis (que evidências também apontam ter sido sua esposa e mãe), raínha astuciosa e que após sua morte, temendo o enfraquecimento do seu poder, propagou entre os seus seguidores que lamentavam sua morte violenta. Se seguirmos a tradição egípcia, como mostra a tradição de sua adoração, provavelmente tenha ele sido esquartejado e posteriormente queimado e suas cinzas espalhadas em diversos lugares.
Cada ano nos relata a história, choravam por ele no dia da sua morte, sob a figura de Thamuz (um nome de Adônis, o deus sol - outra personificação de Ninrode - sendo Biblos da Fenícia o principal lugar de seu culto. A sua festividade anual era junho na Babilônia, em agosto na Palestina, festividade que tomava forma pela lamentação por causa da morte deste deus, e de regozijo por ter voltado a vida. Era efetuada por meio de obscenos ritos (Ezequiel 8:14).
O rio Adônis (Nahr Ibrahim) que tem a sua origem nas montanhas do Líbano, apresenta algumas vezes a cor vermelha, porque o terreno do Líbano é por natureza avermelhado. A fantasia popular converteu esta vermelhidão no sangue de Adônia. Têm-se julgado que as palavras de Isaías em 17:10 se referem aos "jardins de Adônis", cujas plantas, depois de cortadas eram postas em vasos com a sua imagem, feita em madeira, e bem depressa murchavam (em Daniel 11:37 pode referir-se ao mesmo ídolo quando menciona o desejo das mulheres).
Para citar um caso da apostasia religiosa dos judeus nos seus dias, o profeta Ezequiel nos fala deste período dizendo: "eis ali as mulheres assentadas chorando por Thamuz" . O mesmo ocorria em relação a Baco, o deus grego, cujo nome significa "o lamentado" e que é outra figura de Ninrode. A sua morte foi considerada uma calamidade ou injustiça, e Noé e as pessoas responsáveis, segundo o seu povo, foram considerados os representantes iníquos da semente da serpente.
A Mãe de Ninrode chamava-se Semíramis. Em caldeu este nome é "Z-Emir-Amit", que compõe-se de Ze, que quer dizer A; Emir, significa Ramo; e Amir, portadora, portanto, a portadora do ramo. Quando as águas do dilúvio baixaram, a ave que Noé enviou da arca e que retornou trazendo um ramo de oliveira foi uma pomba. Assim, ao nome de Semíramis era aplicado a uma pomba selvagem.
A mãe de Ninrode que se dizia ter sido transformada numa pomba, era assim chamada no sentido místico (Semíramis in Columbam - As Metamorfoses IV, de Ovídio) Ela era considerada a mãe daquele ramo ou renovo humano que é a semente da mulher, os esmagador da cabeça da serpente (ver adoração de Maria nos dias atuais). Isto nada mais foi do que um engôdo diabólico para distraír a atenção da semente verdadeira, a quem a profecia de Deus mais tarde declararia ser o "Ramo" ou "Renôvo verdadeiro" e cujo nome seria chamado "O Senhor da Nossa Justiça" - Isaías 11:1; Jeremias 23:5,6; ZacarEias, 3:8; 6:12,13; Apocalipse, 22:16.
Este foi um grande passo em direção à religião falsa e ao início do paganismo que conhecemos até nossos dias (Comparar com cultos da Nova Era). A evidência de que a primeira mulher a ser deificada depois do dilúvio, Semíramis é muito clara. O nome da deusa da Babilônia era "A Pomba", ou "portadora do ramo", que também é o significado da deusa romana " Juno" , a raínha do céu dos romanos.
Nas esculturas descobertas nas ruínas da antiga Nínive, as asas e a cauda da pomba, num emblema trino, representam o terceiro membro da tríade assíria. Isto concorda com Semíramis, sob o nome de "Astarté", era adorada como uma encarnação do espírito de Deus, pelo qual deveria nascer a semente prometida. Assim também o primeiro homem deificado depois do dilúvio foi o filho de Semíramis, Ninrode, e isto sem dúvida por inspiração de sua mãe (conforme comentário anterior). Ela sustentou que ele não morrera na sua execução, mas fora transferido para o céu como um deus. A constelação de Órion o representa deificado (as três estrelas de Orion formam a tríade), pois este é o nome que foi dado ao caçador gigante poderoso pelo antigo poeta grego Homero, na Odisséia, livro 5, linhas 120 e 121.
A palavra hebraica traduzida órion na Bíblia é Kesil e significa Pessoa estúpida, tolo, imprudente, desafiador e impiedoso" , adjetivos estes que bem se aplicam a Ninrode, poderoso caçador (Jó 9:9; 38:31; Amós 5:8).
Por deificar assim o morto Ninrode, sua mãe Semíramis ensinou a imortalidade da alma humana em desafio à Lei de Deus: "a alma que pecar, esta morrerá". Sob o nome Nino, qeu significa filho homem, ou filho (ver anterior), Ninrode era adorado como o filho de sua esposa (ainda lembrando que no Egito do deus Osíris, correspondente a Ninrode, era filho e marido (ou irmão) da grande deusa do Egito, Madona Isis) Daí se origina a idéia que Ninrode era o marido, bem como o filho de sua esposa. Ele era seu prório pai e seu próprio filho. Seu verdadeiro pai, Cuxe, foi posto em segundo plano e a mãe de Ninrode assim representada como sendo uma mãe virgem (vemos que desde o início o arqui-inimigo providenciou uma forma de um sutil e bem tramado engodo para perverter a história verdadeira, fazendo uma fábula mal contada cair no senso comum da história da Redenção).
Entendeu-se que armar a traição para a semente da mulher de deus e ferir-lhe o calcanhar significava a sua morte, da qual ele se recobraria. De modo que ao morrer Ninrode, Semíramis fez com que ele fosse glorificado e adorado como "a prometida semente da mulher" . Não somente fixou um dia para a lamentação de sua morte, mas também estabeleceu um dia para a celebração de seu aniversário. Esta data foi 25 de dezembro, o mesmo dia adotado pelo Papa Julio I (veja consideração anterior) para seus fins religiosos e políticos, no ensejo de cativar para seus domínios aqueles que não desejavam abandonar suas práticas idólatras, mas que mediante este ardil apenas substituíram o objeto de culto, sem alterar sua substâncias, mas sem nenhum apoio das Escrituras (ver também o nome Yule-Day, em inglês, ibidem).
O Lenho (yule) despojado de todos os seus ramos (esquartejado), lançado na lareira era queimado na noite de 24 de dezembro e representava Ninrode sendo executado, prostrado na morte. A árvore decorada e ornamentada que se via elevada na manhã de 25 de dezembro, representava o Ninrode morto vindo à vida em uma nova encarnação para triunfar sobre os seus inimigos e sobre a humanidade.
Em Roma esta árvore era um abeto, erigido em 25 de dezembro, considerado o Natalis Solis Invictis (o aniversário do sol invencível) No Egito, o simbolo de Ninrode era a Palmeira, cujas folhas eram usadas para simbolizar a vitória.
5. Outro dia reservado para adoração do deus-sol
A Santa Missa-Mistério Pascal, por especialistas, na pág. 326 assim diz: "Foi *Constantino que transformou o dia que os romanos dedicavam ao sol num dia de descanso para mostrar que Cristo é a Luz da nova criação e o Sol da Justiça predito por Malaquias". (*Rei de Roma, que ainda pagão, dirigiu um concílio cristão, cujo idioma oficial era o grego. Só que Constantino não sabia uma única palavra em Grego e só foi batizado, "convertido", ao cristianismo no leito de morte)
6. Conclusão
Ora, não é necessário estendermos o assunto à exaustão, pois ninguém mais do que a própria história para confirmar este decreto que tantas mortes proclamou no curso de seus domínios, o qual também estabeleceu a guarda do domingo em lugar do Sábado da Lei de Deus, fruto do que disse João em Apocalipse: "E cuidará em mudar os tempos e a Lei."
Sabemos, portanto, que sua origem é a mesma e o sentido também se repetem e encontramos razões para questionar a comemoração e a veneração (ou pendurar envelopes numa árovore em frente ao púlpito sagrado terá outro nome?), da data de 25 de dezembro como comemorativa do nascimento do Salvador Jesus Cristo, sendo que nenhuma referência hea no Livro Sagrado, não sendo estabelecido nenhum dia específico para esta comemoração e não será um hediondo dia de louvor a devassas pessoas do passado que tanto sofrimento causaram aos filhos de Deus no passado que desviará a atenção do Povo remanescente nos dias que antecedem a Volta de Jesus.
É de extremo mau gosto e completamente herege a prática de levar para dentro de igrejas cristãs, casas de oração do Deus Verdadeiro, aquilo que é o nefasto símbolo da idolatria, o domingo dos domingos e que certamente está entre os objetos de culto dos adoradores do inimigo de Cristo, que proverão a perseguição aos santos escolhidos de Deus para lhe serem por fiéis testemunhas, guardadores de Seus mandamentos e que possuem a fé de (em) Jesus. Ou seja, o pinheiro de Natal e sua instalação como um objeto de cenário diante do púlpito onde se deve proclamar a verdade, é biblicamente inaceitável. "À Lei e ao Testemunho. Os que não falarem desta maneira, jamais verão a Alva." "Minha casa, diz o Senhor, será chamada Casa de oração para todos os povos (Is 56:7; Mt 21:13; Mc 11:7; Lc 19:46). Exortamos, quer agrade ou não (II Tim, 4:16) sem termos ao nosso lado siquer uma só voz ( II Tim 4:16).
Bibliografia:Biblia Sagrada (Almeida RA);Pentateuco Massorético;Vulgata Latina;Dic. Bíb. Universal (Buckland);Pedro Apolinário (Arquivos);A Magia da Pirâmide - Edmundo Cardillo;O Grande Conflito - E.G.White;O que tem feito a religião pela Humanidade (W.T.B.S);Santa Missa-Misterio Pascal (por Especialistas);Livro dos Mortos (Bardo Tšdol);Livro dos Mortos do Antigo Egito/ Dicionário Rideel;História Universal (HG. Wells);A Vida de São Francisco de Assis (Oto Englebert).Obs. Este trabalho não está encerrado. Estou aberto a debates e mesmo a paradigmas, desde que convincentes e com o devido respaldo bibliográfico. Caso eu possa não conhecer livros que sejam citados em contestações, favor enviar fotocópia anexa.
Leia também no http://www.cvvnet.org/cgi-bin/cvvnet?Portuguese+ESTUDOS+Natal
Sermón (Baptista)En Español: La Fiesta Pagana De La Navidad
The Date and Meaning of Christmas - Samuel Bacchiocchi
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domingo, agosto 01, 2010
Uma Certa Manhã
Pacard
Sempre fui favorável a que as manhãs começassem mais tarde. Talvez depois do meio dia. Bem, podem achar que é tarde. Então tá. Pelas dez. Feito. Hora ideal para se abrir a janela, olhar a vida, cumprimentar o dia e..se estiver chuvoso, então voltar a dormir, que nesse caso é o melhor jeito de esticar a vida pelos caminhos do sono.Acontece que nem todos pensam assim. Eu entendo. Perdôo-lhes a falha de caráter. Entendo que é perfeitamente justificável que algumas pessoas gostem de levantar cedo. Eu faço isso. Sim, religiosamente aí pelas seis da manhã. Todos os dias. Cumpro minhas obrigações, dou descarga e volto a dormir.Entendo também que as pessoas possam não gostar das segundas feiras e também das sextas. Pessoalmente acho isso: as segundas não têm defesa mesmo, mas as sextas, ah não. Essas têm que ser justificadas. Afinal, qual é o dia que precede o sábado? Heim? No meu caso, por religião, faço do sábado meu descanso prazeroso. Mas há outras religiões no mundo, cujos prosélitos merecem todo o meu respeito. Até mesmo a turma que ama a sexta feira porque, dizem, isso eu não sei, mas dizem que é o dia internacional da cervejada e batucada na casa do Belô. Dizem também, isso eu não sei, pois minha religião também não me habilita a comer dessas firulas gordurosas como torresminho, salsichinha e louras alheias. Mas isso eu também tenho que fechar um olho pros que não vêem nada de mal em trebeliscar uma friturinha aqui, outra celulite ali. Cadum, cadum.Longe de mim desejar reformar o mundo. Isso nunca. Acho bom demais do jeito que ele é. Acho que está tudo certo…tá, tá, nem tudo. Bom. Então se é pra mexer, acho que então tem que ser faxina geral. Vamos por mãos à obra e começar. Guerra: Vai pro lixo. Roubalheira, seja no governo, nos cultos ou no jogo do bicho: sem perdão. Ensaca e deixa do ladinho, que na quarta feira o lixeiro leva. É dia de lixo orgânico. Vejamos..tem aqui uns trecos..que..ah, já sei: mesquinharia..ih, acho que esse o lixeiro não leva. Certo, enterra.Mas temos que organizar essa faxina: todos devem usar luvas, porque tem uma inhacas que não saem nem com detergente sanitário. E depois de tudo bem limpinho, vamos lavar tudo com água de lavanda.Então certo. Tudo arrumado, vamos ao banho, porque os olores putrendos, aquela murra, fica nas mãos, nos cabelos, no coração. Todo mundo pro banho…ei..epa, epa, epa..quando eu disse “todo mundo”, eu quis dizer: mulher numa banheira, homem noutra. Mas QUE COISA. Mal arrumaram a bagunça e já querem começar tudo de novo?
Pacard
Sempre fui favorável a que as manhãs começassem mais tarde. Talvez depois do meio dia. Bem, podem achar que é tarde. Então tá. Pelas dez. Feito. Hora ideal para se abrir a janela, olhar a vida, cumprimentar o dia e..se estiver chuvoso, então voltar a dormir, que nesse caso é o melhor jeito de esticar a vida pelos caminhos do sono.Acontece que nem todos pensam assim. Eu entendo. Perdôo-lhes a falha de caráter. Entendo que é perfeitamente justificável que algumas pessoas gostem de levantar cedo. Eu faço isso. Sim, religiosamente aí pelas seis da manhã. Todos os dias. Cumpro minhas obrigações, dou descarga e volto a dormir.Entendo também que as pessoas possam não gostar das segundas feiras e também das sextas. Pessoalmente acho isso: as segundas não têm defesa mesmo, mas as sextas, ah não. Essas têm que ser justificadas. Afinal, qual é o dia que precede o sábado? Heim? No meu caso, por religião, faço do sábado meu descanso prazeroso. Mas há outras religiões no mundo, cujos prosélitos merecem todo o meu respeito. Até mesmo a turma que ama a sexta feira porque, dizem, isso eu não sei, mas dizem que é o dia internacional da cervejada e batucada na casa do Belô. Dizem também, isso eu não sei, pois minha religião também não me habilita a comer dessas firulas gordurosas como torresminho, salsichinha e louras alheias. Mas isso eu também tenho que fechar um olho pros que não vêem nada de mal em trebeliscar uma friturinha aqui, outra celulite ali. Cadum, cadum.Longe de mim desejar reformar o mundo. Isso nunca. Acho bom demais do jeito que ele é. Acho que está tudo certo…tá, tá, nem tudo. Bom. Então se é pra mexer, acho que então tem que ser faxina geral. Vamos por mãos à obra e começar. Guerra: Vai pro lixo. Roubalheira, seja no governo, nos cultos ou no jogo do bicho: sem perdão. Ensaca e deixa do ladinho, que na quarta feira o lixeiro leva. É dia de lixo orgânico. Vejamos..tem aqui uns trecos..que..ah, já sei: mesquinharia..ih, acho que esse o lixeiro não leva. Certo, enterra.Mas temos que organizar essa faxina: todos devem usar luvas, porque tem uma inhacas que não saem nem com detergente sanitário. E depois de tudo bem limpinho, vamos lavar tudo com água de lavanda.Então certo. Tudo arrumado, vamos ao banho, porque os olores putrendos, aquela murra, fica nas mãos, nos cabelos, no coração. Todo mundo pro banho…ei..epa, epa, epa..quando eu disse “todo mundo”, eu quis dizer: mulher numa banheira, homem noutra. Mas QUE COISA. Mal arrumaram a bagunça e já querem começar tudo de novo?
Vergonha na Cara
Pacard
Isso é um negócio que uns têm. Outros não. Eu explico: mentira por exemplo. Quem admite que é mentiroso, mas assim , na cara dura, deslavado? Que eu saiba, ninguém. Pois muita gente é. E se for chamado de mentiroso, tipo assim, na lata, no dedo em riste, ah, mas vira bicho. Diz que lhe ferem os brios, e que pataquá, e etecétera. Mas continua sendo mentiroso. E sem caráter. E como, mas como tem gente desse tipo.Vejamos um exemplo: Ah, esta é uma prova para saber se você tem caráter, se é honesto, se tem vergonha na cara e se não é mentiroso. Vamos ao caso:Você está fazendo algo, mas não se caracteriza como algo absolutamente urgente. Nada o impede de divergir do assunto uns minutinhos , porque não fará a menor diferença. E o telefone toca. Pronto: está armada a circunstância propícia para começar sua cota de mau caratismo do dia. Talvez a primeira de uma série delas. Bem, nesse tempo, o telefone já tocou novamente duas vezes. Voce grita: “Mas ninguém atende essa merda de telefone?” (esqueci de mencionar que a merda do telefone está na mesa à sua frente. Alguém é generoso e atende:- Alô! Quem? Fulano? Ah, … (e voce imediatamente inicia um balé de sinais pra saber quem é).- Um momento, sim. Vou ver se está. Aí entra “Kalinka”, aquela outrora tão linda e sentimental melodia russa, agora tão banalizada pelo som de “bits”. Diria até que se trata já do hino nacional da mentira.E você diz, aos gestos apavorados de uma coreografia sofrida que “de jeito nenhum. Que você soube de um parente em coma no Alasca e que foi obrigado a prestar solidariedade a uma família de afegãos que dependiam emocionalmente desse parente, porque eram refugiados no Egito”. Isso. Essa seria uma desculpa aceitável pra não atender nenhuma espécie de telefonema. Afinal, o que as pessoas pensam? Que podem pegar num telefone e sair ligando pras pessoas? Mas com quê direito?- Alô. Desculpe a demora…é que tive que correr atrás do avião na pista molhada, mas já havia decolado..infelizmente..foi visitar..blá..blá…blá.- Não, infelizmente não há a menor previsão de retorno, não pelo menos enquanto o PT estiver no governo.. mas, o senhor gostaria de deixar recado? (e diz isso com a voz mais cândida do mundo) Não? Deixe então seu telefone, que o fulano vai ligar, assim que retornar..está anotadinho aqui. Não se preocupe. Obrigado.As desculpas variam. Ora é para o Alasca. Outra vez é desencalhar o Rainbow Warrior dum poço de petróleo incendiado pelos anti-ecologistas no Cáucaso. Tem vezes que não há desculpa alguma: simplesmente o telefone fica fora do gancho (eu ainda vou escrever sobre isso: porque raios se chama “gancho”, se nem gancho tem mais. Ou por que se chama “discar”, se é tudo com teclas?), e a vítima que se lasque.E então: pronto. Você mentiu. Mentiu descaradamente. Mentiu porque é um covarde. Mentiu porque não tem a menor consideração com as pessoas. E mesmo que na outra linha esteja um chato, voce mentiu porque não tem peito pra dizer: Pô, não me amola. Eu não quero falar com você. Não me ligue.Mas por que se expor, se mentir é mais barato? Mais divertido? Menos agressivo? Afinal, você É civilizado. E nesse caso, mentir é uma marca de sutil elegância.E depois você se queixa que este mundo está pior, porque as pessoas não são verdadeiras. Porque os valores morais foram apagados pela busca do ter em lugar do ser. Pelo mau caratismo dos outros.E há outras mentiras que varrem a sua vida. A mentira do cheque que um caloteiro lhe passou, e por isso não pôde saldar um compromisso no dia, quando simplesmente você não tem coragem de dizer: “Não pude te pagar hoje. Calculei mal, errei no meu planejamento. Gastei o que não podia e comprei o que não devia, e agora me ferrei. Mas sempre tem outro na ponta da linha. Sempre os outros são os culpados pelos nossos infortúnios.Por que não assumir de uma vez, passar uma vassoura na sujeira da nossa vida, assumir que cometemos burradas atrás de burradas e dizer: pronto. Desabafei. Errei. Fiz besteira. Mas não quero mais errar. Não quero mais mentir, não quero mais emporcalhar minha honra nem fazer as pessoas de bobas. Não quero mais embromar as pessoas. E se o fizer, quero ter a dignidade de voltar atrás e dizer: “Me perdoe, porque eu fui sacana”.Mas, claro, que isso quem tem que fazer são os outros. Você é perfeito. E se você é perfeito, então você é quase um deus. E se você se sente um deus, então você é um mentiroso, porque Deus só há Um. E nunca mentiu.>>O direito de estar erradoPaulo CardosoTemos todo. Principalmente porque erramos o tempo todo. Felizmente, porque os erros são nosso grau de colação na tão promulgada “Escola da vida”.Diz o adágio popular que só o homem tropeça duas vezes na mesma pedra. É verdade. Mas também só o homem pode se perguntar: “por que botaram esta pedra no caminho?”Diz-se do homem ser fruto do seu meio. Meia verdade nisso, porque conheço gente decente neste mundo, e dizem que este mundão velho não é mais de se pegar com a mão. Meia mentira isso também, porque já encontrei pessoas que nasceram e foram criadas em famílias exemplares, mas se tornaram vegetais sociais.Diz-se do homem ser um animal social. Não se compara: animal social pra mim é a formiga. Não Bush nem Bin Laden. Diz-se também do homem ser o melhor amigo do cão. Não? Ah, é o contrário? Justificado então os criadores de pitt bulls.Diz-se que aqui se faz, aqui se paga. Ah, tá. Falem isso ao governo que daqui toma e lá for a tanto paga. Mas tamb´m se diz que cada povo tem o governo que merece. Pode ser. Todos devem ser castigados para se purificar e aprender a errar menos. Ah, mas dizem, isso eu não posso afirmar que saiba por mim mesmo, mas dizem, que em priscas eras o salário mínimo era o mínimo justificável para se chamar de salário, isto é, a justa paga por um dia de trabalho. Ah bom, mas isto não mudou. O salário mínimo é exatamente o suficiente para o que o homem necesita dar à sua família em um dia de trabalho. O problema é que o mesmo dinheiro precisa durar um mês.Acho que estamos exercendo com louvor nossos direitos todos: o de errar, e o de pagar pelos erros dos outros. O de falar, e o de pagar políticos para que falem por nós. O de viver, e o de atrapalhar aqueles que vivem à custa do dinheiro que falta dentro do mês em nossos salários
Pacard
Isso é um negócio que uns têm. Outros não. Eu explico: mentira por exemplo. Quem admite que é mentiroso, mas assim , na cara dura, deslavado? Que eu saiba, ninguém. Pois muita gente é. E se for chamado de mentiroso, tipo assim, na lata, no dedo em riste, ah, mas vira bicho. Diz que lhe ferem os brios, e que pataquá, e etecétera. Mas continua sendo mentiroso. E sem caráter. E como, mas como tem gente desse tipo.Vejamos um exemplo: Ah, esta é uma prova para saber se você tem caráter, se é honesto, se tem vergonha na cara e se não é mentiroso. Vamos ao caso:Você está fazendo algo, mas não se caracteriza como algo absolutamente urgente. Nada o impede de divergir do assunto uns minutinhos , porque não fará a menor diferença. E o telefone toca. Pronto: está armada a circunstância propícia para começar sua cota de mau caratismo do dia. Talvez a primeira de uma série delas. Bem, nesse tempo, o telefone já tocou novamente duas vezes. Voce grita: “Mas ninguém atende essa merda de telefone?” (esqueci de mencionar que a merda do telefone está na mesa à sua frente. Alguém é generoso e atende:- Alô! Quem? Fulano? Ah, … (e voce imediatamente inicia um balé de sinais pra saber quem é).- Um momento, sim. Vou ver se está. Aí entra “Kalinka”, aquela outrora tão linda e sentimental melodia russa, agora tão banalizada pelo som de “bits”. Diria até que se trata já do hino nacional da mentira.E você diz, aos gestos apavorados de uma coreografia sofrida que “de jeito nenhum. Que você soube de um parente em coma no Alasca e que foi obrigado a prestar solidariedade a uma família de afegãos que dependiam emocionalmente desse parente, porque eram refugiados no Egito”. Isso. Essa seria uma desculpa aceitável pra não atender nenhuma espécie de telefonema. Afinal, o que as pessoas pensam? Que podem pegar num telefone e sair ligando pras pessoas? Mas com quê direito?- Alô. Desculpe a demora…é que tive que correr atrás do avião na pista molhada, mas já havia decolado..infelizmente..foi visitar..blá..blá…blá.- Não, infelizmente não há a menor previsão de retorno, não pelo menos enquanto o PT estiver no governo.. mas, o senhor gostaria de deixar recado? (e diz isso com a voz mais cândida do mundo) Não? Deixe então seu telefone, que o fulano vai ligar, assim que retornar..está anotadinho aqui. Não se preocupe. Obrigado.As desculpas variam. Ora é para o Alasca. Outra vez é desencalhar o Rainbow Warrior dum poço de petróleo incendiado pelos anti-ecologistas no Cáucaso. Tem vezes que não há desculpa alguma: simplesmente o telefone fica fora do gancho (eu ainda vou escrever sobre isso: porque raios se chama “gancho”, se nem gancho tem mais. Ou por que se chama “discar”, se é tudo com teclas?), e a vítima que se lasque.E então: pronto. Você mentiu. Mentiu descaradamente. Mentiu porque é um covarde. Mentiu porque não tem a menor consideração com as pessoas. E mesmo que na outra linha esteja um chato, voce mentiu porque não tem peito pra dizer: Pô, não me amola. Eu não quero falar com você. Não me ligue.Mas por que se expor, se mentir é mais barato? Mais divertido? Menos agressivo? Afinal, você É civilizado. E nesse caso, mentir é uma marca de sutil elegância.E depois você se queixa que este mundo está pior, porque as pessoas não são verdadeiras. Porque os valores morais foram apagados pela busca do ter em lugar do ser. Pelo mau caratismo dos outros.E há outras mentiras que varrem a sua vida. A mentira do cheque que um caloteiro lhe passou, e por isso não pôde saldar um compromisso no dia, quando simplesmente você não tem coragem de dizer: “Não pude te pagar hoje. Calculei mal, errei no meu planejamento. Gastei o que não podia e comprei o que não devia, e agora me ferrei. Mas sempre tem outro na ponta da linha. Sempre os outros são os culpados pelos nossos infortúnios.Por que não assumir de uma vez, passar uma vassoura na sujeira da nossa vida, assumir que cometemos burradas atrás de burradas e dizer: pronto. Desabafei. Errei. Fiz besteira. Mas não quero mais errar. Não quero mais mentir, não quero mais emporcalhar minha honra nem fazer as pessoas de bobas. Não quero mais embromar as pessoas. E se o fizer, quero ter a dignidade de voltar atrás e dizer: “Me perdoe, porque eu fui sacana”.Mas, claro, que isso quem tem que fazer são os outros. Você é perfeito. E se você é perfeito, então você é quase um deus. E se você se sente um deus, então você é um mentiroso, porque Deus só há Um. E nunca mentiu.>>O direito de estar erradoPaulo CardosoTemos todo. Principalmente porque erramos o tempo todo. Felizmente, porque os erros são nosso grau de colação na tão promulgada “Escola da vida”.Diz o adágio popular que só o homem tropeça duas vezes na mesma pedra. É verdade. Mas também só o homem pode se perguntar: “por que botaram esta pedra no caminho?”Diz-se do homem ser fruto do seu meio. Meia verdade nisso, porque conheço gente decente neste mundo, e dizem que este mundão velho não é mais de se pegar com a mão. Meia mentira isso também, porque já encontrei pessoas que nasceram e foram criadas em famílias exemplares, mas se tornaram vegetais sociais.Diz-se do homem ser um animal social. Não se compara: animal social pra mim é a formiga. Não Bush nem Bin Laden. Diz-se também do homem ser o melhor amigo do cão. Não? Ah, é o contrário? Justificado então os criadores de pitt bulls.Diz-se que aqui se faz, aqui se paga. Ah, tá. Falem isso ao governo que daqui toma e lá for a tanto paga. Mas tamb´m se diz que cada povo tem o governo que merece. Pode ser. Todos devem ser castigados para se purificar e aprender a errar menos. Ah, mas dizem, isso eu não posso afirmar que saiba por mim mesmo, mas dizem, que em priscas eras o salário mínimo era o mínimo justificável para se chamar de salário, isto é, a justa paga por um dia de trabalho. Ah bom, mas isto não mudou. O salário mínimo é exatamente o suficiente para o que o homem necesita dar à sua família em um dia de trabalho. O problema é que o mesmo dinheiro precisa durar um mês.Acho que estamos exercendo com louvor nossos direitos todos: o de errar, e o de pagar pelos erros dos outros. O de falar, e o de pagar políticos para que falem por nós. O de viver, e o de atrapalhar aqueles que vivem à custa do dinheiro que falta dentro do mês em nossos salários
Quando eu era guri
Pacard
Dizem que quando a gente fala isso, é porque está ficando velho. Na verdade há muitos sintomas da velhice: Certidão amarelada, cabelos brancos, esquecimento (quando você conta com animação um fato e seu interlocutor, tedioso lhe diz que já sabia, porque você mesmo lhe havia contado algumas vezes, é porque sua memória…bom, você está velho), saudade dos amigos da infância e principalmente por achar que o mundo já não é mais o mesmo daqueles tempos de antanho. Enfim, quando você tenta recuperar o tempo que deixou de passar com os velhos amigos e descobre que eles não são mais os seus velhos amigos, mas antigas lembranças que não desejejam lembrar que tamb´m estão velhos, e sua presença produz esse mesmo efeito neles.Mas quando eu era um guri, não digo tão tenro que mijasse na cama, mas quando ainda acreditava que poderia e precisava mudar o mundo, embora não soubesse o porquê e nem de que jeito, mas brigava por isso, brigava por aquilo e assim como brigava, ao primeiro rabo-de-saia que passasse, as mudanças do mundo que esperassem, pois eu tinha que cuidar de interesses maiores: a minha própria vida, e quem sabe, se o belo rabo-de-saia permitisse, a vida de minha futura família, cuja máter recém se apresentava para esta oportunidade.Isso, naturalmente, até cruzar pelo próximo rabo-de-saia, e assim a vida seguia seu curso. Afinal, eu ainda era um guri.Mas quando eu era um guri, a vida não tinha tanta pressa. Eu é que tinha pressa de viver a vida. Mas ela olhava para mim com uma doçura que só a vida é capaz de ter e me chamava para conhecer o mundo. E lá ia eu, feliz da vida e com a vida, acreditando que com esse andar, pudesse mudar o mundo. E encontrava outros moços, que como eu, de braços com suas próprias vidas, mudavam às suas maneiras o seu próprio mundo.Mas a candura dos tempos nos traz de volta à lembrança de que não somos mais guris. Não pelo menos nós que travávamos aquelas lutas pela primazia dos olhares dos nossos velhos rabos-de-saia, que hoje tamb´m, em algum lugar do presente, devem se lembrar com terno fechar de olhos, os doces tempos em que esses homens a caminho da velhice eram ainda guris.Quarta-feira, Junho 23, 2004
Pacard
Dizem que quando a gente fala isso, é porque está ficando velho. Na verdade há muitos sintomas da velhice: Certidão amarelada, cabelos brancos, esquecimento (quando você conta com animação um fato e seu interlocutor, tedioso lhe diz que já sabia, porque você mesmo lhe havia contado algumas vezes, é porque sua memória…bom, você está velho), saudade dos amigos da infância e principalmente por achar que o mundo já não é mais o mesmo daqueles tempos de antanho. Enfim, quando você tenta recuperar o tempo que deixou de passar com os velhos amigos e descobre que eles não são mais os seus velhos amigos, mas antigas lembranças que não desejejam lembrar que tamb´m estão velhos, e sua presença produz esse mesmo efeito neles.Mas quando eu era um guri, não digo tão tenro que mijasse na cama, mas quando ainda acreditava que poderia e precisava mudar o mundo, embora não soubesse o porquê e nem de que jeito, mas brigava por isso, brigava por aquilo e assim como brigava, ao primeiro rabo-de-saia que passasse, as mudanças do mundo que esperassem, pois eu tinha que cuidar de interesses maiores: a minha própria vida, e quem sabe, se o belo rabo-de-saia permitisse, a vida de minha futura família, cuja máter recém se apresentava para esta oportunidade.Isso, naturalmente, até cruzar pelo próximo rabo-de-saia, e assim a vida seguia seu curso. Afinal, eu ainda era um guri.Mas quando eu era um guri, a vida não tinha tanta pressa. Eu é que tinha pressa de viver a vida. Mas ela olhava para mim com uma doçura que só a vida é capaz de ter e me chamava para conhecer o mundo. E lá ia eu, feliz da vida e com a vida, acreditando que com esse andar, pudesse mudar o mundo. E encontrava outros moços, que como eu, de braços com suas próprias vidas, mudavam às suas maneiras o seu próprio mundo.Mas a candura dos tempos nos traz de volta à lembrança de que não somos mais guris. Não pelo menos nós que travávamos aquelas lutas pela primazia dos olhares dos nossos velhos rabos-de-saia, que hoje tamb´m, em algum lugar do presente, devem se lembrar com terno fechar de olhos, os doces tempos em que esses homens a caminho da velhice eram ainda guris.Quarta-feira, Junho 23, 2004
As Três Irmãs - conto inacabado, que não tive saco para terminar, nem sei se o farei.
Pacard
Uma era baixinha e tagarela. Morena e bem torneada. Chamava-se Bertúlia. Era a mais despachada da troupe. Filha de um gaúcho autêntico, estancieiro e tradicionalista O nome era estranho. Bertúlia. Bem diferente mesmo, mas fôra engano do escrevente no cartório, pois o nome certo era: “Tertúlia”. Não era um nome lá muito ortodoxo, mas, por amor à tradição, tudo valia.Outra era uma italianinha, Berenice, olhinhos verdes e cabelos compridos loiros. Nariz afilado e lábios finos. Magra, muito elegante e que sabia vestir-se como seu porte exigia. Falava pouco, mas sabia lançar olhares que falavam por mil palavras.E a terceira, era a mais misteriosa de todas. Alta, esguia e sorridente. Descendente de poloneses, chamava-se “Roswitha”. Com tê agá mesmo. Era assim. Dava um nome misterioso. Sua pronuncia lembrava chá de raiz de rosas com licor de aniz numa tarde de outono entre folhas de plátano esvoaçantes. Ou coisa assim. E eram inseparáveis. Unha e carne. Tampa e panela. Lula e Zé Dirceu. Essas coisas inseparáveis. Essas amizades intermináveis.Era tudo junto o quanto faziam: noitadas, jantares, trabalho, faculdade, gatos. Nada era de ninguém e tudo era de todas. Mesmo. Isso desde remotas lembranças, porque um dia juraram amizade eterna. Era um pacto. Uma aliança interminável, fosse o que fosse que se interpusesse entre elas.Isso durou muito, e seria mesmo eterna essa aliança se não fosse o “Vergamota”. O Vergamota, sim senhor. Esse mesmo. Não estou falando de ninguém mais ou de algum homônimo. Era mesmo o Vergamota. Aquele incorrigível anão. Pequenino, mas tanto, que sentadinho no chão, as perninhas ainda continuavam balançando. Desbocado e fedorento. Analfabeto, linguarudo e sem um mínimo de educação. Civilidade nenhuma mesmo. Pois é esse mesmo. O Anão Vergamota. A piada do circo. O insuportável rufião dos becos nauseabundos da Rua Trinta e Três. Famoso “Beco do Salsa”. Era ali o território de domínio do temido Vargamota. Era ali o lugar onde pessoas de bem jamais poderiam imaginar em passar. Era ali que governava a sinistra criaturinha de cinco dentes, um olho vazado e um insuportável cheiro de gambá.Mas Vergamota continuava seu minusculo império da malandragem sem a menor preocupação, por uma razão muito simples e delicada: ele havia salvo “O Hôme” de uma situação vergonhosa, quando a polícia caíra torrencial sobre a vadiagem na busca de um fugitivo perigoso. E a primeira açãoo policial foi sobre a sala rosa, da casa da Gorda. E quem estava ali, refestelado e duro de bêbado, ERA o “Hôme”. E o Vergamota sabia. Então o que fez? Fez o que devia fazer. Armou um sururu pessoalmente com duas protegidas, promovendo um escarcéu que despistasse por uns instantes a ação policial, chamando a atenção sobre seu feito, enquanto os assessores retiravam por uma porta dos fundos o “Home”,sumindo com ele pelas sombras e evitando um escândalo maior. Naturalmente, Vergamota foi preso. Levou uns bifes nas fuças, mas em menos de dois dias estava livre e com salvo-conduto no governo de seu reduzido feudo marginal.Foi num daqueles trabalhos de faculdade, acho que de Sociologia, que as três amigas tiveram que se embrenhar beco adentro para levantar umas estatísticas sobre mães solteiras. Fácil, fácil, no Beco do Salsa, pois ali viviam pelo menos umas cinqüenta. E de menor, acho que por volta de trinta delas. Mas não era tão simples assim entrar nos domínios do Vergamota sem um salvo-conduto do próprio. Foi preciso muito jogo de cintura e uma mãozinha provedora do “Home” para que as três em poucos dias estivessem frente a frente com “sua graça”, o Vergamota, em pessoa.Marcada a “entrevista”, Vergamota que era aquele tipinho, mas não era burro, sabia tratar a cada um de acordo com as circunstâncias. E quando soube que três pitéus universitárias precisariam fazer um passeio pelos seus domínios, tratou de se coportar como um cavalheiro. Fez as unhas, tomou banho, perfumou-se, vestiu-se de linho bramco e chapéu panamá, como convém a todo “Chefão” (no caso dele, “chefãozinho”), mandou um “passa-for a” na marmanjada que o cercava e, como um chefe tribal, esperou as meninas em sua fortaleza (um cortiço caindo de velho).O clima era tenso para as meninas. Berenice e Roswitha tremiam como vara verde ao vento. Bertulia era mais destemida e caminhava a passos medidos à frente das amigs. Eram passos sincronizados e solenes. Não ousavam olhar para os lados para não dar a impressão de serem bisbilhoteiras.CONTINUA…………
Mas eu sei em quem tenho crido
Pacard
“Mas ele negou dizendo: não O conheço. Não sei o que dizes”o Os versos seguintos nos afirmam que por mai duas vezes O negou dizendo que não conhecia ao homem que estava em julgamento.o Mc, 14:10 –“E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lhø entregar”.o Se nós resumirmos o pensamento histórico e entendermos a correta colocação dos textos neste evangelho, vamos ver que à fria letra dos relatos, há um sentido mais profundo por trás dos textos que nós acabamos de ler.o Quando o historiador conta os fatos de um acontecimento, e este historiador se encontra dentro do cenário destes acontecimentos, muitas vezes ele coloca o que vê, o que ouve e se ocupa em relatar as coisas como são do jeito que estea vendo naquele momento.o Mas há outra forma de se descrever um fato, que é estando for a do cenário dos aconteciimentos.o AUTOR. Marcos, o filho de Maria, de Jerusalém, At 12:12.o Antiga tradição afirma que Marcos foi um companheiro de Pedro, razão por que este livro é chamado de O Evangelho de Pedro por alguns escritores antigos. É geralmente aceito que Pedro tenha proporcionado ou sugerido grande parte do material encontrado no livro.o QUANDO FOI ESCRITO : 50 - 60 A.D.o TEMA PRINCIPAL. Cristo, o incansável servo de Deus e do homem. o A vida de Jesus é descrita como sendo cheia de boas obras. o Seu tempo de oração era interrompido, 1:35-37 . Algumas vezes não tinha tempo nem para comer, 3:20 . Pelo fato de atender a contínuos chamados para o serviço, seus amigos diziam que ele estava fora de si, 3:21 . As pessoas o buscavam quando ele queria descansar, 6:31-34.o PARTICULARIDADES. É o mais curto dos quatro evangelhos. • estilo é vivo e pinturesco. Grande parte do tema está também em Mateus e Lucas, mas não se trata de simples repetição, pois Marcos contém muitos detalhes que não aparecem nos outros evangelhos. o Como o Evangelho de João, Marcos também começa com uma declaração da divindade de Jesus Cristo, sem, contudo, se estender nesta doutrina. o Um cuidadoso estudo do livro revela, sem dúvida, que o objetivo do autor é o de ressaltar as obras maravilhosas de Jesus, em vez de fazer afirmações freqüentes que testifiquem da sua deidade. o Muitos toques pessoais se encontram neste evangelho, como "vivia entre as feras", 1:13; "aos quais deu o nome de Boanerges, 3:17; Jesus "indignou-se", 10:14 ; "e eles se maravilhavam", 10:32 ; "A grande multidão o ouvia com prazer", 12:37 ; etc. o Embora ressalte o poder divino de Cristo, o autor alude com freqüência aos sentimentos humanos de Jesus: sua decepção, 3:5 ; seu cansaço, 4:38 ; seu assombro, 6:6 ; seus gemidos, 7:34 ;8:12 ; seu afeto, 10:21. o Mateus olha para trás e se ocupa principalmente das profecias objetivando os leitores judeus, e dá muito espaço aos discursos de nosso Senhor. o Marcos é mais condensado. Ele diz pouco acerca das profecias e apresenta um resumo dos discursos, mas enfatiza as obras poderosas de Jesus. o Os dezenove milagres registrados em seu curto livro demonstram o poder sobrenatural do Senhor. o Oito deles provam seu poder sobre as enfermidades, 1:31,41 ;2:3-12 ;3:1-5 ;5:25 ;7:32 ;8:23 ;10:46 .o Cinco demonstram seu poder sobre a natureza, 4:39 ;6:41,49 ;8:8-9 ;11:13-14. o Quatro demonstram sua autoridade sobre os demônios, 1:25 ;5:1-13 ;7:25-30 ;9:26. o Dois demonstram sua vitória sobre a morte, 5:42 ;16:9.o **********************************************o Mas não é sobre Marcos que eu quero falar nessa reflexão e sim sobre os dois primeiros personagens que encontramos na leitura: Pedro e Judas. E talvez eu devesse incluir outros discípulos, como João, Tomé, mas nós vamos ver isso no contexto deste tema.o Como eu disse antes, quando o historiador vivencia os fatos, ele descreve apenas o que vê. Quando é um pesquisador, ele já analisa os fatos. Mas sempre se prendendo ao que encontrou nos testemunhos.o Mas existe um outro tipo de história,que é chamada de META-HISTÓRIA - a História atrás da história- mais elaborada, mais minuciosa, que analisa os SENTIMENTOS e as RAZÕES de determinadas atitudes dos personagens envolvidos na trama dos acontecimentos, baseado na análise de comportamento desses personagens.. E é isso que nós vamos fazer aqui hoje: vamos buscar entender o que se passava no coração de Pedro e de Judas, que os levaram a agir como agiram na noite do julgamento de Jesus. E porquê tiveram um desfecho tão diferente um do outro.o É comum e barato à história resumir asim os fatos: Judas traíu Jesus. É simples. Mas foi isso mesmo o que aconteceu? Na prática foi, mas na mente de Judas, não é tão simples assim. Na mente de Judas..bem..vamos ver isso adiante.o Pedro MENTIU quando negou a Jesus?o Judas queria ver Jesus na condição que viu quando O entregou a sinédrio?o Vamos voltar um pouco no tempo. Poucos dias são suficientes: menos de uma semana.o Vemos Uma cidade inteira posta em fila, se aglomerando, se erguendo na ponta dos pés para ver melhor. Vemos uma multidão, e era uma imensa multidão, pois era a comemoração mais importante de Israel de todos os tempos: a maior de todas as festas e a esta festividade ninguém poderia faltar, pois ela simbolizava a UNIDADE daquele povo enquanto nação escolhida de Deus.o Estava portanto Jerusalém apinhada de gente vinda de todos os lugares. E esta gente toda tinha um motivo ainda mais especial para estar ali naquele dia, pois todos tinham ouvido falar de um Homem que num simples toque, que por uma única palavra, que por um olhar mais profundo, era capaz de aliviar a dor, ressucitar os mortos, perdoar pecados, calar tempestades.o Jerusalém não era naquele dia apenas o centro espiritual de Israel, mas era o refúgio a todo coração cansado.o Jerusalém era o ESTRADO dos Pés do Deus vivo. E quase todos criam nisso. E quase todos queriam estar ali quando o Filho do Deus vivo pudesse andar por aquelas ruas. E quase todos queriam estender os seus mantos festivos para que a jumentinha pisasse sobre eles, pois sobre ela estava o Criador de todos os mundos.o E quase todos estendiam palmas, um símbolo de boas vindas dados aos reis. E ali estava um Rei. Não apenas o rei profetizado e alvo da esperança de Israel, mas o rei dos Reis, o Senhor dos Senhores.o Aquele era um dia solene na vida e na história daquele povo.o E aquela era uma oportunidade única, quem sabe se até profetizada para o cumprimento das profecias de Isaías, e Aquele era sem a menor sombra de dúvida, o Emanuel predito, o Deus Conosco, Forte, maravilhoso, o Desejado de Todas as Naçãos, o Príncipe da Paz.o Quem estivesse ao Seu lado, quem O precedesse e quem seguisse os Seus passos, certamente governaria sobre este reino.o E quem estava ao Seu lado? Quem eram os Seus amigos e dedicados seguidores, senão os doze apóstolos escolhidos pessoalmente por Ele. Não impostos, não indicados, não eleitos pelo povo, mas escolhidos e convocados pela autoridade do próprio Filho de Deus? E entre os doze, quem mais confiável, quem mais responsável e capaz do que aquele que jurara insistentemente seguir até à morte e amar com sua própria vida, do que Pedro, cujo nome mudara, crescera diante da missão que lhe era confiada?o E quem mais capaz de governar ao lado do Messias do que o tesoureiro da comitiva apostólica, Judas Iscariotes?o Diante deste pensamento, e era este o pensamento que adornava o coração destes dois personagens durante aquela festividade, o cenário estava preparado para que finalmente o grande milagre de Jesus pudesse ser manifesto.o E este pensamento não era infundado, porque o próprio Jesus mesmo havia dito que mesmo destruído o templo, em Três dias com Seu poder o levantaria. E o que era o templo para os judeus senão a marca viva da presença de Deus entre Seu povo?o E este pensamento adornou a cobiça de Judas e de Pedro. E uma mostra disso é que o próprio Pedro, dias antes manifestara a Jesus a idéia de que poderia ser Rei em Israel no momento que desejasse. Foi quando Jesus disse: “Afasta-te de mim, satanás”.o Andemos agora ao momento qu que Jesus disse a Judas:”O que tens a fazer, faze-o depressa”.o Judas entendeu isso como um sinal de Jesus. Não ouvia mais o que Jesus dizia, mas apenas a sua própria cobiça. E Judas dirigiu-se aos Sacerdotes e combinou a entrega de Jesus.o Mas por que ele fez isso, se sabia que intentavam contra a vida do Mestre?o Porque estava viva em sua mente a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, e tinha plena convicção que ninguém ousaria enfrentar o povo, porque o povo mesmo O aclamara rei.o Judas imaginava que os sacerdotes poderiam fazer com Jesus aquilo que os discípulos não conseguiram: comovê-lO a aceitar o posto e destronar Herodes, que nada mais era do que uma “vaquinha de presépio” dos romanos. E o resto da história voces conhecem bem.o Voltemos a Pedro. Pero talvez não tivesse a mesma ganância de Judas, e sabemos que Pedro nnao era d forma alguma um covarde. Pedro era um home forte, e o fato de ter decepado a orelha do soldado poucas horas antas, demontra que era acostumado ao uso da espada. E estava realmente disposto a morrer pelo seu Mestre.o Então, o que havia mudado no coração de Pedro para negar a Jesus, e nnao apenas uma vez, mas por três vezes seguidas?o E agora vem a surpresa: Pedro não mentiu!!!!o Quando questionado pela empregada, primeiro, e pelos soldados, mais tarde, Pedro olhava lá dentro e via um homem resignado, humilhado e sofrendo constantes humilhações, apanhando, sendo torturado, cuspido no rosto, e cuspir no rosto é até hoje uma afronta impagável..este era o cenário que era mostrado a Pedro.o E Pedro não reconheceu naquele homem de dores à sua frente, descrito por Isaías como uma raiz retorcida, o mesmo e poderoso Jesus que o fizera andar sobre as águas. O mesmo Jesus que levantara sua sogra com um toque de mãos. Que calara uma tempestade e que enfurecido e sozinho entrara no templo e com um azorrague na mão expulsara uma legião de vendilhões inescrupulosos que maculavam a Casa de Deus.o Pedro vê um home calado, ensangüentado, tremendo como uma ovelha diante do seu matador. Pedro talvez tenha conseguido ver rosto de Jesus e Seus olhos quase fechados, inchados de tanto apanhar…e sem esboçar nenhuma reação.o Aquele não era, segundo o coração humano de Pedro, o Jesus que ele conhecera.o Pedro não conhecia aquele Jesus. E de fato, em todos os anos que esteve ao Seu lado, em todas as jornadas, Pedro não havia conhecido a Jesus. o Pedro e Judas simbolizam a todos nós hoje, que estamos na igreja, mas não conhecemos a igreja. Que estudamos a biblia, mas não conhecemos a Palavra de Deus. Que pregamos o conhecimento que temos das maravilhas de Deus, mas não temos um relacionamento com Deus.o Pedro e Judas andavam lado a lado com Jesus, mas nnao conheciam a Jesus.o A finalidade desse estudo não foi a de trazer respostas ou apontar verdades, mas de nos levar à uma profunda reflexão acerca do relacionamento que estamos tendo com Jesus e se estamos verdadeiramento conhecendo a Jesus.o Nós conhecemos a Jesus?Domingo, Junho 27, 2004
Pacard
“Mas ele negou dizendo: não O conheço. Não sei o que dizes”o Os versos seguintos nos afirmam que por mai duas vezes O negou dizendo que não conhecia ao homem que estava em julgamento.o Mc, 14:10 –“E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lhø entregar”.o Se nós resumirmos o pensamento histórico e entendermos a correta colocação dos textos neste evangelho, vamos ver que à fria letra dos relatos, há um sentido mais profundo por trás dos textos que nós acabamos de ler.o Quando o historiador conta os fatos de um acontecimento, e este historiador se encontra dentro do cenário destes acontecimentos, muitas vezes ele coloca o que vê, o que ouve e se ocupa em relatar as coisas como são do jeito que estea vendo naquele momento.o Mas há outra forma de se descrever um fato, que é estando for a do cenário dos aconteciimentos.o AUTOR. Marcos, o filho de Maria, de Jerusalém, At 12:12.o Antiga tradição afirma que Marcos foi um companheiro de Pedro, razão por que este livro é chamado de O Evangelho de Pedro por alguns escritores antigos. É geralmente aceito que Pedro tenha proporcionado ou sugerido grande parte do material encontrado no livro.o QUANDO FOI ESCRITO : 50 - 60 A.D.o TEMA PRINCIPAL. Cristo, o incansável servo de Deus e do homem. o A vida de Jesus é descrita como sendo cheia de boas obras. o Seu tempo de oração era interrompido, 1:35-37 . Algumas vezes não tinha tempo nem para comer, 3:20 . Pelo fato de atender a contínuos chamados para o serviço, seus amigos diziam que ele estava fora de si, 3:21 . As pessoas o buscavam quando ele queria descansar, 6:31-34.o PARTICULARIDADES. É o mais curto dos quatro evangelhos. • estilo é vivo e pinturesco. Grande parte do tema está também em Mateus e Lucas, mas não se trata de simples repetição, pois Marcos contém muitos detalhes que não aparecem nos outros evangelhos. o Como o Evangelho de João, Marcos também começa com uma declaração da divindade de Jesus Cristo, sem, contudo, se estender nesta doutrina. o Um cuidadoso estudo do livro revela, sem dúvida, que o objetivo do autor é o de ressaltar as obras maravilhosas de Jesus, em vez de fazer afirmações freqüentes que testifiquem da sua deidade. o Muitos toques pessoais se encontram neste evangelho, como "vivia entre as feras", 1:13; "aos quais deu o nome de Boanerges, 3:17; Jesus "indignou-se", 10:14 ; "e eles se maravilhavam", 10:32 ; "A grande multidão o ouvia com prazer", 12:37 ; etc. o Embora ressalte o poder divino de Cristo, o autor alude com freqüência aos sentimentos humanos de Jesus: sua decepção, 3:5 ; seu cansaço, 4:38 ; seu assombro, 6:6 ; seus gemidos, 7:34 ;8:12 ; seu afeto, 10:21. o Mateus olha para trás e se ocupa principalmente das profecias objetivando os leitores judeus, e dá muito espaço aos discursos de nosso Senhor. o Marcos é mais condensado. Ele diz pouco acerca das profecias e apresenta um resumo dos discursos, mas enfatiza as obras poderosas de Jesus. o Os dezenove milagres registrados em seu curto livro demonstram o poder sobrenatural do Senhor. o Oito deles provam seu poder sobre as enfermidades, 1:31,41 ;2:3-12 ;3:1-5 ;5:25 ;7:32 ;8:23 ;10:46 .o Cinco demonstram seu poder sobre a natureza, 4:39 ;6:41,49 ;8:8-9 ;11:13-14. o Quatro demonstram sua autoridade sobre os demônios, 1:25 ;5:1-13 ;7:25-30 ;9:26. o Dois demonstram sua vitória sobre a morte, 5:42 ;16:9.o **********************************************o Mas não é sobre Marcos que eu quero falar nessa reflexão e sim sobre os dois primeiros personagens que encontramos na leitura: Pedro e Judas. E talvez eu devesse incluir outros discípulos, como João, Tomé, mas nós vamos ver isso no contexto deste tema.o Como eu disse antes, quando o historiador vivencia os fatos, ele descreve apenas o que vê. Quando é um pesquisador, ele já analisa os fatos. Mas sempre se prendendo ao que encontrou nos testemunhos.o Mas existe um outro tipo de história,que é chamada de META-HISTÓRIA - a História atrás da história- mais elaborada, mais minuciosa, que analisa os SENTIMENTOS e as RAZÕES de determinadas atitudes dos personagens envolvidos na trama dos acontecimentos, baseado na análise de comportamento desses personagens.. E é isso que nós vamos fazer aqui hoje: vamos buscar entender o que se passava no coração de Pedro e de Judas, que os levaram a agir como agiram na noite do julgamento de Jesus. E porquê tiveram um desfecho tão diferente um do outro.o É comum e barato à história resumir asim os fatos: Judas traíu Jesus. É simples. Mas foi isso mesmo o que aconteceu? Na prática foi, mas na mente de Judas, não é tão simples assim. Na mente de Judas..bem..vamos ver isso adiante.o Pedro MENTIU quando negou a Jesus?o Judas queria ver Jesus na condição que viu quando O entregou a sinédrio?o Vamos voltar um pouco no tempo. Poucos dias são suficientes: menos de uma semana.o Vemos Uma cidade inteira posta em fila, se aglomerando, se erguendo na ponta dos pés para ver melhor. Vemos uma multidão, e era uma imensa multidão, pois era a comemoração mais importante de Israel de todos os tempos: a maior de todas as festas e a esta festividade ninguém poderia faltar, pois ela simbolizava a UNIDADE daquele povo enquanto nação escolhida de Deus.o Estava portanto Jerusalém apinhada de gente vinda de todos os lugares. E esta gente toda tinha um motivo ainda mais especial para estar ali naquele dia, pois todos tinham ouvido falar de um Homem que num simples toque, que por uma única palavra, que por um olhar mais profundo, era capaz de aliviar a dor, ressucitar os mortos, perdoar pecados, calar tempestades.o Jerusalém não era naquele dia apenas o centro espiritual de Israel, mas era o refúgio a todo coração cansado.o Jerusalém era o ESTRADO dos Pés do Deus vivo. E quase todos criam nisso. E quase todos queriam estar ali quando o Filho do Deus vivo pudesse andar por aquelas ruas. E quase todos queriam estender os seus mantos festivos para que a jumentinha pisasse sobre eles, pois sobre ela estava o Criador de todos os mundos.o E quase todos estendiam palmas, um símbolo de boas vindas dados aos reis. E ali estava um Rei. Não apenas o rei profetizado e alvo da esperança de Israel, mas o rei dos Reis, o Senhor dos Senhores.o Aquele era um dia solene na vida e na história daquele povo.o E aquela era uma oportunidade única, quem sabe se até profetizada para o cumprimento das profecias de Isaías, e Aquele era sem a menor sombra de dúvida, o Emanuel predito, o Deus Conosco, Forte, maravilhoso, o Desejado de Todas as Naçãos, o Príncipe da Paz.o Quem estivesse ao Seu lado, quem O precedesse e quem seguisse os Seus passos, certamente governaria sobre este reino.o E quem estava ao Seu lado? Quem eram os Seus amigos e dedicados seguidores, senão os doze apóstolos escolhidos pessoalmente por Ele. Não impostos, não indicados, não eleitos pelo povo, mas escolhidos e convocados pela autoridade do próprio Filho de Deus? E entre os doze, quem mais confiável, quem mais responsável e capaz do que aquele que jurara insistentemente seguir até à morte e amar com sua própria vida, do que Pedro, cujo nome mudara, crescera diante da missão que lhe era confiada?o E quem mais capaz de governar ao lado do Messias do que o tesoureiro da comitiva apostólica, Judas Iscariotes?o Diante deste pensamento, e era este o pensamento que adornava o coração destes dois personagens durante aquela festividade, o cenário estava preparado para que finalmente o grande milagre de Jesus pudesse ser manifesto.o E este pensamento não era infundado, porque o próprio Jesus mesmo havia dito que mesmo destruído o templo, em Três dias com Seu poder o levantaria. E o que era o templo para os judeus senão a marca viva da presença de Deus entre Seu povo?o E este pensamento adornou a cobiça de Judas e de Pedro. E uma mostra disso é que o próprio Pedro, dias antes manifestara a Jesus a idéia de que poderia ser Rei em Israel no momento que desejasse. Foi quando Jesus disse: “Afasta-te de mim, satanás”.o Andemos agora ao momento qu que Jesus disse a Judas:”O que tens a fazer, faze-o depressa”.o Judas entendeu isso como um sinal de Jesus. Não ouvia mais o que Jesus dizia, mas apenas a sua própria cobiça. E Judas dirigiu-se aos Sacerdotes e combinou a entrega de Jesus.o Mas por que ele fez isso, se sabia que intentavam contra a vida do Mestre?o Porque estava viva em sua mente a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, e tinha plena convicção que ninguém ousaria enfrentar o povo, porque o povo mesmo O aclamara rei.o Judas imaginava que os sacerdotes poderiam fazer com Jesus aquilo que os discípulos não conseguiram: comovê-lO a aceitar o posto e destronar Herodes, que nada mais era do que uma “vaquinha de presépio” dos romanos. E o resto da história voces conhecem bem.o Voltemos a Pedro. Pero talvez não tivesse a mesma ganância de Judas, e sabemos que Pedro nnao era d forma alguma um covarde. Pedro era um home forte, e o fato de ter decepado a orelha do soldado poucas horas antas, demontra que era acostumado ao uso da espada. E estava realmente disposto a morrer pelo seu Mestre.o Então, o que havia mudado no coração de Pedro para negar a Jesus, e nnao apenas uma vez, mas por três vezes seguidas?o E agora vem a surpresa: Pedro não mentiu!!!!o Quando questionado pela empregada, primeiro, e pelos soldados, mais tarde, Pedro olhava lá dentro e via um homem resignado, humilhado e sofrendo constantes humilhações, apanhando, sendo torturado, cuspido no rosto, e cuspir no rosto é até hoje uma afronta impagável..este era o cenário que era mostrado a Pedro.o E Pedro não reconheceu naquele homem de dores à sua frente, descrito por Isaías como uma raiz retorcida, o mesmo e poderoso Jesus que o fizera andar sobre as águas. O mesmo Jesus que levantara sua sogra com um toque de mãos. Que calara uma tempestade e que enfurecido e sozinho entrara no templo e com um azorrague na mão expulsara uma legião de vendilhões inescrupulosos que maculavam a Casa de Deus.o Pedro vê um home calado, ensangüentado, tremendo como uma ovelha diante do seu matador. Pedro talvez tenha conseguido ver rosto de Jesus e Seus olhos quase fechados, inchados de tanto apanhar…e sem esboçar nenhuma reação.o Aquele não era, segundo o coração humano de Pedro, o Jesus que ele conhecera.o Pedro não conhecia aquele Jesus. E de fato, em todos os anos que esteve ao Seu lado, em todas as jornadas, Pedro não havia conhecido a Jesus. o Pedro e Judas simbolizam a todos nós hoje, que estamos na igreja, mas não conhecemos a igreja. Que estudamos a biblia, mas não conhecemos a Palavra de Deus. Que pregamos o conhecimento que temos das maravilhas de Deus, mas não temos um relacionamento com Deus.o Pedro e Judas andavam lado a lado com Jesus, mas nnao conheciam a Jesus.o A finalidade desse estudo não foi a de trazer respostas ou apontar verdades, mas de nos levar à uma profunda reflexão acerca do relacionamento que estamos tendo com Jesus e se estamos verdadeiramento conhecendo a Jesus.o Nós conhecemos a Jesus?Domingo, Junho 27, 2004
A saga de Balaão, o teimoso como uma mula.
Pacard
Apresentando:Balaão, no papel de balaão (o teimoso como uma mula)Mula Pocotó (a teimosa como um Balaão)Balaque (o balaqueiro)O Anjo que mostra quem é que mandaAto 1Narrador:Tendo partido os filhos de Israel, acamparam-se na Campinas de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó, logo depois da terceira curva, antes da encruzilhada logo acima duma...ah..vocês nem sabem mesmo onde isso fica.....Daí, como eu dizia, viu pois Balaque (o balaqueiro), filho de Zipor, sobrinho do tio que era irmão do primo dum cunhado (que não era parente, pois cunhado não é parente), tudo o que Israel fizera aos Amorreus...Nãaaooo...genteeeee. deixa eu te contar.. eu vou contar, porque eu A-DO-ROOO contar. Meu nome é FO-FO-CAAA!Moisés, sob o comando do Senhor, Deus de Israel, literalmente ES-BO-DE-GOU, esgualepou, cascou em cima dos amorreus, tanto que amorreu tudo.Isso fez com que o rei Balaque, rei dos moabitas, se borrasse todo, com medo. E sabe como é: quem tem rei, tem medo. Aí o que fez balaque? Bolou um jeito de botar freio no povo de Israel.Balaque:Oh, dia, oh, vida, oh dor.Ai, pobre de mim, como sooofrooo. Ser ou não ser: Eis a questão. Que dilema cruel: Se correr o bicho pega. Se parar o bicho come. O que fazer? Quem me livrará, a mim e ao povo de Moabe de um destino tãaaao “Ca-rru-eelll”?Entra Balaão, vestido com a camisa do grêmio:A-háaa. Não contavam com minha astúcia. Eu o salvarei: o Balaão coloradoo.Balaque:Ué, mas você ta com a camisa do grêmio?Balaão:Ah, é que tava escuro e eu precisei duma lanterna.Balaque:Ué? Como você soube tão rápido que eu ia te chamar?Balaão:Ah, eu recebi um e-mail que dizia: “Trabalhe em sua própria casa ganhando 3.657,99 ao mês. Não é venda. Seja dono de seu próprio negócio. Fale com Balaque (o balaqueiro). Aí vim correndo.Balaque:Ah, ok. Então. Você sabe como é: os tempos andam bicudos e a gente tem que garantir o pirãozinho das crianças. E tem uma galera muito irada zuando no cafofo de Basã. Daí, a galera ta achando que Moabe vai ser a bola da vez. E a gente soube que a força deles está no Deus deles, que os protege, porque eles tem um profeta.Balaão:Aí. Pode crê, merrrrmão. To sabendo.Balaque:Aê. To sabendo que tu ta sabendo. Daí to sabendo que tu também é profeta e, sabe como é, mano: tou te dando um lance pra agitá um troco legauzinho. Jogo limpo. Não é muamba. Tu só tem que rogá umas praga pra rapeize coisa pesada. Ta limpeza?Balaão:Aê, né. O lance da grana ta legauzinho. Mas tu tem que pagar despesa de transporte, o lance de férias, 13º salário, auxilio doença, fundo de garantia, e vale refeição.Balaque:Ta limpo.Balaão:Manêro.Entra a mula:“Pocotó, pocotó, pocotóA mulinha pocotó.”Ah, que dia manêro pra pega uma onda lá na Brava. É hoje que eu não faço nada.Balaão:Ô mula. Pode tirá teu cavalinho da chuva, que arranjei um trampo. Têmo que amaldiçoar Israel. Bâmo, mula.MulaMáaaas NEM MORTA, lindão. Mas eu não vou é MESMO. Tenho coisa melhor pra fazer. Magina, logo eu, servir de burro de carga prum cara mais burro que eu amaldiçoar o povo de Deus.Mas tu bebeu o que, que eu também quero, heim?Burro! Não vou, não vou e não vou! Daqui não saio, daqui ninguém de tira.Balaão:Mas que mula tão teimosa. Ô mula: ô tu vai comigo, ô eu puxo de meu sabre de luz vermelho de raios ultra mega jupiterianos e te transformo numa lagartixa piolhenta!Mula:Vem. Vem. Vem, se tu é bem homi. Vem que eu te dou um pedal e te faço lambê o chão.Balaão:Eu te pego, nojenta! Só porque tu fala, pensa que manda em mim? É nisso que dá. Mal começou a falar e já quer mandar. Daqui a amanhã, vai querer votar. Vê se pode.Mula:Não me peeegaaa..não me peee-gaaaa!Entra o Anjo empunhando uma espada:Schhhhhhhhhxxpt. Pronto! Pronto! Cabô a encrenca..amigos..amiii-goss...isso..abraça agora..isso: BUNIIIIÍIITTTOOO!(Os dois ficam caladinhos, lado a lado, de cabecinha baixa e o anjo dá um biscoitinho pra cada um e passa a mão na cabecinha deles)Então olha para Balaão e diz:Anjo:Mas que verrrgooonhaaa. Que coisa mais feia de se fazer. Vai já lá e abençoa o Povo de Israel, senão tu vai ver o que é bom pra tosse, nojento.(Bate com a espada em Balaão)Narrador:E assim, o feitiço de Balaque (o balaqueiro), rei de moabe se voltou contra o feiticeiro. E Israel foi abençoada em vez de amaldiçoada.E Balaão e a mula voltaram para sua terra e abriram uma sorveteria.E Balaque viu só o que era bom pra tosse.Quarta-feira, Junho 30, 2004
Pacard
Apresentando:Balaão, no papel de balaão (o teimoso como uma mula)Mula Pocotó (a teimosa como um Balaão)Balaque (o balaqueiro)O Anjo que mostra quem é que mandaAto 1Narrador:Tendo partido os filhos de Israel, acamparam-se na Campinas de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó, logo depois da terceira curva, antes da encruzilhada logo acima duma...ah..vocês nem sabem mesmo onde isso fica.....Daí, como eu dizia, viu pois Balaque (o balaqueiro), filho de Zipor, sobrinho do tio que era irmão do primo dum cunhado (que não era parente, pois cunhado não é parente), tudo o que Israel fizera aos Amorreus...Nãaaooo...genteeeee. deixa eu te contar.. eu vou contar, porque eu A-DO-ROOO contar. Meu nome é FO-FO-CAAA!Moisés, sob o comando do Senhor, Deus de Israel, literalmente ES-BO-DE-GOU, esgualepou, cascou em cima dos amorreus, tanto que amorreu tudo.Isso fez com que o rei Balaque, rei dos moabitas, se borrasse todo, com medo. E sabe como é: quem tem rei, tem medo. Aí o que fez balaque? Bolou um jeito de botar freio no povo de Israel.Balaque:Oh, dia, oh, vida, oh dor.Ai, pobre de mim, como sooofrooo. Ser ou não ser: Eis a questão. Que dilema cruel: Se correr o bicho pega. Se parar o bicho come. O que fazer? Quem me livrará, a mim e ao povo de Moabe de um destino tãaaao “Ca-rru-eelll”?Entra Balaão, vestido com a camisa do grêmio:A-háaa. Não contavam com minha astúcia. Eu o salvarei: o Balaão coloradoo.Balaque:Ué, mas você ta com a camisa do grêmio?Balaão:Ah, é que tava escuro e eu precisei duma lanterna.Balaque:Ué? Como você soube tão rápido que eu ia te chamar?Balaão:Ah, eu recebi um e-mail que dizia: “Trabalhe em sua própria casa ganhando 3.657,99 ao mês. Não é venda. Seja dono de seu próprio negócio. Fale com Balaque (o balaqueiro). Aí vim correndo.Balaque:Ah, ok. Então. Você sabe como é: os tempos andam bicudos e a gente tem que garantir o pirãozinho das crianças. E tem uma galera muito irada zuando no cafofo de Basã. Daí, a galera ta achando que Moabe vai ser a bola da vez. E a gente soube que a força deles está no Deus deles, que os protege, porque eles tem um profeta.Balaão:Aí. Pode crê, merrrrmão. To sabendo.Balaque:Aê. To sabendo que tu ta sabendo. Daí to sabendo que tu também é profeta e, sabe como é, mano: tou te dando um lance pra agitá um troco legauzinho. Jogo limpo. Não é muamba. Tu só tem que rogá umas praga pra rapeize coisa pesada. Ta limpeza?Balaão:Aê, né. O lance da grana ta legauzinho. Mas tu tem que pagar despesa de transporte, o lance de férias, 13º salário, auxilio doença, fundo de garantia, e vale refeição.Balaque:Ta limpo.Balaão:Manêro.Entra a mula:“Pocotó, pocotó, pocotóA mulinha pocotó.”Ah, que dia manêro pra pega uma onda lá na Brava. É hoje que eu não faço nada.Balaão:Ô mula. Pode tirá teu cavalinho da chuva, que arranjei um trampo. Têmo que amaldiçoar Israel. Bâmo, mula.MulaMáaaas NEM MORTA, lindão. Mas eu não vou é MESMO. Tenho coisa melhor pra fazer. Magina, logo eu, servir de burro de carga prum cara mais burro que eu amaldiçoar o povo de Deus.Mas tu bebeu o que, que eu também quero, heim?Burro! Não vou, não vou e não vou! Daqui não saio, daqui ninguém de tira.Balaão:Mas que mula tão teimosa. Ô mula: ô tu vai comigo, ô eu puxo de meu sabre de luz vermelho de raios ultra mega jupiterianos e te transformo numa lagartixa piolhenta!Mula:Vem. Vem. Vem, se tu é bem homi. Vem que eu te dou um pedal e te faço lambê o chão.Balaão:Eu te pego, nojenta! Só porque tu fala, pensa que manda em mim? É nisso que dá. Mal começou a falar e já quer mandar. Daqui a amanhã, vai querer votar. Vê se pode.Mula:Não me peeegaaa..não me peee-gaaaa!Entra o Anjo empunhando uma espada:Schhhhhhhhhxxpt. Pronto! Pronto! Cabô a encrenca..amigos..amiii-goss...isso..abraça agora..isso: BUNIIIIÍIITTTOOO!(Os dois ficam caladinhos, lado a lado, de cabecinha baixa e o anjo dá um biscoitinho pra cada um e passa a mão na cabecinha deles)Então olha para Balaão e diz:Anjo:Mas que verrrgooonhaaa. Que coisa mais feia de se fazer. Vai já lá e abençoa o Povo de Israel, senão tu vai ver o que é bom pra tosse, nojento.(Bate com a espada em Balaão)Narrador:E assim, o feitiço de Balaque (o balaqueiro), rei de moabe se voltou contra o feiticeiro. E Israel foi abençoada em vez de amaldiçoada.E Balaão e a mula voltaram para sua terra e abriram uma sorveteria.E Balaque viu só o que era bom pra tosse.Quarta-feira, Junho 30, 2004
Nem Anjos, nem demônios. Apenas DESIGNERS
(re-publicação de artigo de 2004 no site anterior)
PACARD
Tenho conversado com colegas designers do setor moveleiro, seja no encontro de Curitiba, seja pela internet, ou pessoalmente, e depois das cordiais apresentações e tapinhas nas costas,a pergunta: “Como está de trabalho?”. A resposta é quase unânime, e se não isso, caminha nessa direção: “um ano muito difícil”.Mas não é preciso ser designer para dar essa resposta, basta ser brasileiro e isso sai ao natural.Falemos então de design, de móveis.Design é na cadeia de necessidades da industria moveleira, de acordo com o pensamento “clássico”, o topo da pirâmide, e os investimento nessa área, não passa de disponibilidade ou sobra que permita o “status” para campanhas publicitárias ou institucionais. Naturalmente há exceções, mas via de regra, em crise ou aperto, o primeiro corte é no topo da pirâmide, ou seja: nós!Mas por que isso ocorre? Por que o designer anda sempre com o coração na mão? Por que não é comum que um designer dê continuidade a um trabalho numa empresa até atingir o padrão de qualidade desejada e com isso projetar seu talento e promover o acréscimo nas vendas, garantindo empregos e crescimento econômico e social? Por que há resistência (e muita) à inovação? E quem é o responsável por promover ou frear a mão do designer no processo de criação?São muitas perguntas, e para respondê-las é necessário que entremos numa questão importante: O DESIGN BRASIL. Afinal, o que é o tão falado “DESIGN BRASIL“?O nome assim o diz: é prover uma identidade ao que se desenha para a industria . Mergulhar na essência da alma brasileira . Colocar a luminosidade, a alegria, a espontaneidade e a pureza dos valores da nossa terra no armário, na cristaleira, na cadeira, na mesa e principalmente na cama . Mas não é só isso. É mais. Falar em "Design Brasil" é dar a quem cria a liberdade de dizer o que o Brasil tem de melhor. Pelo menos em teoria, porque na prática não é o que acontece.Vou aos fatos: o primeiro diz respeito ao corte de design em crise. Nada mais natural que quando o céu escurece, primeiro se procure a direção de casa, a segurança. No caso do setor moveleiro, o porto seguro sempre será o patrimônio mensurável: aquele que pode ser pesado, medido, embalado e estocado. Idéias são virgulas, e virgulas jamais serão pontos. No máximo, reticências. Preocupar-se com a cobertura do bolo antes do recheio é o que parece mover a opinião do empresário a descartar investimentos em idéias (além do que, copiar é tão mais fácil), até que a tempestade se acalme. Vento pela cauda, é o que se espera de investimentos em idéias enquanto há uma turbulência lá fora.Enquanto isso, o designer tem que ir cantar noutra freguesia. Garimpar noutro rio. E até fazer outras coisas para pagar as contas e colocar pão à mesa.Mas por que não há continuidade? Será incompetência do designer, que foi incapaz de criar algo que agradasse ao consumidor e provesse lucros à empresa?Vamos pensar assim: há muitas maneiras de se prestar serviços a uma empresa. A segunda é na condição de liberdade e independência. O profissional é contratado por uma tarefa determinada, cumpre seu contrato e vai embora. Poderá ou não ser chamado depois. A primeira (eu inverti a ordem de propósito) é a mais cômoda: tornar-se empregado e prestar exclusividade à determinada empresa, por tempo indeterminado. Coleira. Prático, permite em muitos casos que o profissional trabalhe livre, crie, evolua, faça laboratório, enfim, exerça suas habilidades e evolua seus talentos. As vantagens estão na estabilidade econômica e principalmente nas possibilidades de acompanhamento de feiras e cursos no Brasil e no exterior.A desvantagem desse sistema é uma só: o designer não assina seus trabalho. A assinatura é da empresa. E aí está o primeiro absurdo: Design é criação: Criação não é repetição, mas vem da alma, da experimentação, da busca pelo inusitado, da quebra de paradigmas, da exploração do desconhecido, e disso a transformação em objeto dos desejos, que poderá tornar-se um clássico ou não. Isso é o que menos importa. O que importa é que ali houve uma parte da essência divina, pois a capacidade de criar e de questionar é o que nos aproxima do Criador, quando exercemos o nosso livre arbítrio.E ao que me conste, uma empresa não foi criada à imagem e semelhança de Deus. O homem sim. O designer é um homem (antropológico). Portanto é ele quem deve assinar pela criação do produto. E isso já acontece na industria quimica, na engenharia, na medicina, no direito, no jornalismo, menos no design. A lei não permite que o responsável pela farmácia seja o dono, exceto que seja ele um farmaceutico. Nem permite a lei que a farmácia, como corpo jurídico, assine por si mesma. Seria como se o vaso pulasse da mão do oleiro e se completasse sozinho. Seria um homem, se não chegasse a ser um deus se isso acontecesse. Mas um vaso é apenas um vaso. E uma empresa, por maior que seja, será uma empresa. Mas um designer é muito mais, pois é um criador.Mas ainda não respondi: por que a falta de continuidade? Serei objetivo agora: Há passos no design:1 - Contratar o designer2 - Criar3 - Confiar no que foi criado, avaliada a experiência ou capacidade do profissional sugerido4 -Lançar ao publico (lojista) para que este decida o que vai comprar (naturalmente no processo de criação há o acompanhamento da produção e produtividade, embora isso seja tema para outro artigo).5 - Descarte dos produtos não aprovados e ajuste dos que necessitem para a produção seriada.Mas o que acontece:1 -Contratar o designer2 -Determinar o que o designer vai criar, entupindo-o de fotos, recortes de revistas, e os próprios produtos3 - Desconfiar sempre dos conhecimentos daquele sujeito "esquisito" que quer botar abaixo tudo o que já foi feito, e manter um pé atrás quanto ao que for produzir.4 - Chamar os representantes para que "ajudem" a escolher os novos produtos.Como avalio este processo:Ao contratar o profissional, seu curriculo e sua apresentação já deverão ser avaliados antes da assinatura do contrato.A postura do profissional, se é comprometido com o acompanhamento da prototipagem; se oferece respostas convincentes sobre seu trabalho e se conhece o perfil do consumidor a que se destina o trabalho proposto.Uma conversa franca com o profissional e uma vistoria às instalações permitirão que o designer faça seu próprio diagnóstico do que vai encontrar e como vai proceder em sua linha de atuação naquela empresa. Design é personalizado. Sempre. Então uma empresa é diferente da outra e deve ser tratada como tal. Deve ser respeitada sua individualidade. Por ambas as partes.Quanto aos representantes, serei odiado pela classe, indispensável ao sangue que circula nas veias do país. Homens de frente e incansáveis embaixadores das industrias junto aos temíveis compradores, e conhecedores profundos dos chás-de-banco tão normais nessa profissão.Mas nem sempre, e na maioria das vezes, temíveis e paradoxais freios-de-mão da inovação. Paradoxal porque estão sempre exigindo novidades. De outro lado, porque quando se defrontam com o que é realmente novidade, e que tais novidades não as têm visto nas lojas de seus clientes, nem de sua empresa, nem da concorrência, puxam o freio de mão e optam por não mudar o que já vem dando certo. E estão certíssimos nisso. Em time que ganha, etc..Menos numa coisa: não se mexe em time que está ganhando (alguém tinha que dizer isso ao Grêmio, que eles PODEM E DEVEM MEXER naquele time).Mas e quem disse que é para mexer na coleção que está vendendo? Eu não ! Jamais faria isso. A coleção de produtos que está vendendo, deve continuar vendendo. Mas um dia ela vai parar de vender, porque todos vão querer produzir a mesma coleção (ou estão esquecendo dos que copiam tudo o que dá certo?). E quem produz depois, em geral produz mais barato, sonega impostos, faz qualquer coisa para desafogar o estoque. E faz. São os aventureiros. Não têm compromisso social, não têm preocupação com os empregos instáveis que geram e nem o terão jamais. Numa virada de vento, fecham as portas e investem em águas mais tranquilas: galinha caipira, talvez. Ou imóveis. Ou o que der melhor e mais rápido.São os primeiros a falar mal do governo, dos impostos (verdade, se colocassem em dia o que já sonegaram, seria um caos),e principalmente dos empregados, que na opinião destes (maus empresários) são uns "chupins", não se importam com a empresa, que numa crise abandonam o barco, e blablablá. Devolvem com a mesma moeda.E o pobre do designer, esse nem se fala. Ai dele que apareça numa empresa numa época de crise. E se estiver de carro novo, pior ainda. E se estiver bem vestido, então é um esnobe. E "nunca", "jamais, que dinheirinho suado vá parar nas mãos desses "artistas malucos", que "querem mudar tudo". E assim caminha a humanidade.Qual o caminho do equilibrio?1 - Ouvir o consumidor2 - Ouvir o lojista3 - Permitir ou exigir do designer que faça também esse caminho4 - Permitir que o designer crie5 - Analisar o processo produtivo, custos, e apostar no trabalho, levando a maior quantidade possivel de produtos para as feiras6 - Deixar que o mercado selecione o que deseja comprar.Este ainda não é o caminho da felicidade suprema. Mas aponta na direção.Concluo achando que os designers não são anjos nem demônios. Apenas pensam diferente. E querem trabalhar.Pensem nisso.Terça-feira, Setembro 21, 2004
(re-publicação de artigo de 2004 no site anterior)
PACARD
Tenho conversado com colegas designers do setor moveleiro, seja no encontro de Curitiba, seja pela internet, ou pessoalmente, e depois das cordiais apresentações e tapinhas nas costas,a pergunta: “Como está de trabalho?”. A resposta é quase unânime, e se não isso, caminha nessa direção: “um ano muito difícil”.Mas não é preciso ser designer para dar essa resposta, basta ser brasileiro e isso sai ao natural.Falemos então de design, de móveis.Design é na cadeia de necessidades da industria moveleira, de acordo com o pensamento “clássico”, o topo da pirâmide, e os investimento nessa área, não passa de disponibilidade ou sobra que permita o “status” para campanhas publicitárias ou institucionais. Naturalmente há exceções, mas via de regra, em crise ou aperto, o primeiro corte é no topo da pirâmide, ou seja: nós!Mas por que isso ocorre? Por que o designer anda sempre com o coração na mão? Por que não é comum que um designer dê continuidade a um trabalho numa empresa até atingir o padrão de qualidade desejada e com isso projetar seu talento e promover o acréscimo nas vendas, garantindo empregos e crescimento econômico e social? Por que há resistência (e muita) à inovação? E quem é o responsável por promover ou frear a mão do designer no processo de criação?São muitas perguntas, e para respondê-las é necessário que entremos numa questão importante: O DESIGN BRASIL. Afinal, o que é o tão falado “DESIGN BRASIL“?O nome assim o diz: é prover uma identidade ao que se desenha para a industria . Mergulhar na essência da alma brasileira . Colocar a luminosidade, a alegria, a espontaneidade e a pureza dos valores da nossa terra no armário, na cristaleira, na cadeira, na mesa e principalmente na cama . Mas não é só isso. É mais. Falar em "Design Brasil" é dar a quem cria a liberdade de dizer o que o Brasil tem de melhor. Pelo menos em teoria, porque na prática não é o que acontece.Vou aos fatos: o primeiro diz respeito ao corte de design em crise. Nada mais natural que quando o céu escurece, primeiro se procure a direção de casa, a segurança. No caso do setor moveleiro, o porto seguro sempre será o patrimônio mensurável: aquele que pode ser pesado, medido, embalado e estocado. Idéias são virgulas, e virgulas jamais serão pontos. No máximo, reticências. Preocupar-se com a cobertura do bolo antes do recheio é o que parece mover a opinião do empresário a descartar investimentos em idéias (além do que, copiar é tão mais fácil), até que a tempestade se acalme. Vento pela cauda, é o que se espera de investimentos em idéias enquanto há uma turbulência lá fora.Enquanto isso, o designer tem que ir cantar noutra freguesia. Garimpar noutro rio. E até fazer outras coisas para pagar as contas e colocar pão à mesa.Mas por que não há continuidade? Será incompetência do designer, que foi incapaz de criar algo que agradasse ao consumidor e provesse lucros à empresa?Vamos pensar assim: há muitas maneiras de se prestar serviços a uma empresa. A segunda é na condição de liberdade e independência. O profissional é contratado por uma tarefa determinada, cumpre seu contrato e vai embora. Poderá ou não ser chamado depois. A primeira (eu inverti a ordem de propósito) é a mais cômoda: tornar-se empregado e prestar exclusividade à determinada empresa, por tempo indeterminado. Coleira. Prático, permite em muitos casos que o profissional trabalhe livre, crie, evolua, faça laboratório, enfim, exerça suas habilidades e evolua seus talentos. As vantagens estão na estabilidade econômica e principalmente nas possibilidades de acompanhamento de feiras e cursos no Brasil e no exterior.A desvantagem desse sistema é uma só: o designer não assina seus trabalho. A assinatura é da empresa. E aí está o primeiro absurdo: Design é criação: Criação não é repetição, mas vem da alma, da experimentação, da busca pelo inusitado, da quebra de paradigmas, da exploração do desconhecido, e disso a transformação em objeto dos desejos, que poderá tornar-se um clássico ou não. Isso é o que menos importa. O que importa é que ali houve uma parte da essência divina, pois a capacidade de criar e de questionar é o que nos aproxima do Criador, quando exercemos o nosso livre arbítrio.E ao que me conste, uma empresa não foi criada à imagem e semelhança de Deus. O homem sim. O designer é um homem (antropológico). Portanto é ele quem deve assinar pela criação do produto. E isso já acontece na industria quimica, na engenharia, na medicina, no direito, no jornalismo, menos no design. A lei não permite que o responsável pela farmácia seja o dono, exceto que seja ele um farmaceutico. Nem permite a lei que a farmácia, como corpo jurídico, assine por si mesma. Seria como se o vaso pulasse da mão do oleiro e se completasse sozinho. Seria um homem, se não chegasse a ser um deus se isso acontecesse. Mas um vaso é apenas um vaso. E uma empresa, por maior que seja, será uma empresa. Mas um designer é muito mais, pois é um criador.Mas ainda não respondi: por que a falta de continuidade? Serei objetivo agora: Há passos no design:1 - Contratar o designer2 - Criar3 - Confiar no que foi criado, avaliada a experiência ou capacidade do profissional sugerido4 -Lançar ao publico (lojista) para que este decida o que vai comprar (naturalmente no processo de criação há o acompanhamento da produção e produtividade, embora isso seja tema para outro artigo).5 - Descarte dos produtos não aprovados e ajuste dos que necessitem para a produção seriada.Mas o que acontece:1 -Contratar o designer2 -Determinar o que o designer vai criar, entupindo-o de fotos, recortes de revistas, e os próprios produtos3 - Desconfiar sempre dos conhecimentos daquele sujeito "esquisito" que quer botar abaixo tudo o que já foi feito, e manter um pé atrás quanto ao que for produzir.4 - Chamar os representantes para que "ajudem" a escolher os novos produtos.Como avalio este processo:Ao contratar o profissional, seu curriculo e sua apresentação já deverão ser avaliados antes da assinatura do contrato.A postura do profissional, se é comprometido com o acompanhamento da prototipagem; se oferece respostas convincentes sobre seu trabalho e se conhece o perfil do consumidor a que se destina o trabalho proposto.Uma conversa franca com o profissional e uma vistoria às instalações permitirão que o designer faça seu próprio diagnóstico do que vai encontrar e como vai proceder em sua linha de atuação naquela empresa. Design é personalizado. Sempre. Então uma empresa é diferente da outra e deve ser tratada como tal. Deve ser respeitada sua individualidade. Por ambas as partes.Quanto aos representantes, serei odiado pela classe, indispensável ao sangue que circula nas veias do país. Homens de frente e incansáveis embaixadores das industrias junto aos temíveis compradores, e conhecedores profundos dos chás-de-banco tão normais nessa profissão.Mas nem sempre, e na maioria das vezes, temíveis e paradoxais freios-de-mão da inovação. Paradoxal porque estão sempre exigindo novidades. De outro lado, porque quando se defrontam com o que é realmente novidade, e que tais novidades não as têm visto nas lojas de seus clientes, nem de sua empresa, nem da concorrência, puxam o freio de mão e optam por não mudar o que já vem dando certo. E estão certíssimos nisso. Em time que ganha, etc..Menos numa coisa: não se mexe em time que está ganhando (alguém tinha que dizer isso ao Grêmio, que eles PODEM E DEVEM MEXER naquele time).Mas e quem disse que é para mexer na coleção que está vendendo? Eu não ! Jamais faria isso. A coleção de produtos que está vendendo, deve continuar vendendo. Mas um dia ela vai parar de vender, porque todos vão querer produzir a mesma coleção (ou estão esquecendo dos que copiam tudo o que dá certo?). E quem produz depois, em geral produz mais barato, sonega impostos, faz qualquer coisa para desafogar o estoque. E faz. São os aventureiros. Não têm compromisso social, não têm preocupação com os empregos instáveis que geram e nem o terão jamais. Numa virada de vento, fecham as portas e investem em águas mais tranquilas: galinha caipira, talvez. Ou imóveis. Ou o que der melhor e mais rápido.São os primeiros a falar mal do governo, dos impostos (verdade, se colocassem em dia o que já sonegaram, seria um caos),e principalmente dos empregados, que na opinião destes (maus empresários) são uns "chupins", não se importam com a empresa, que numa crise abandonam o barco, e blablablá. Devolvem com a mesma moeda.E o pobre do designer, esse nem se fala. Ai dele que apareça numa empresa numa época de crise. E se estiver de carro novo, pior ainda. E se estiver bem vestido, então é um esnobe. E "nunca", "jamais, que dinheirinho suado vá parar nas mãos desses "artistas malucos", que "querem mudar tudo". E assim caminha a humanidade.Qual o caminho do equilibrio?1 - Ouvir o consumidor2 - Ouvir o lojista3 - Permitir ou exigir do designer que faça também esse caminho4 - Permitir que o designer crie5 - Analisar o processo produtivo, custos, e apostar no trabalho, levando a maior quantidade possivel de produtos para as feiras6 - Deixar que o mercado selecione o que deseja comprar.Este ainda não é o caminho da felicidade suprema. Mas aponta na direção.Concluo achando que os designers não são anjos nem demônios. Apenas pensam diferente. E querem trabalhar.Pensem nisso.Terça-feira, Setembro 21, 2004
O Deus que eu conheço
O apóstolo São Paulo diz em I Coríntios 8:5, que muitos são os deuses e senhores do homem. "O paganismo povoou a terra e o céu com diferentes ordens de divindade, e os homens imaginaram deuses presidindo sobre as montanhas, rios e flores; sobre enchentes, sobre as pestilências e sobre o fogo; sobre a virtude e sobre o vício; sobre famílias e nações". Pulpit, vol. 19, pg. 283.
"O sol e os planetas foram feitos objetos de culto, bem como os signos do Zodíaco. Os panteões dos antigos povos, como Babilônia, Egito, Grécia, e Roma estavam cheios de supostas divindades: Amen, Ápis, Assur, Apolo, Atena, Baal, Bao, Cibele, Camos, Dagon, Diana, Hórus, Isis, Júpiter, Marduk, Mercúrio (ou Hermes), Mitra, Moloque, Osíris, Tamuz e Vênus. 7BC 1067.
Também existem alguns deuses do sistema filosófico: o deus do deísmo, que tem o poder de criar, mas não mantém ligação com suas criaturas. É uma espécie de rei ausente de seu domínio e a ele indiferente. O deus do panteísmo, constituído do universo como um todo. As coisas que vemos: o solo, a água, o ar, os astros e até nós mesmos - tudo é parte deste deus.
Todos estes deuses são criação e imaginação do homem. Refletem idéias e defeitos humanos. Como disse Voltaire: "Desde que Deus criou o homem à Sua imagem tem o homem retribuído à cortesia criando deuses à humana imagem".
Nenhum destes deuses é o Deus que eu conheço - o Deus das Escrituras. O Deus que eu conheço, é o Deus que se revelou ao homem. O que dEle sabemos, pela Bíblia, Ele mesmo o revelou.
1º) O Deus que eu conheço é o Deus criador. Ele é a grande Causa de tudo o que existe. "No princípio criou Deus os céus e a terra".
Gênesis 1:1. Muitos alegam a origem do mundo e do vasto universo à ação de forças naturais. Negam que uma Força Superior criou a imensidão do universo, e o nosso planeta - negam a ação de Deus.
O cientista astrofísico, Dr. Jesse L. Geenstein, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, observa: "Como a matéria veio do nada, é um terrível mistério. Poderia ser isto algo fora da ciência? Tentamos ficar fora da filosofia e da teologia, mas a vezes somos forçados a pensar em termos maiores, a olhar algo fora da ciência". Plain Truth, jan, de 1979, pg. 4-6, 23, 24.
Há um ser que tudo criou - É Deus.
Que confissão! E da parte de um eminente cientista! Não há como explicar a origem do universo independentemente da ação de Deus. Nas palavras majestosas do grande Livro: "No princípio criou Deus os céus e a terra", encontramos a verdade.
2º) O Deus que eu conheço não é apenas o Criador: Ele é também o Mantenedor do universo. Deus criou mediante o Seu Filho, e sustenta a criação igualmente pelo Filho. Como está escrito: "Havendo Deus, outrora falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nesses últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.
Ele , que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder, e depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas". Hebreus 1:1-3. O Deus Filho sustenta todas as coisas pelo Seu poder.
"Por intermédio de agentes naturais, Deus está operando dia a dia, hora a hora, momento a momento, para nos conservar a vida, construir e restaurar-nos" A Ciência do Bom Viver pg. 153.
3º) O Deus que eu conheço é revelado nas Escrituras como um ser santo, perfeito. Ele mesmo disse: "... Eu, o Senhor vosso Deus, Sou santo". Levítico 19:2. E falando dEle, Jesus disse: "... perfeito é o vosso Pai celeste".
Quão maravilhoso! Mesmo em meio a tanta corrupção, as Escrituras surgiram do povo de Deus rodeado de nações que cultuavam deuses corruptos, sanguinários. Mercúrio era o protetor dos ladrões. Baco, o protetor dos ébrios. Para assegurar o favor desses deuses, seus adeptos se entregavam à embriagues e ao roubo. O Culto de Afrodite ( A Venus dos Romanos), a deusa do amor e da fertilidade, era acompanhado nos templos, por práticas imorais.
O seu santuário em Corinto, na Grécia, tinha cerca de 1.000 prostitutas cultuais. (Catecismo Católico Popular, de Spirago, vol. II pg. 48; 8 BC 223) A influência de tais deuses - ou idéias deles - deve-se o fato que a fornicação era uma quase característica da vida greco-romana(6BC 314). Num mundo assim cheio de corrupção, a Bíblia foi escrita. Mas o Deus nela revelado é um Deus santo e moralmente perfeito. Isto é certamente maravilhoso!
4º) O Deus que eu conheço é também um Deus de amor. O amor de Deus transparece em toda a Bíblia. No Antigo Testamento Ele diz: " Com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atrai". Jeremias 31:3 E o Novo Testamento afirma: ". . .Deus é amor". I São João 4:8. Em Deus o amor é mais do que atributo, mais do que uma qualidade básica: Ele é a sua própria natureza, a Sua essência. Assim, o Seu amor para conosco, seres humanos, não depende do que somos e sim do que Ele é.
Deus mostrou o Seu amor principalmente pela morte de Seu Filho. Como escreveu São Paulo: "Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores". Romanos 5:8.
Meus queridos amigos, este é o Deus que eu conheço: O Deus que tudo criou e tudo sustenta; o Deus santo, perfeito em todos os Seus caminhos; Deus de amor, que está interessado em nós, que nos deu a salvação, que se compadece de nós e nos presta ajuda; que supre todas as nossas necessidades.
Não quer você hoje, retribuir a esse maravilhoso Deus, que tudo fez por nós, entregando o seu coração?
Abra agora o seu coração.
E o Deus que eu conheço o receberá de braços abertos.
O apóstolo São Paulo diz em I Coríntios 8:5, que muitos são os deuses e senhores do homem. "O paganismo povoou a terra e o céu com diferentes ordens de divindade, e os homens imaginaram deuses presidindo sobre as montanhas, rios e flores; sobre enchentes, sobre as pestilências e sobre o fogo; sobre a virtude e sobre o vício; sobre famílias e nações". Pulpit, vol. 19, pg. 283.
"O sol e os planetas foram feitos objetos de culto, bem como os signos do Zodíaco. Os panteões dos antigos povos, como Babilônia, Egito, Grécia, e Roma estavam cheios de supostas divindades: Amen, Ápis, Assur, Apolo, Atena, Baal, Bao, Cibele, Camos, Dagon, Diana, Hórus, Isis, Júpiter, Marduk, Mercúrio (ou Hermes), Mitra, Moloque, Osíris, Tamuz e Vênus. 7BC 1067.
Também existem alguns deuses do sistema filosófico: o deus do deísmo, que tem o poder de criar, mas não mantém ligação com suas criaturas. É uma espécie de rei ausente de seu domínio e a ele indiferente. O deus do panteísmo, constituído do universo como um todo. As coisas que vemos: o solo, a água, o ar, os astros e até nós mesmos - tudo é parte deste deus.
Todos estes deuses são criação e imaginação do homem. Refletem idéias e defeitos humanos. Como disse Voltaire: "Desde que Deus criou o homem à Sua imagem tem o homem retribuído à cortesia criando deuses à humana imagem".
Nenhum destes deuses é o Deus que eu conheço - o Deus das Escrituras. O Deus que eu conheço, é o Deus que se revelou ao homem. O que dEle sabemos, pela Bíblia, Ele mesmo o revelou.
1º) O Deus que eu conheço é o Deus criador. Ele é a grande Causa de tudo o que existe. "No princípio criou Deus os céus e a terra".
Gênesis 1:1. Muitos alegam a origem do mundo e do vasto universo à ação de forças naturais. Negam que uma Força Superior criou a imensidão do universo, e o nosso planeta - negam a ação de Deus.
O cientista astrofísico, Dr. Jesse L. Geenstein, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, observa: "Como a matéria veio do nada, é um terrível mistério. Poderia ser isto algo fora da ciência? Tentamos ficar fora da filosofia e da teologia, mas a vezes somos forçados a pensar em termos maiores, a olhar algo fora da ciência". Plain Truth, jan, de 1979, pg. 4-6, 23, 24.
Há um ser que tudo criou - É Deus.
Que confissão! E da parte de um eminente cientista! Não há como explicar a origem do universo independentemente da ação de Deus. Nas palavras majestosas do grande Livro: "No princípio criou Deus os céus e a terra", encontramos a verdade.
2º) O Deus que eu conheço não é apenas o Criador: Ele é também o Mantenedor do universo. Deus criou mediante o Seu Filho, e sustenta a criação igualmente pelo Filho. Como está escrito: "Havendo Deus, outrora falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nesses últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.
Ele , que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder, e depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas". Hebreus 1:1-3. O Deus Filho sustenta todas as coisas pelo Seu poder.
"Por intermédio de agentes naturais, Deus está operando dia a dia, hora a hora, momento a momento, para nos conservar a vida, construir e restaurar-nos" A Ciência do Bom Viver pg. 153.
3º) O Deus que eu conheço é revelado nas Escrituras como um ser santo, perfeito. Ele mesmo disse: "... Eu, o Senhor vosso Deus, Sou santo". Levítico 19:2. E falando dEle, Jesus disse: "... perfeito é o vosso Pai celeste".
Quão maravilhoso! Mesmo em meio a tanta corrupção, as Escrituras surgiram do povo de Deus rodeado de nações que cultuavam deuses corruptos, sanguinários. Mercúrio era o protetor dos ladrões. Baco, o protetor dos ébrios. Para assegurar o favor desses deuses, seus adeptos se entregavam à embriagues e ao roubo. O Culto de Afrodite ( A Venus dos Romanos), a deusa do amor e da fertilidade, era acompanhado nos templos, por práticas imorais.
O seu santuário em Corinto, na Grécia, tinha cerca de 1.000 prostitutas cultuais. (Catecismo Católico Popular, de Spirago, vol. II pg. 48; 8 BC 223) A influência de tais deuses - ou idéias deles - deve-se o fato que a fornicação era uma quase característica da vida greco-romana(6BC 314). Num mundo assim cheio de corrupção, a Bíblia foi escrita. Mas o Deus nela revelado é um Deus santo e moralmente perfeito. Isto é certamente maravilhoso!
4º) O Deus que eu conheço é também um Deus de amor. O amor de Deus transparece em toda a Bíblia. No Antigo Testamento Ele diz: " Com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atrai". Jeremias 31:3 E o Novo Testamento afirma: ". . .Deus é amor". I São João 4:8. Em Deus o amor é mais do que atributo, mais do que uma qualidade básica: Ele é a sua própria natureza, a Sua essência. Assim, o Seu amor para conosco, seres humanos, não depende do que somos e sim do que Ele é.
Deus mostrou o Seu amor principalmente pela morte de Seu Filho. Como escreveu São Paulo: "Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores". Romanos 5:8.
Meus queridos amigos, este é o Deus que eu conheço: O Deus que tudo criou e tudo sustenta; o Deus santo, perfeito em todos os Seus caminhos; Deus de amor, que está interessado em nós, que nos deu a salvação, que se compadece de nós e nos presta ajuda; que supre todas as nossas necessidades.
Não quer você hoje, retribuir a esse maravilhoso Deus, que tudo fez por nós, entregando o seu coração?
Abra agora o seu coração.
E o Deus que eu conheço o receberá de braços abertos.
sexta-feira, julho 30, 2010
quarta-feira, junho 16, 2010
domingo, junho 13, 2010
CURSO DE INOVACAO TECNOLOGICA NO DESIGN DE MOVEIS
Programa:
Distressing, pátina, decapê, Satinê, Riscado, Ondulado com
veios aparentes, simulação de madeira em MDF, texturas
inéditas, Vintage, Decoupage industrial.
Materiais Alternativos. Madeiras Sustentáveis, Eco Design e
Criatividade.
Público Alvo:
Profissionais de Arquitetura e Design de Interiores, Fabricas de
Móveis e Marcenarias, Designers de Produto.
Carga horária:
12 horas em 2 dias ( 3 horas por turno).
Ministrante: Pacard Designer (Paulo cardoso). Vide biografia no
site: PACARD DESIGNER
Investimento: Contatar dpacard@gmail.com - (48)9961 154
sexta-feira, junho 11, 2010
quinta-feira, maio 27, 2010
Reflexões sobre a Vida
Pacard
Um lugar onde qualquer lugar seja bom. Um momento certo em qualquer hora do dia. Um dia perdido, ou um dia ganho. Um ir e vir, andar em circulos, sentar, caminhar, erguer a mão. Uma e depois a outra. Bater palmas. Rir, chorar, pensar que pensar é só pensar. Ler até que ardam os olhos. Pensar até dormir. Orar antes de dormir. Dormir em meio à oração. Acordar envergonhado porque dormiu. Retomar a prosa com Deus e dormir novamente. Serenamente. Acordar pela manhã e lembrar de orar andes de levantar. Fazer manha de raposa. Fingir que dorme enquanto ainda dormita. Acordar antes que o sol também desperte, para acordar a manhã ao som dum boceho. Respirar a brisa e soprar o vento. Aparar o vento com a mão de fora do carro enquanto corre.
Sofrer decepções. Passar recibo de dor. Cair fundo, lamber a lama, cair de cama. Quase morrer. Receber visitas. Visitar alguém. Receber abraços. Abraçar amigos. Perdoar inimigos. Fazer conchavos. Martelar a mesma tecla. Quebrar a cara. Estancar feridas. Aplacar a dor. Recomeçar. Cantar canções. Desafinar. Olhar de lado. Olhar de frente. Ser olhado. Enfrentar olhares. Repartir o pão. Dividir a cama. Fechar o livro. Abrir a alma. Correr da chuva. Esperar a noite. Ansiar pelo dia. Temer trovão. Espiar lá fora. Enganar a fome. Fazer xixi. Cocô também. Babar no travesseiro. Roncar. Economizar água. Economizar luz. Economizar vida. Esbravejar de raiva. Acalmar os ânimos. Promover a paz. Promover a guerra. Pagar o preço. Cobrar justiça. Inclinar a fronte. Fazer reverencia. Banho de asseento.Acentuar errado. Errar é humano. Justo só Deus. Perfeita paz. Amor com amor se junta. Juntar os trapos. Cair fora. Voltar tudo de novo. Rebobinar a fita. Espargir sementes. Semear o pão. Colher com colher. Carregar bandeira. Empinar a pipa. Dobrar bilhetinho. Excrever um poema. Roubar o tempo. Brincar de esconder. Quem achar primeiro. O primeiro beijo. O último beijo. O último adeus. Em primeiro Deus. Bater o pé. Duvidar. Concordar. Aceitar. Devolver, Subir, sair e sumir. Simular. Dissimular. Refletir. Investir, dividir, somar, multiplicar, fracionar, equacionar, entrar e logo sair. Chegar pra ficar. Sair sem dizer nada. Entrar em silencio. Um lugar ao sol. Um lugar no mundo. Um mundo só pra gente. Cheio de gente. Cheio com a gente. A natureza morta. A água viva. A Agua da Vida. Um Criador. O Criador. A criatura. Inveja. Raiva. Zelo. Desvelo. Sinceridade. Não ver. Nem mesmo olhar. Ver pra crer....refletir novamente...devagarinho cair, como tomba uma arvore...como os infinitos se encontram no horizonte. Os infinitos de Deus.
Pacard
Um lugar onde qualquer lugar seja bom. Um momento certo em qualquer hora do dia. Um dia perdido, ou um dia ganho. Um ir e vir, andar em circulos, sentar, caminhar, erguer a mão. Uma e depois a outra. Bater palmas. Rir, chorar, pensar que pensar é só pensar. Ler até que ardam os olhos. Pensar até dormir. Orar antes de dormir. Dormir em meio à oração. Acordar envergonhado porque dormiu. Retomar a prosa com Deus e dormir novamente. Serenamente. Acordar pela manhã e lembrar de orar andes de levantar. Fazer manha de raposa. Fingir que dorme enquanto ainda dormita. Acordar antes que o sol também desperte, para acordar a manhã ao som dum boceho. Respirar a brisa e soprar o vento. Aparar o vento com a mão de fora do carro enquanto corre.
Sofrer decepções. Passar recibo de dor. Cair fundo, lamber a lama, cair de cama. Quase morrer. Receber visitas. Visitar alguém. Receber abraços. Abraçar amigos. Perdoar inimigos. Fazer conchavos. Martelar a mesma tecla. Quebrar a cara. Estancar feridas. Aplacar a dor. Recomeçar. Cantar canções. Desafinar. Olhar de lado. Olhar de frente. Ser olhado. Enfrentar olhares. Repartir o pão. Dividir a cama. Fechar o livro. Abrir a alma. Correr da chuva. Esperar a noite. Ansiar pelo dia. Temer trovão. Espiar lá fora. Enganar a fome. Fazer xixi. Cocô também. Babar no travesseiro. Roncar. Economizar água. Economizar luz. Economizar vida. Esbravejar de raiva. Acalmar os ânimos. Promover a paz. Promover a guerra. Pagar o preço. Cobrar justiça. Inclinar a fronte. Fazer reverencia. Banho de asseento.Acentuar errado. Errar é humano. Justo só Deus. Perfeita paz. Amor com amor se junta. Juntar os trapos. Cair fora. Voltar tudo de novo. Rebobinar a fita. Espargir sementes. Semear o pão. Colher com colher. Carregar bandeira. Empinar a pipa. Dobrar bilhetinho. Excrever um poema. Roubar o tempo. Brincar de esconder. Quem achar primeiro. O primeiro beijo. O último beijo. O último adeus. Em primeiro Deus. Bater o pé. Duvidar. Concordar. Aceitar. Devolver, Subir, sair e sumir. Simular. Dissimular. Refletir. Investir, dividir, somar, multiplicar, fracionar, equacionar, entrar e logo sair. Chegar pra ficar. Sair sem dizer nada. Entrar em silencio. Um lugar ao sol. Um lugar no mundo. Um mundo só pra gente. Cheio de gente. Cheio com a gente. A natureza morta. A água viva. A Agua da Vida. Um Criador. O Criador. A criatura. Inveja. Raiva. Zelo. Desvelo. Sinceridade. Não ver. Nem mesmo olhar. Ver pra crer....refletir novamente...devagarinho cair, como tomba uma arvore...como os infinitos se encontram no horizonte. Os infinitos de Deus.
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