quinta-feira, junho 16, 2011
Onde estão?
Pacard
Onde estão aqueles meninos
que perambulavam pelas esquinas vendendo doces
paliativos embrulhados de suas vidas amargas?
Onde estão aquelas meninas
que nunca tiveram bonecas para abraçar como filhas
e que logo sentiram abraços de amantes
pelas noites escuras?
Onde estão aqueles homens
cujos braços ergueram as casas mais altas
que fazem sombras onde dormem vazios
na eternidade das horas?
Onde estão os velhos
que embalaram crianças que vendiam doces
abraçavam bonecas
e aqueciam homens
pelas madrugadas infinitas
das ruas vazias
como a alma que tem?
quarta-feira, junho 08, 2011
sábado, junho 04, 2011
sábado, fevereiro 19, 2011
Resposta Estupefacta à ignóbil afirmação
(Extraído do forum http://designbr.ning.com/forum/topics/a-regulamentacao-foi-aprovada)
Elaine Cristina Steolla em 3 maio 2009 at 19:28
Puxa! Que susto! Já tava ficando feliz..rs..rs..Eu concordo com tudo o que nosso amigo disse. Sem desmerecer aqueles que trabalham como designers mas não são formados, mas fico revoltada quando chega um cara que nem faculdade tem, e recebe um salario maior que o seu. Pô afinal são 4 anos de estudo e dedicação, acho que devemos ter algum merecimento. Um enfermeiro não substitui um médico, um decorador não substitui um arquiteto então porque isso com os designers.Acho que deve sim regulamentar e espero um dia esse título possa ser verdadeiro.
Resposta:
▶Concordo em gênero, número, grau e intensidade com sua mágoa, amiga (não posso chamá-la de colega, porque não estive sentado 4 anos na faculdade). Acho um absurdo que caras que tenham décadas de experiencia numa profissão que nem existe ainda, e que há algumas décadas atrás nem se imaginava cogitar que um dia pudessemos contar com tamanha quantidade de cursos "superiores" vomitando canudos no mercado, possam se apresentar à uma empresa e criar produtos que gerem milhares de empregos. Acho impensável que gente desta espécie, sem diploma universitário, seja convidado pelas universidades como seus consultores, palestrantes e sejam por estas mesmas universidades contratados para fornecer aos governos, às fundações, ao SEBRAE, profissionais (esses)que ofereçam soluções às necessidades das empresas, em nome destas instituições.Fico pasmo em pensar que pessoas tão desqualificadas pelas carteiras escolares das universidades sejam convidadas para oferecer soluções à legiões de empresas em polos produtivos nos momentos de crise, apenas porque suas experiencias em campo sejam suficientemente pertinentes às necessidades urgentes destas empresas para que continuem enfrentando os mercados ainda mais exigentes.Fico estarrecido em ver que produtos tão maravilhosos usados no dia a dias das pessoas que nada entendem de design, tenham sido criados por essa espécie abominável de autodidatas. Mas fico ainda mais estarreccido em ler tão estapafúrdias e discriminatórias opiniões reclamando que estão perdendo território e ganhando menos do que estes energúmentos profissionais. Penso que é chegada a hora mesmo de uma revolução para erradicar essa praga de gente que não teve oportunidade de frequentar um curso especifico de Design e esteja por aí achincalhando o bom nome daqueles pobres injustiçados que não conseguem bons salários por culpa dessa laia de gente ruim.Acho um absurdo que pessoas que não sejam formadam especificamente em design tenha seus produtos consagrados nos museus, nos espaços públicos, nas casas das pessoas. Me sinto profundamente envergonhado em saber que foi dado tanto valor à ignorantes como Sergio Rodrigues, Irmãos Campana, Lina Bo Bardi, joaquim tenreiro, Zanine Caldas ( esse então, tenhamos misericórdia por sua invasiva presença no meio profissional). Fico pasmo mesmo, pois nenhum destes tinha formação em design. Eram uns pobres arquitetos, artistas plásticos, carpinteiros...Fico pasmo e tento compreender que quatro singulares anos numa universidade tenham derramado tanta informação e nenhuma formação sobre tantos profissionais que encontramos no dia a dia, mas que no entanto se arvoram no direito forçado de serem únicos e se colocarem acima de todos os patamares da ética e da qualidade.Minha estimada jovem! Quem reclama do que ganha, não merece nem mesmo o que ganha. Não se estabelece o valor dum profissional pelo que ganha, mas pelo resultado do que gera seu trabalho. Ganhos são consequencia. Fosse assim, bicheiros, traficantes, agiotas, deveriam ser doutores.AtenciosamentePacard (Autodidata, energúmeno e incompetente. E que não tá nem aí se ganha mais ou menos que você)
Monica Fuchshuber em 4 maio 2009 at 10:23
Em termos práticos, o que significa a regulamentação para você?Resposta: Eu passaria a existir!
Resposta:
▶ Voce já existe, caso contrário, como estaria aqui expressando sua opinião? Como estaria pagando suas contas? Como estaria recebendo elogios ou criticas sobre o que faz? Ou um decreto do governo vai te tornar melhor que que já é? Se fosse assim, milhares de funcionarios publicos empregados no canetaço seriam ilustres competências. Estão lá, é legal, mas isso não os torna melhores ou piores. Se mediocres, serão mediocres regulamentados. Apenas isso.
Em termos práticos, o que significa a regulamentação para você?Resposta: Eu passaria a existir!
Resposta:
▶ Voce já existe, caso contrário, como estaria aqui expressando sua opinião? Como estaria pagando suas contas? Como estaria recebendo elogios ou criticas sobre o que faz? Ou um decreto do governo vai te tornar melhor que que já é? Se fosse assim, milhares de funcionarios publicos empregados no canetaço seriam ilustres competências. Estão lá, é legal, mas isso não os torna melhores ou piores. Se mediocres, serão mediocres regulamentados. Apenas isso.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Ensejo da manhã
Pacard
Ensejo sublimar o tempo a cada manhã
não sei se para voltar atrás ou caminhar adiante
da névoa clara que dispersa a luz
de meu entender.
São coisas que sinto
algumas eu penso
outras só sonho
por isso tanta vontade de voltar a dormir
para correr atrás e tentar ainda alcançar
um rabinho perdido daquele sonho tão bom
onde eu podia voar.
Muitas vezes voei em meus sonhos
e acordei com a leveza
de quem comeu nuvens no café da manhã
talvez não fossem bem nuvens
nuvens de verdade
pois estas eu sei que não se pode comer
já sei como são
passei muitas vezes dentro delas
e nem era sonho
era avião.
Perdeu a graça por uns instantes
nem todos, confesso
pois da janelinha tão frágil
acima dos algodoais do céu
consigo me ver pulando de nuvem em nuvem
sem medo de cair
e nem é sonho
e estou voando
com um avião enrolado em mim.
Mas gosto dos sonhos
ainda mais
pois neles sou eu mesmo quem alço meu corpo
rumo ao infinito
de onde não quero mais voltar.
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
A terra está em prantos
Pacard
Furacão com 300 km por hora na Austrália. Vulcão no Japão. Povo em revolta em diversos países na África. Terremotos. Deslizamentos de terra. Mendigos espancados e humilhados em "brincadeiras" de adolescentes. Pânico nas ruas. O grande feito de heroísmo de um governo é a invasão de uma favela e hasteando bandeiras de vitória como se estivesse demarcando uma conquista de novas terras. Pessoas distantes de si próprias. Medo, etc.
A lista é interminável. Chegamos a nos sentirmos culpados por termos certa tranquilidade onde vivemos. Nos sentimos estranhos por estarmos vivos e saudáveis num mundo onde a morte e o desespero caminha ao nosso lado. O mundo chora. A terra está em prantos. A humanidade buscou tantas respostas na natureza, na criatura, que esqueceu de perguntar e aceitar as respostas diretas do Criador. O homem ficou tão pequeno diante de si próprio porque esqueceu de crescer junto à quem lhe dá a verdadeira força e o verdadeiro sentido pela vida. Descobriu um universo tão garnde que esqueceu de olhar para o outro |Universo dentro de próprio e se viu pequeno diante de tamanha multidão de problemas diante dos quais se sente completamente incapaz de assumir a responsabilidade. Desta forma, como dizer que é o homem o responsável por um maremoto, por um furacão, por um deslizamento? Como dizer que é o próprio homem o responsável pelo genocídio de pessoas sem nome conhecido em lugares de onde nunca se ouviu falar? Como dizer que é a ganância do ter em lugar do ser, que fazem com que compremos ouro, jóias, roupas, provenientes de lugares onde os conflitos raciais e a fraqueza humana serve de combustivel para que tais riquezas cheguem às nossas mãos?
Um único elétron de Hidrogênio, se deslocado de sua órbita e se chocar com outro igual, desencadeia uma seérie tão absurda de consequências, que é capaz de destruir uma cudade inteira a partir deste único desencontro, desta única regra quebrada. É assim que fuinciona uma bomba de hidrogênio. É assim que funcionam as bombas atômicas, engenhsidades humanas. É assim que funciona o universo inteiro. É assim que nos tornamos responsáveis pelo que acontece na àsia, na África, na Austrália, ou do lado da nossa casa.
Reconheço que somos infinitamente pequenos para mudar o mundo. Mas reconheço também que sou infinitamente especial para Aquele que é o único capaz de reformular, por minha e por sua causa, o Universo inteiro: Jesus Cristo.
sábado, janeiro 29, 2011
O Canto das Cigarras
Pacard
Eu era ainda pequeno, muito pequeno. Pés no chão serelepes e sujos, quando corria pelas ruelas empoeiradas e brincava nos potreiros próximos de onde eu morava. Pisava nas rosetas espinhentas, mas até os espinhos faziam parte da brincadeira. Uma parada breve para catar um espinho, uma gotinha de sangue que saía da ferida, dois pulinhos num pé só enquanto a brincadeira avançava e lá estava eu de novo correndo feito pipoca atrás da bola, ou nas brincadeiras de criança à luz do brilho mais intenso do sol de verão.
O perfume das matas climatizava as cores violetas das flores rasteiras do lajeado, acompanhadas dos matizes infinitos dos dourados que ornavam o florescer das tardes dos meus verões. E tudo isso acompanhado por óperas intermináveis de cigarras e pássaros cantores, que se orquestravam harmonicamente entretecendo encantos que se perpetuaram em minhas lembranças.
Até hoje, o canto das cigarras tem gosto de frutas silvestres, cor de grinaldas e cheiro de manacás. Até hoje, o canto do sabiá ao entardecer no fim do verão tem sabor de "amanhã tem mais". Até hoje o cheiro de couve na sopa do anoitecer tem o perfume de minhas tenras primaveras. Até hoje,gritaria de crianças tem sabor de vida em meu recordar perene. Até hoje, o sopro do vento sobre as águas me refresca a vontade de nadar nos açudes de minha infância. Sem medo, sem compromisso, sem hora para chegar. Sem hora para sair. Como deveria ser a vida.
terça-feira, janeiro 18, 2011
Carsulina - A Leide do Bassorão
Carsulina De Aragón Fuentes y Fuentes Arrancatoco, ou como é mais conhecida, Carsulina Arrancatoco, é uma senhora que vive no Cêrro do Bassorão, distrito de Santa Creusa do Malacara, EM, em terras brasileiras. Nasceu pequena e de olho arregalado, e contam seis testemunhas confiáveis que ela piscou com um olho só quando viu o tamanho do treisontão da parteira que a trouxe à luz de vela. Eram entre tres e quatro da manhã, e ao primeiro canto do calo, registro oficial de hora noturna do vilarejo, a parteira terminava seu serviço e acendia um palheiro enquanto preparava um mate. Logo, como de costume, uma roda de comadres trocava idéias sobre coisas da lida diária, tais como capação de gato, receitas de boras de polvilho, ou o melhor método de dar uma boa sova de vara de marmelo nos piás. E Carsulina teve seu primeiro colóquio entre as comadres, quando perceberam que ela também enrolava um palheirinho e pitava às baforadas enquanto esperava sua vez no mate.
Nos primórdios do vilarejo de Cêrro do Bassorão, não havia certeza quanto ao funcionamento político e a desordem ideológica era uma constante entre os políticos do local, que ora pendiam para os políticos do município sede, ora se tornavam ferrenhos separatistas, não apenas municipalistas, mas como também estaduais e os mais radicais, desejavam mesmo a separação do Brasil, gerando muitas tentativas de golpe e muitas conspirações. Houve até um preso político, o Boticário Gerardo Cambuim, que foi visto entrando escondido altas horas da note pelos fundos do armazém de Tuiuco, o que o tornava suspeito de conspiração em alto grau. Só foi liberado quando um vizinho de Tuiuco entrou em sua defesa, confessando que fora ele a chamar o boticário para que lhe aplicasse um cataplasma de mistrunço com cachaça por conta de um entorse numa afoita aventura com a Crotilde, professora da escolinha da vila. Crotilde foi transferida para outra escola e o caso foi abafado. Não era portanto uma conspiração, mas uma constipação marota.
...continua
Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. (Sm 127:1).
http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2011/01/11/mulher-anuncia-suicidio-pelo-facebook-e-mae-critica-seus-1082-amigos-que-nao-agiram/
Este é o endereço onde li a notícia de uma inglesa, deprimida, solitária, com mais de mil "amigos" virtuais no facebook, anunciou seu suicidio. E o cometeu!
A nota esclarece ainda que recebeu mais de cento e cinquenta piadas a respeito de seu sofrimento. Mas nenhum auxilio. nenhuma providencia foi tomada. Termina aqui a notícia, com a mãe da pobre moça pedindo que deixem a filha em paz.
Temos visto em muitos filmes, daqueles de conspiração cibernética, que o herói entra numa sala cheia de computadores, depois de sofre por duas horas inteiras do filme, todo arrebentado, perseguido por centenas de vilões fortemente armados, e consegue no último instante enviar uma mensagem por email que, dá-nos sempre a entender o filme, que porá fim à rede de vilões e a paz reinará. Será? Será mesmo que se voce estiver em perigo e enviar uma mensagem, alguém vai levar a sério? Não falo dos instant-messengers, mas das redes sociais mesmo. Será que alguém vai entender um pedido de socorro e vai ligar pra sua casa e conferir a informação? Ou mesmo que esteja certo disso, será que vai ligar pra policia e pedir socorro? Será que se voce for ( que Deus o livre disso e a mim também) sequestrado, e conseguir enviar um torpedo, uma mensagem breve, alguém vai ler e vai buscar ajuda?
E sobre sua vida espiritual. Será que voce vai receber algum apoio efetivo das mesmas pessoas que entopem suas caixas com mensagens de otimismo enlatadas todos os dias?
O que voce quer das redes? O que voce espera das redes? Voce quer amigos de fato, ou apenas um numero crescente de "seguidores". Seguidores do que? das suas idéias? E quais são exatamente as suas idéias? Quais são as suas contribuições para o crescimento da civilização? Qual é sua contribuição para que o mundo seja um pouco melhor?
O que voce espera das pessoas que te adicionam no facebook, orkut ou seja lá o que for? Ou você é daquelas pessoas que adiciona, ou pede pra ser adicionado, mas nunca sequer cumprimenta seu "amigo" virtual? Será que voce é daquelas pessoas que imagina ter se tornado famosa e indispensável àquelas pessoas com quem tem um link nas redes? Será que voce realmente acredita que é mais importante do que elas? Ou voce por algum momento parou para pensar em quanto você pode ser útil a alguém? Interessa isso a você: Ser útil? Interessa que as pessoas se conectem com voce para que você também seja útil a elas? Até onde bate a marca do egoísmo de pessoas que tem milhares de contatos, mas nunca deu um único "bom dia" à grande maioria deles?
Será que é realmente importante que voce fique repassando frases aleatoriamente, ou o que você lê e repassa é realmente bom, que possa fazer bem à pelo menos uma pessoa?
Se fosse você: mandaria uma mensagem sobre seu real estado de espirito com o objetivo de alcançar algum coração generoso? Ou o faria exatamente para dar um recado: "Eu estive aqui e voce nem me viu, nem percebeu que eu existia"?.
Você está realmente vigilante sobre seu papel nesse mundo virtual e principalmente nesse mundo real? Você está sendo vigilante sobre voce mesmo, ou espera que Deus te empurre ladeira acima ou abaixo, sem que faça também a sua parte neste contexto?
Entre lá agora! Mude isso! Converse com seus amigos...ou delete-os. Mas não os ignore. Você pode precisar muito deles um dia. Quem sabe esteja precisando hoje?
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Mobiliário terá toque artesanal em 2008 ( Reprint)
Entrevista com Pacard - Portal Moveleiro
A cada ano, novas formas, cores e matéria-prima dão forma e charme aos móveis brasileiros. Novas tendências surgem a cada ano, e muitas delas são apresentadas nas feiras do setor no início do ano. Em 2007, o conceito de funcionalidade aliado à beleza esteve presente nas casas dos brasileiros e este ano esse caminho deve crescer ainda mais. Os elementos naturais estarão cada vez mais presentes no mobiliário. Devem surgir também, novas cores inspiradas no antigo, como a peroba e canela e materiais como o vidro e o MDF estarão em evidência em 2008.
O designer, educador e consultor de design, Paulo Cardoso (Pacard) divide a tendência dos móveis por camadas de consumo. Segundo ele, se tratando do grupo A, está crescendo o retrô contemporaneizado, com abundância dos materiais de demolição, usando materiais genuínos, madeiras nobres e buscando peças extremamente originais. “Ainda nesta categoria social, os não tão puristas, aderem à combinação ou combinações excêntricas, como vidro, aço escovado, fibras muito rústicas e ferro batido”, informou. Sobre formas, Pacard informou que elas começam a se quebrar em orgânicas, porém, ainda predominam as linhas retas, e forma-se um paradoxo entre as linhas retas com detalhes, ou os orgânicos limpos.
Segundo o designer, o retrô com o contemporâneo, abusando das linhas retas, porém com predominância de um classicismo eclético, são tendências para a camada B. “O clássico limpo não expõe ao risco desnecessário do erro na tendência, nem acelera a compra do inusitado. Conceitual deixa de ser prioridade, mas funcionalidade é a palavra de ordem. As linhas jovens recorrem ao lúdico conceitual nessa camada, mas como termômetro de tendências apenas, e cenário de vitrines”.
Já na camada C, que é a grande consumidora, Pacard informou que há uma migração natural para o minimalismo que predominou pelos últimos dez anos, e teve seu apogeu no último biênio. “Converge agora para a massa popular, ampliando a produção pela produtividade oferecida pelas linhas retas. Não creio em grandes mudanças nessa camada, com exceção de novas texturas que imitem demolição, fibras ou amadeirados”. Segundo ele, nessa camada, as linhas jovens continuam comportadas, combinando cores luminosas com madeirados.
Cada vez mais os consumidores buscam aliar beleza à funcionalidade. Esta é uma tendência que esteve presente em 2007 e vai se manter em 2008. Para Pacard, funcionalidade e beleza cada vez mais estão juntas, e ao que apontam as tendências internacionais, este caminho deve crescer ainda mais. “Prato cheio para o design e exigência de talento para que não se confunda liberdade de criação com abuso do ecletismo”, disse. Nesse sentido, para a designer de produto, especialista em mobiliário e coordenadora do núcleo de produto da Apdesign do RS, Rhita Braga, hoje existem mais recursos e maquinários que possibilitam ferragens mais sofisticadas e com isso mais funcionalidade ao móvel aliado a um bom design. “Isso deve virar uma regra”, prevê.
Os elementos naturais estarão cada vez mais presentes no mobiliário. Ritha informou que a tendência para 2008 em mobiliário, está intrínseco ao comportamento do homem moderno, o qual está rodeado de avanços tecnológicos porém deseja encontrar-se com seu passado e suas raízes. “Elementos naturais estarão cada vez mais presentes, seja em aplicações artesanais ou em elementos artificiais, os quais nos remetam a sensações naturais. A valorização do feito à mão, do toque as peças artesanais à madeira de demolição ou outras imitações, vidros com estampas florais ou imitações de crochê estarão em evidência nesse próximo ano”, informou a designer.
Cores
O tabaco, branco e maple não estarão mais em evidência em 2008, mas novos padrões devem surgir. Para a Ritha, como essas tonalidades já são absorvidas pelo mercado, poderia dizer que ainda faz parte da cartela de cores, mas não com tanta ênfase como um dia já esteve, pois surgiram novos padrões inspirados nesses padrões. “As novas cores e tonalidades vem com brilho. Como novidade apontaria o carvalho americano, que natural ou tingido, nos oferece uma gama de cores diferenciadas do que tínhamos até agora”, informou.
Segundo Ritha, é difícil falar de cor porque existem vários estudos que apontam que as tendências começam pela indústria automobilística - que é indústria que mais investe em pigmento de cor - depois passa para cosméticos, moda, móveis e decoração. “Fique sempre atento a lançamentos de carros e cores”, disse. Na linha de cozinhas, 2007 foi marcado pelas cores vibrantes que voltaram a aparecer. Verde, laranja e vermelho estiveram presentes nas cozinhas brasileiras. Para o próximo ano, Rhita aposta em tons mais neutros porém com brilho ou detalhes em brilho.
O designer Paulo Cardoso, citado anteriormente, disse que devem surgir novos padrões inspirados no antigo, como a Peroba, Canela, imbuia lavada, louro, dentro das madeiras nacionais, bem como o carvalho e padrões africanos podem oferecer opções no padrão de texturas. “Há também uma evocação ao bambu, que vem aparecendo timidamente, mas já está presente nos pisos em forma de estampa, e aos poucos os painéis desta gramínea, naturais, têm espaço para desafiarem o império das tropicais”. Além disso, Pacard informou que madeiras pálidas, que lembram antigos lavados, podem oferecer opções de estampas aos fabricantes de melamina. “Estes padrões são de fácil composição decorativa e de extremo bom gosto”, disse.
Matéria-prima
O designer Paulo Cardoso aposta que a matéria-prima em evidência em 2008 será o MDF, com forte pressão para o uso do MDP, e cada vez menos madeiras tropicais. Para ele, as fibras também deverão crescer, sejam naturais, sintéticas, ou mesmo em estampas. Aço e vidro também estarão presentes em percentual equilibrado com o que há hoje.
A designer Rhita Braga também aposta no vidro como material em evidência no próximo ano, com muitos recursos de pinturas e texturas. Para ela, toques artesanais estarão presentes no mobiliário dos brasileiros. “A madeira de demolição ou materiais semelhantes que imitem veios e nós da madeira, toques artesanais, fibras, palhas, couro ou sintéticos, são tendências para 2008”, finalizou.
Dayane Albuquerque - Portal Moveleiro
(18/Dezembro/2007)
terça-feira, janeiro 11, 2011
O candidato gago
Pacard
Durante alguns anos, fui o responsável pela redação e direção dos programas políticos para o horário eleitoral, durante o periodo que antecede às eleições municipais, em Gramado. Minha tarefa consistia em juntar informações, coletar idéias, examinar com cuidado a Lei Eleitoral, conhecer os candidatos a vereador e prefeito, e de acordo com a orientação do programa dos partidos das coligações, sincronizar isso tudo num espaço onde o principal instrumento era o cronômetro e a Lei. Daí com isso tudo em mãos, eu tinha ainda que trabalhar a comunicação de forma a atingir determinado grupo de eleitores, direcionando as mensagens, de acordo com o resultado das pesquisas internas sobre a situação dos candidatos. Além disso precisava monitorar todos os passos dos oponentes, gravar programas de rádio, enviar agentes disfarçados aos comícios com gravador escondido para "pescar" possiveis deslizes dos opositores.
Além dos candidatos a prefeito e vice, eu tinha que trabalhar individualmente com todos os candidatos a vereador da coligação, que às vezes chegavam a casa das dezenas. Então tudo tinha que ser corrido, pois o estúdio era alugado e servia também á oposição. Houve uma vez em que o mesmo técnico de som atendia aos dois concorrentes, e era filiado a um partido, oponente ao nosso. Mas como eu confiava no caráter dele ( e não joguei confiança fora por isso, pois ele era um profissional honrado), deixava que continuasse conosco.
Todo tipo de canditado aparecia. os entusiasmados. Os tranquilos. Os metodicos, os apaixonados, os tímidos, e também..os gagos. Pessoas de grandes qualidades políticas, cidadãos honrados, mas que tinham dificuldade de expressão vocal. E isso atrapalhava um pouco as gravações. Mas a gende dava um jeito de ajudar. A tecnologia favorecia nos ultimos tempos, através de programas que permitem modular a voz, as falas, etc.
Um destes personagens, que por evidencia óbvia, vou declinar o nome, era uma pessoa muito querida da sua comunidade e um aspirante ao cargo de vereador. Mas gago. Muito gago. E apareceu no dia e hora marcados para sua gravação com um texto pronto na mão. E como era necessário, eu corria os olhos no texto para evitar que meus clientes pagassem mico tanto com o eleitor, quanto com a Justiça. E nessa breve leitura, mantendo o escopo do texto, modifiquei algumas palavras para dar mais clareza à fala. Foi o suficiente para deixar o rapaz nervoso, pois ele havia ensaiado essa fala por horas a fio e minha alteração quebrou o caminho de sua leitura. Mas era educado e reconhecendo seu nervosismo, pediu que tivéssemos paciencia.
Colocamos então o microfone e ele começo a ler o texto. Mas não saía. E quanto mais lia, mais nervoso ficava e mais gaguejava. Isso acontece com todo, até comigo. Mas no caso dele era patológico. E a gravação estava atrasada naquele dia. Foi então que disse ao operador de áudio: "Me dê dois microfones. Um para mim e um para o meu amigo aqui".
Dois pedestais, dois microfones abertos, e tal como uma dupla de cantores, olhei para ele e disse: "Tudo o que eu fizer, você faz. Se eu levantar a voz, você levanta. Se eu me emocionar, você se emociona. Se eu respirar, você respira. Repita tudo oq ue eu disser, do jeito que eu disser". Ele concordou, aliviado. Fiz então um sinal ao operador, e começamos. Eu dizia uma frase e parava. Ele repetia. Se havia continuidade, eu dava intonação de continuidade. Se havia ponto, eu pontuava no tom de voz. Gravamos tudo. Quando terminamos, ele pediu para ouvir. Eu neguei e disse: ouça amanhã, quando for ao ar.
Quando terminamos as demais gravações, tomamos um bom café e voltamos ao estúdio. Foram mais de duas horas para editar cerca de quarenta e cinco segundos. Mas editamos. O Soud Forge permite que se faça uma "costura" com os sons. Foi o que fizemos. Devo ao operador de som, Daniel Schmitt, o sucesso por aquele trabalho especifico. Ficou perfeito. No dia seguinte, foi ao ar e ninguém percebeu que o candidato não havia gaguejado uma única vez naquele programa politico. Não foi eleito, mas sua estima foi às nuvens.
quarta-feira, dezembro 29, 2010
O tempo
Pacard
Não conto minha vida pelo tempo que passou, mas pelos sonhos que ainda não realizei. A água que passou já rolou as, pedras nas quais eu que tropecei, mas as águas que estão à frente ainda refrescam meu cansaço e saciam minha sede pela vida
Idade é uma convenção humana para discriminar outras pessoas
os mais velhos discriminam os jovens pela pouca idade
os jovens, fazem o mesmo com os velhos porque têm medo de olharem para si mesmos, pois sabem que são aquilo que já foram outros e serão aquilo que temem: velhos. Então, como equilibrio disso
não sou jovem e nem velho
sou eu mesmo, agora. o resto vem depois...
Pacard
Não conto minha vida pelo tempo que passou, mas pelos sonhos que ainda não realizei. A água que passou já rolou as, pedras nas quais eu que tropecei, mas as águas que estão à frente ainda refrescam meu cansaço e saciam minha sede pela vida
Idade é uma convenção humana para discriminar outras pessoas
os mais velhos discriminam os jovens pela pouca idade
os jovens, fazem o mesmo com os velhos porque têm medo de olharem para si mesmos, pois sabem que são aquilo que já foram outros e serão aquilo que temem: velhos. Então, como equilibrio disso
não sou jovem e nem velho
sou eu mesmo, agora. o resto vem depois...
segunda-feira, dezembro 27, 2010
10 Razões para não jogar na megasena da virada
Pacard
Tenho incontáveis razões para não apostar na megasena da virada, apesar dos convidativos 180 milhões que cairiam muito bem na minha conta na caixa. Afinal um dinheirinho a mais para começar o ano não é nada mau. Mas não nesse caso. Vejamos porque:
1 - Seriam 180 milhões a mais na minha conta de um instante para outro. Isso significa que eu ficaria zonzo e começaria a gastar por conta. Como alguém que esteve amarrado muitos anos numa cadeira e de repente tem que sair correndo num terreno cheio de buracos e pedras.
2 - Um amigo sugeriu que então eu desse o dinheiro a ele. impossivel! Iriam achar que somos amantes. Minha reputação estaria arruinada, pois quanto a mim, sei que não sou. E ele, assim olhando, não me parece também propenso a essas façanhas boiolescas. Também porque minha familia me internaria, com direito a camisa de força e direito a lobotomia testicular.
3 - Até aqui o governo tem me deixado em paz. Mas ah, deixa eu ganhar dinheiro! DEIXA EU GANHAR DINHEIRO!
4 - Meus amigos me deixariam, pois achariam que eu fiquei rico e portanto mais bobalhão. Pobre bobo, vá lá, mas rico bobo é horrivel. Se torna ridículo. Pensa que é sábio. Se mete a dar conselhos. Passa a entender de tudo, desde economia internacional até o que agrada às mulheres (menos à sua).
5 - Meus inimigos se tornariam meus amigos. Eu teria que contratar inimigos deles para que ficassem de olho neles e contassem tudo pra mim.
6 - O gerente do banco que me negou o empréstimo pra reforma do banheiro, por falta de garantias sólidas ( estas eu levaria a ele depois da reforma), passaria semana à minha porta como fez um certo rei que se postou em trapos, de joelhos, na neve, diante da casa do papa, para obter seu perdão.
7 - Meu acessório íntimo que serve de depósito do meu estoque de filhos, seria lambido por uma multidão incontável. Isso me causaria muito nojo.
8 - Eu seria assediado pelas mulheres mais lindas do planeta. E cederia à tentação. Mas com isso, metade da minha fortuza, zapt, porque minha mulher não entenderia que a culpa não tinha sido minha.
9 - Meus advogados ficariam com a outra metade, porque além dos honorários, algumas das mulheres do ítem anterior, eram casadas com eles e nem me avisaram disso.
10 - Eu teria que me tornar distribuidor de cigarros, que significam excelente moeda de troca da hombridade no ambiente carcerário, pois tentativa de enforcamento de advogado é considerado crime em certos países. O meu, é um deles. E ninguém me avisou disso.
Estas são algumas. A lista é imensa. Desta forma, para que me mantenha com relativ
Pacard
Tenho incontáveis razões para não apostar na megasena da virada, apesar dos convidativos 180 milhões que cairiam muito bem na minha conta na caixa. Afinal um dinheirinho a mais para começar o ano não é nada mau. Mas não nesse caso. Vejamos porque:
1 - Seriam 180 milhões a mais na minha conta de um instante para outro. Isso significa que eu ficaria zonzo e começaria a gastar por conta. Como alguém que esteve amarrado muitos anos numa cadeira e de repente tem que sair correndo num terreno cheio de buracos e pedras.
2 - Um amigo sugeriu que então eu desse o dinheiro a ele. impossivel! Iriam achar que somos amantes. Minha reputação estaria arruinada, pois quanto a mim, sei que não sou. E ele, assim olhando, não me parece também propenso a essas façanhas boiolescas. Também porque minha familia me internaria, com direito a camisa de força e direito a lobotomia testicular.
3 - Até aqui o governo tem me deixado em paz. Mas ah, deixa eu ganhar dinheiro! DEIXA EU GANHAR DINHEIRO!
4 - Meus amigos me deixariam, pois achariam que eu fiquei rico e portanto mais bobalhão. Pobre bobo, vá lá, mas rico bobo é horrivel. Se torna ridículo. Pensa que é sábio. Se mete a dar conselhos. Passa a entender de tudo, desde economia internacional até o que agrada às mulheres (menos à sua).
5 - Meus inimigos se tornariam meus amigos. Eu teria que contratar inimigos deles para que ficassem de olho neles e contassem tudo pra mim.
6 - O gerente do banco que me negou o empréstimo pra reforma do banheiro, por falta de garantias sólidas ( estas eu levaria a ele depois da reforma), passaria semana à minha porta como fez um certo rei que se postou em trapos, de joelhos, na neve, diante da casa do papa, para obter seu perdão.
7 - Meu acessório íntimo que serve de depósito do meu estoque de filhos, seria lambido por uma multidão incontável. Isso me causaria muito nojo.
8 - Eu seria assediado pelas mulheres mais lindas do planeta. E cederia à tentação. Mas com isso, metade da minha fortuza, zapt, porque minha mulher não entenderia que a culpa não tinha sido minha.
9 - Meus advogados ficariam com a outra metade, porque além dos honorários, algumas das mulheres do ítem anterior, eram casadas com eles e nem me avisaram disso.
10 - Eu teria que me tornar distribuidor de cigarros, que significam excelente moeda de troca da hombridade no ambiente carcerário, pois tentativa de enforcamento de advogado é considerado crime em certos países. O meu, é um deles. E ninguém me avisou disso.
Estas são algumas. A lista é imensa. Desta forma, para que me mantenha com relativ
sábado, dezembro 25, 2010
O canto das sereias
Verdade inteira ou quase verdade?
Paulo Cardoso (Pacard)
"Não vejo problema em usar uma versão enganosa para infiltrar nela a verdade. O que vale é a intenção."
Qual o problema dessa afirmação: A meia verdade. Meia verdade é uma mentira por inteiro. Meia verdade é uma falsidade completa. Meia verdade é um engano continuado.
Aceitar e participar das festividades pagãs do natal tentando esquecer a raiz e inserindo nela o objetivo dito cristão, vale dizer que os fins justificam os meios. Vale dizer que voce pode infringir as regras que aprendeu como aquelas que o diferenciam da multidão, para fazer exatamente o contrário: infiltrar-se na multidão. Vale dizer que não contrariar e até se mostrar simpático aos costumes sincretizados, seja uma porta aberta à comodidade de não ser taxado de fanático, exótico, ou ignorante.
Desta forma, quando aceitei a fé adventista, fiz por entender que somos um povo separado, que busca na santidade da adoração a reflexão do caráter de Cristo, que não aceitou compartilhar com os vendilhões do templo, antes disso, tomou sobre si a responsabilidade de varrer aquela imundicie da Casa de Deus.
Ser cristão muitas vezes implica em ser pisado pelos próprios irmãos, com os quais tmos caminhado até certo ponto do caminho, e que a cada encruzilhada, vão se dispersando com o canto das sereias, se deixando embalar pela suavidade das ondas, sem perceber que a cada porto, a cada encruzilhada, a cada fagulha de engano que permitem que caia no barco, vão permitindo que a palha seca da fé que tem vá acendendo um fogo estranho, devorador, e quando se dão conta, tem à sua volta um barco incendiado no meio do mar bravio. Não há mais onde saltar, não há um porto seguro, pois o encantamento das mesclas teológicas foi puxando o barco para cada vez mais fundo.
Não quero trazer nenhuma nova verdade, nem ser o arauto de velhas verdades escondidas. Sou apenas alguém que crê na verdade da adoração simples de um Deus complexo, mas que se faz simples para que possamos aceitá-lo. Deus não nos torna sábios para que nos aproximemos dele, mas nos torna humildes para que O aceitemos ao achegar-se à nós so jeito que somos. Por que então adornar de artifícios essa adoração? Por que ataviar-nos de crendices que vão se sedimentando como verdades e criam dissenssão entre irmãos e amigos, que muito em breve haverão de encontrar-se nos recônditos da terra, nas grutas e nas matas em fuga dos verdadeiros inimigos, com os quais forçamos nossa aceitação, nos submetendo aos seus costumes, fechando um olho para seus ritos pagãos, e nos saciando com comidas dedicadas aos ídolos? Ou que nome posso dar a uma ceia de natal com amigos do mundo, onde temos que orar pedindo bênçãos sobre os alimentos, entres os quais estão o porco, o vinho, as carnes impuras que fazem parte destes rituais?
Como vamos ensinar nossos filhos e netos, as nossas crianças o reto caminho, a verdadeira adoração, quando temos que mostrar na mesma sala dois personagens distintos, sendo que um que não vêem, devem crer, e outro que vêem, não podem crer? Como vamos contar às nossas crianças que o nascimento de Jesus, o Filho de Deus, que é o caminho, a Vida e principalmente a Verdade, tenha que ser comemorado numa data que é literalmente uma mentira? Pode alguém dar uma cobra a um filho que pede um peixe? E não é isso o que fazemos quando colocamos um gorrinho vermelho com plumas e levamos nossas crianças a recolher presentes deixados por um mito embaixo de uma árvore que não tem nenhum propósito específico no plano da salvação? Ou tem? Pode alguém de sã consciência dizer a um irmão que se escandaliza, e não são poucos estes, que a partir daquele momento ele deixe de lado sua pureza de sentimentos, e em nome da unidade crescente desta prática que não tem nenhuma base bíblica, nenhuma base cristã, e que permaneça calado diante de vendilhões da fé que se assenhoram da casa de Deus, que é o nosso espírito, a nossa crença, a nossa fé, a nossa fidelidade?
Não creio que eu deva mudar de opinião simplesmente porque alguns doutores ou pseudo teólogos conseguem fazer malabarismos com a exegese de Ellen G. White, dissecando seus escritos em fragmentos e destes entretecendo suas verdades ao gosto de suas convicções. Verdades que jamais saberemos por inteiro, pois a não ser a própria autora, ou antes dela o próprio Deus, quem mais poderia penetrar nos mistérios da gramática ou da retórica, ou até mesmo no íntimo dos pensamentos de uma autora que deu conselhos durante toda a vida adulta, e nem sempre respaldados em visões proféticas, mas muitas vezes no seu próprio discernimento e conhecimento, na sua própria experiencia e de seu tempo, mas que nem por isso sejam determinados com absolutos, considerando exatamente as verdades progressivas, temporais e de apaziguamento de ânimos entre irmãos. Respeito seus escritos como qualquer adventista o faz. Mas antes de tudo, respeito as Escrituras e também no que els dizem sobre o entendimento das coisas de Deus, que nos são dadas pela ação do Espírito Santo, e quando dizem que também nós, pelo Seu Espírito, somos conduzidos ao entendimento, e quando este entendimento nos leva à adorarmos ao nosso Deus como criador, Redentor e Mantenedor de todas as coisas, onde é que se encontra o erro nisso? E se não há erro nessa busca pela pureza de sentimentos e adoração, quando encontramos mitos colocando mentiras netro do cálice da verdade e dela nos querem fazer beber, de que lado devemos estar?
Sinto-me envergonhado como adventista em ter que calar meus princípios, que me foram legados por quem guardou a fé até à morte para não se deixar contaminar pelo engano do mundo, e não poder levar pessoas à uma igreja que já não mais sinto vontade de frequentar, porque de um lado prega os Dez Mandamentos, e de outro apaga aqueles que incomodam o crescimento da igreja. Ou então com que convicção vamos falar do mandamento que nos proibe de falso testemunho? Ou entrar no barco de uma data pagã, pegar carona em nau estranha, que nos leva onde bem entender, é um testemunho verdadeiro? Ou como vamos dizer que não devemos adorar outros deuses, quando nossos pastores ensinam que todo objeto de adoração diante do nosso Deus e diante de Sua verdade é um falso deus, seja a televisão em excesso, a internet, a gula, a luxuria, a ambição, e então, não seria também uma árvore adornada que inebria a todos, tira o fôlego dos pequenos e enche de sinceros sentimentos de paz aos adultos, apenas porque seja natal?
Temos uma responsabilidade por nosso testemunho diante do mundo. Devemos levá-los a Cristo pela cruz e não tomá-los de Cristo pelas luzes. E é isso que estes festejos fazem unicamente. Somos responsáveis pelo que fazemos, e também pelo que levamos os outros a fazer.
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