sábado, março 24, 2012
sexta-feira, março 09, 2012
AMANHÃ
Amanhã
Pacard
Cinco horas da manhã
dia frio, com chuva e vento
na janela, o velho atento
ao minuano que ruge
e à chuva, que não para,
o crepitar do braseiro,
o quero-quero que grita
o coração que palpita
num tropeçar compassado
olhando vivo o passado
pela saudade que sente
onde o futuro é presente
e o amanhã a certeza
eis que chega logo a manhã
para o afã que lhe espera
manter de pé a tapera
em que sonhos já sepultos
trazem à memória do vulto
uma eterna primavera
e tantos verões vivenciados.
Lembranças são a floresta
saudades, a pradaria
as dores são as coxilhas
o pensamento, a encilha
a sabedoria é a doma
e o vento, um redomão.
Ergue a cuia e sorve o tempo
seu companheiro fiel
faz da amargura seu mel
e amarga o fel das lembranças
o dia que se anuncia
na mescla de frio e vento
mostra um vulto, um lamento
de um taura murcho num canto
mateando seu acalanto
num corpo todo em quebranto
que hospeda uma alma vazia.
Foto extraída do blog:
http://culturanativa.do.comunidades.net/index.php?pagina=1383986501
terça-feira, janeiro 24, 2012
Os que Lêem a Biblia
Há duas classes de pessoas que estudam a Bíblia. A primeira, abre o Livro Sagrado para buscar correção, amparo, conforto e orientação, e se submete ao que encontra, mesmo que não se agrade do que lê em certos trechos, pois sabe que são o 'Manual do Construtor' para nossa vida. São pessoas que lêem com o coração. Nem sempre entendem tudo o que lêem, mas buscam sabedoria do Altíssimo para que as comovam e as transformem.
A outra classe é daquelas pessoas que mastigam ervas amargas nos relacionamentos, e buscam compensar seu rancor buscando justificativas bíblicas para sua pequenez de alma. Tornam-se legalistas, frias, e só lêem nos Salmos a parte que clama ao Eterno para que castigue seus inimigos, ou nos evangelhos, a que pede que O Pai perdoe seus inimigos. Mas pulam as partes que dizem: "Senhor, transforma o meu coração de pedra num coração de carne". São os que dizimam a hortelã e o cominho, mas maltratam pai e mãe, filhos e amigos com sua indiferença. São os que buscam nas riquezas gloriar à Deus, mas esquecem que é na pobreza de espírito que podem sentir a brisa suave e a voz gentil do Criador. (Pacard)
quarta-feira, agosto 31, 2011
O Escorpião e o Designer
Reza a fábula que um sapo pulava tranquilamente, lendo seu jornal, em direção ao rio, ao ser abordado por um mau caráter notório, que contratava sapos para coaxarem ao entardecer, porque seus negócios não prosperavam mais, concorrência esra acirrada e a mpusica ao vivo proporcionada mais horas de faturamento, ou pelo menos a esperança que faturassem ano lusco fusco da tardinha, o que não haviam conseguido faturar durante o dia inteiro de luz solar. Então, contratavam os pobres batráquios com bajulações e cantilenas que falavam de promessas de parcerias, reconhecimento, e sobretudo amor à causa, apelando para os sentimentos dos sapos, cujo intento era em primeiro lugar, salvar o brejo. Em segundo lugar, brejo salvo, bem, não custava nada constranger o pobre sapo a cantarolar umas notas a mais, afinal, ele havia recebibo uma oportunidade ímpar de exercitar seus talentos com alguém muito importante, segundo o próprio contratante, o escorpião, e em terceiro, lugar, ganhar vantagem mesmo, pois escorpião não é de ferro.
Mas, como também diz a fábula, o escorpião pula confiante nas costas do sapo, após toda a ladainha de confiança, blablabla, e segue tranquilo rio abaixo. Não porém sem deixar que o sapo perceba que é ele quem está levando o hospedeiro, que inverte a historia e prova por todas as letras que o sapo não seria capaz de seguir sua jornada sem o incentivo do venenoso de cima, que dava pequenos chutes discretos no burro de carga, enquando abanava para a bicharada que perambulava pelas margens, como se fosse um fidalgo sobre o lombo de seu corcel.
No mundo do design, não é muito diferente disso. Designer é aquele individuo indesejado pelo fabricante, mas que por exigencia do mercado, se vê obrigado a cavalgar um deles volta e meia, suportá-lo dando pitacos em sua indústria, e finalmente, ter a alegria de despachá-lo para outras querências quando o trabalho é terminado, pois a partir dali,pensa que compreendeu tudo e não necessita mais deste profisssional caro mamando nas tetas de sua laboriosa empresa, e que aquilo que ele fez, o “guri que mexe com computador” é plenamente capaz de fazer igual ou melhor, e com a vantagem, que não precis pagar tanto nem puxar-lhe o saco para mostrar aos concorrentes que tem seu proprio designer à tiracolo. E lá vai o designer com sua mala de idéias espalhar ao vento pelas feiras e tomar chá de banco pelas fábricas (diz-se que se reconhece um designer experiente pelo tamanho do calo na bunda de tanto tomar chá de banco).
Parece um desbafo, mas não é. É apenas uma constatação. Eu já encerrei este capítulo (espero) de vender idéias. Ironicamente, estou do outro lado da mesa agora, e com isso espero poder recordar do que apreendi pela jornada, e possa oferecer ombro a parceiros e colegas, em lugar de dar as costas como almofada para escorpiões que mesmo sabendo que podem precisar atravessar outras corredeiras mais adiante, e sem se dar conta que os sapos se comunicam enquanto coaxam, e nos atacam, jogando por terra sua fonte de renda de algum dia e a garantia de sua soberania: os talentos.
Qualquer coincidencia é mera semelhança.
PS: Alguns personagens são ficticios (por exemplo, escorpião não oede carona pra sapo, que tem lingua comprida, mas para jacaré, que tem braço curto). Também lembro que nenhum empresário mal intencionado sofreu maus tratos durante a realização deste texto. Foram pagos os devidos tributos.
Madeiras de Demolição - Crime Histórico
Aquilo que eu venho dizendo há anos já está acontecendo: A ganância de usar demolição passou dos limites agora. Primeiro, compravam casas em demolição que seriam substituidas por obras. Depois começaram a comprar galpões antigos. Passo seguinte, vieram as casas. E agora, estão roubando descaradamente igrejas, casas históricas, para que a madeira seja vendida à marcenarias (em geral, pequenas, de fundo de quintal), para fabricar móveis e venderem aos ricos. Um crime! Quem rouba, quem intercepta, quem fabrica e quem compra!
Sua casa não está se tornando mais ecológica porque voce usa madeira de demolição, pois existem recursos que a teconologia dispõe para obter o mesmo resultado estético, com madeiras sustentáveis. Eu mesmo venho desenvolvendo há anos, aprimorando estas técnicas e repassando a muitos fabricantes no Brasil, para que não tenham mais que se valer de madeiras provenientes de demolições de sítios históricos.
quarta-feira, agosto 24, 2011
O que é Sustentável e o que é Alternativo.
Pacard
Tenho sido procurado pelos produtos Bamcook Mobiliario, e algumas pessoas usam o termo ALTERNATIVOS para estes materiais e conceitos. Quero contribuir com uma definição que esclareça esta diferença.
Alternativo - É aquilo que voce utiliza com outros recursos ou materiais, mas que permita o exercício da mesma função, a um custo menor. Por exemplo: Se você precisa de uma estante de livros alternativa, pode juntar alguns tijolos, umas tábuas que juntou numa construção civil, e pronto: tem sua estante com toda a funcionalidade desejada a um custo irrisório.
Sustentável: O processo de sustentabilidade demanda uma cadeia produtiva que começa na floresta, com engenharia especializada, certificada, passando pelo sistema de corte planejado, replantio de espécies, secagem controlada por equipamentos de última geração, e seguindo a sequencia, a usinagem com máquinas e ferramentas específicas, acabamentos, seleção de fornecedores, que também pertencem á cadeia produtiva e são regulamentadas e fiscalizadas por organismos internacionais ou governamentais, e finalmente, os cuidados com armazenagem, transporte, embalagem, ergonomia, funcionalidade e descarte ou reciclagem.
Para que não restem dúvidas então: os produtos BAMCOOK by Pacard, são SUSTENTÁVEIS. Não são alternativos.
*Novo telefone: 48 3028 4515 - 9961 1546
Imponente, ou Prepotente?
Pacard
Temos um pequeno leão esculpido em jacarandá aqui na sala de casa, que minha esposa ganhou de um escultor do interior de Minas, por ocasião de uma das visitas que fiz ao seu atelier. Um belíssimo trabalho e temos orgulho em ostentá-lo no espaço mais nobre do nosso living ( poderia chamar de sala, mas aqui cabe o termo, saberão porquê logo adiante).
Já vi muitos leões esculpidos, pintados, fotografados, desenhados, e até pessoalmente ( infelizmente pros felinos, mas felizmente pra mim, haviam grades entre nós). O Urro do leão, atemoriza, assusta, impõe respeito, cria barreiras e nos faz gelar a espinha. E se esse aviso vier da mata, certamente outros fenômenos fisiológicos menos dignos também podem acontecer.
É um animal imponente. Em geral, mantém-se silencioso. Nunca faz barulho antes, e nem mesmo durante o ataque. Sempre após, mostrando à todo seu Reino, quem foi o vencedor. Ou então, diante de um combate corpo a corpo, quando o adversário estiver ao seu alcance de poder. Então, semelhante à outros animais ( certos indivíduos também emitem sons ininteligíveis que se destinam a causa pavor ao adversário, isso não por aviso, mas por esperança que pelo berro, o outro se intimide), o Leão faz sua escaramuça, dá voltas, mas finalmente parte para o ataque.
É um animal que certas pessoas até tem em suas casas, raro, mas conheci alguns casos. Dá certo status, dizendo: “sou forte, pois até os leões me obedecem!”. Não fosse o nojo de pisar em cocô de leão, ou ter que andar com uma sacolinha pelas ruas recolhendo caquinhas de leão, ou uma pazinha, juntando o que restar das pessoas que ele devoraria em seu passeio matinal, talvez eu até tivesse um leão em casa. Infelizmente, aqui em meu condomínio, não são permitidos animais que devoram pessoas (língua ferina não conta). Trata-se de fato de um animal imponente! Seu ataque é certeiro e em fração de segundos, quase sem dor, sua presa está no seu cardápio. Geralmente o macho fica observando os acontecimentos, e são as fêmeas quem partem para o ataque. De igual imponência e beleza. Elas porém, mais graciosas e esbeltas. São bem distintas as figuras da fêmea e do macho. Impossivel ser enganado.
O Leão caminha com imponencia pela savana. Caminha com imponencia até mesmo dentro de sua jaula. Prisioneiro, sim. Derrotado, jamais.
De outro lado desta contemplação sobre a personalidade da nossa fauna doméstica (o mundo não é nossa casa?), vejo outro animalzinho que também devora criaturas mortas de outras espécies, e até mesmo da sua própria: a hiena. Poém, diferente do leão, a hiena dificilmente se empenha muito na caça, e quando o faz, é à custa de muito estardalhaço, em bando, e vence o adversário pela maldosa implicância e cerceamento do andar. Cercam a vítima, emitem seus grunhidos e risadinhas enfadonhas, vão mordiscando aqui e ali, e abatem sua vítima pela dor e pelo cansaço.
Porém, nunca vi um quadro, uma pintura, uma foto de mural, um bonequinho de pelúcia, nem mesmo um daqueles brinquedinhos de látex dos bebês que fazem “fiu-fiu” quando apertam, que representem uma hiena.
São feias, caminham de lado se esgueirando, seus gemidos se confundem com risinhos maliciosos, e ainda não cheguei na parte nojenta da coisa: Comem merda! Comem carniça! Comem o que encontram, e não se esforçam por qualidade. Andam aos bandos atrás de outros predadores, não para colaborarem na caçada, mas para roubarem os despojos. Quando caçam, jamais atacam alguém maior do que elas (ao contrário do leão, que nçao perde tempo nem energia caçando lebres). São vorazes, mas nunca atacam de frente. Sempre se esgueirando, de lado, arredias e incomodativas. São prepotentes, pois desejam o que não buscaram por esforços. Querem estar no banquete, mas não levam nem mesmo o refrigerante.
Jesus é descrito como o Leão da Tribo de Judá! Mas como hiena...bem, acho que tem pessoas com este estilo também.


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