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Tendências e Empreendedorismo - Gramado como Modelo Palestra

terça-feira, novembro 25, 2008

Design é arte? (Pergunta feita no design.br)

A definição é simples: Arte possui um valor INTRÍNSECO, enquanto Design possui um valor EXTRÍNSECO. O que isso sognifica: O que o artista expressa por meio de seus talentos ou formas, interessa unicamente ao artista. É SEU compromisso com sua própria verdade e sentimentos. Nem mesmo ao público interessa o resultado de seu trabalho, enquanto arte ( talvez ao seu marchant, mas aí é outra discussão). Ele exprime sua alma, faz transbordar seus sentimentos e pronto. Esta catarse é suficiente para o artista.
Já o Design, enquanto produto de duas necessidades ( do produtor e do consumidor,) está atrelada ao resultado de multiplicidade. Não interessa a opinião do Designer sobre sua obra, mas sim a opinião de quem a consome, de quem a aprova e de quem a produz. Há elementos de arte no design, como há elementos de design em certas manifestações de arte. Mas paralelas coincidências ou apenas instrumentos executórios. Daí, artista, é artista. Até pode ser designer, até pode vender design, mas nunca juntos. Daí também, Designer até pode ser artista...nas horas vagas. Mas vai estar sempre de olho num jeito de produzir em quantidade suficiente para que satisfaça um público maior, sua razão de existir como tal.

sábado, agosto 30, 2008

LINKS ONDE ENCONTRAR ARTIGOS ABOUT/BY PACARD

http://www.confrariaempresarial.com.br/confraria/index.do?acao=paginaExterna&id=917

http://www.portalmoveleiro.com.br/redacao/noticias/esp20020906_142613_86.html

http://www.espaconobremoveis.com/?go=news_ver&cd=33

http://www.oqdesign.com.br/33/porai.html

http://design.com.br/blog/natureza-sustentavel/

http://www.portalmoveleiro.com.br/redacao/nova_noticias.html?idGenero=6&deNoticia=noticias/esp20071217_090801_86.html

http://www.remade.com.br/pt/opiniao_read.php?num=322

http://ligiafascioni.wordpress.com/2008/02/24/projeto-voluntario-design-nas-escolas/

http://www.ligiafascioni.com.br/mais_gente.html

http://design.com.br/blog/estagio-de-prototipagem-em-chao-de-fabrica/#more-1133

http://design.com.br/blog/estagio-de-prototipagem-em-chao-de-fabrica/#more-1133

http://www.arqbrasil.com.br/_design/pacard/pg_pacard1.htm

http://www.moveisdevalor.com.br/clube/associados_P.php (endereço desatualizado)

http://www.fiemg.org.br/Default.aspx?tabid=3070&mid=7179&newsType=Detail&Param=9061

http://www.portaldemuebles.com/designers/resultado_designers.html (endereço desatualizado)

http://www.movinter.com.br/new/br/Noticias_Visualizar.asp?NewID=1042



domingo, agosto 24, 2008

Curso Pacard no site do SEBRAE RS

Madeira e Móveis
Curso de desenho de móveis inicia em abril
9.3.2008
Mais um curso de desenho de mobiliário se inicia em abril, em Florianópolis/SC. O curso é destinado a todas as pessoas que não sabem desenhar, que não tiveram a oportunidade de aprender mas trabalham no setor - em lojas ou marcenarias - e precisam do uso do desenho como ferramenta de vendas e de trabalho.

O curso aborda perspectiva, desenho livre, desenho de objetos e móveis e uso da escala no desenho. O professor, que ministra o curso, Paulo Cardoso, explica um pouco a rotina de suas aulas. “Tenho alunos que turvam os olhos de lágrimas emocionadas ao no final de uma aula cansativa (terminam tarde da noite), se vêem capazes de desenhar à mão livre e com técnica corretam um sofá, uma mesa com cadeiras, uma sala de estar, um dormitório, e ainda adornarem com vasos, flores, etc., e tudo em 3 D”, disse.

O professor Paulo já tem oito cursos agendados para o primeiro semestre de 2008. Dois em Florianópolis/SC e deis no RS. O curso Oficina de Desenho se inicia no dia 7, com duração de 24 horas/aula, na Escola Leonor de Barros (Itacorubi), às segundas, terças e quintas, das 19h30 às 22h30, em Florianópolis.

Mais informações:
Telefone: (48) 3234-2629 ou (48) 8416-6511

Fonte:Portal Moveleiro

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

BAMBU, CHINA E DESIGNMay 2, '07 8:46 AM
for everyone
Ґ Entre a China e nós, o bambu fala a mesma língua

Pacard

Ґ Aspectos Históricos

Ґ O Oriente têm inspirado, por muitos séculos, uma aura de mistério ,
fortalecido pela distância que o separa do alcance das pessoas
comuns que vivem no Ocidente. A própria cultura oriental caminha
num paralelo diverso ao que estamos acostumados a pensar, agir ou
caminhar.
Ґ Após a derrubada do Muro de Berlim, em 1989, e antes disso a
"Glasnost - Perestroika" na extinta União Soviética, rompeu os conceitos
marxistas que eram até então o sonho de perfeição política, social,
institucional, educacional e dialética dos povos oprimidos pela face
consumista do capitalismo desmesurado, construído pela Revolução
Industrial do século dezenove, na Inglaterra, e dali espalhando-se pela
Europa e resto do mundo ocidental. O Oriente, entretanto, permanecia
calado, misterioso e inacessível. Com exceção dos Tigres Asiáticos
liderados pela Indonésia, e precedidos pela fixação perfeccionista da
crescente indústria japonesa, que fazia frente à então poderosa força
tecnológica norte-americana e alemã, a Ásia parecia ser o que antes
afirmava Napoleão Bonaparte, "Um dragão adormecido". Da China só
se conheciam notícias de massacres, movimentos estudantis, pena de
morte que sem medida era aplicada a quem fosse manifestamente
contra o sistema, além de conceitos da publicidade negativa quanto
ao uso de excrementos humanos nas hortaliças de exportação,
bolinhos de ratos ou ensopados de cachorros. Sabia-se do nome de
seu mandatário, “Mao Tse Tung”, e quase nada mais.
Ґ O século vinte e um derramou um avalanche de coisas sobre o
ocidente com tanta avidez, como se tivesse um imenso armário
abarrotado cujas portas se abriam inesperadamente e tudo se
derramasse sem planejamento sobre o tapete global, tanto por parte
dos chineses, ineptos comerciantes, mas que possuem mão de obra
barata e abundante, e um incontido, quase doentio desejo de
recuperar o capitalismo perdido, mesmo que à custa de sobrepujar a
ética comercial.
Ґ No campo macroeconômico, a China passou a exportar produtos
para a América do Norte e receber em bônus do Tesouro americano,
acumulando até o ano de 2003 cerca de 4 trilhões de dólares da
dívida do governo americano, sendo que até então o maior credor
desta mesma dívida era a Arábia Saudita, com cerca de 400 milhões
de dólares, dez vezes menos, e todos sabem o quantos os sauditas
influenciavam nas decisões da Casa Branca, fato notório e divulgado
pela imprensa, que no entanto pouca referência faz à vultuosa
presença chinesa entre os americanos, se encontram na iminência de,
caso venham a trancar as importações chinesas, desmoronarem numa
inflação de pode chegar a 10 por cento ao ano, apenas no primeiro
ano, gerando conseqüências desastrosas para a economia mundial,
hipótese que bem conhecem os chineses, e principalmente a América
do Norte.
Ґ No outro lado, países emergentes e mesmo do velho mundo, ávido por
consumir sem sacrificar seus padrões de conforto e a baixo custo,
deliciou-se sem demora em tornar aquelas mercadorias de preços
insignificantes, parte de seu dia a dia comercial. Nem um lado
planejou com tanta precisão este derrame e porta que não se abria,
mas se rasgava, como o outro, que viu a maneira de ter todos os
eletrônicos por menos de um dólar e foi como distribuir “big mac” com
“milk shake” numa colônia de férias.
Ґ Refeita a euforia, mas não freado o consumo, vê agora o mercado
que a brecha numa represa cheia não poderia mais ser contida, e tão
certo como a chegada da primavera ( com o aquecimento global,
nem esta é mais tão precisa), é o estouro da represa e inundação
global de produtos não só chineses, mas que trafeguem na mesma
filosofia de produção. Eles estabeleceram os novos rumos,
redesenharam a revolução industrial. Não serão mais apenas odiados
nem invejados, mas imitados com toda certeza. Certamente eles
também percebem o estrago que fizeram e mais cedo ou mais tarde,
por sua própria sobrevivência, terão que rever seus modos grotescos de
aríete comercial e passar a negociar frente à frente com seus
compradores. Mas até lá, salve-se quem souber. O dragão de
Napoleão acordou com fome e pôs-se a devorar o mundo.
Ґ Devemos entretanto reconhecer que o erro foi nosso, do ocidente, por
subestimarmos as águas por demais silenciosas de uma nação que
soube transigir de uma sangrenta impopularidade, para o sonho de
consumo de qualquer empresário do mundo. Sua sabedoria milenar se
encontra ao alcance de qualquer teclado com uma conexão
razoável de internet, e por mais produtos que tenham feito, não basta
tê-los em estoque para comover o mercado, mas é preciso que o
mercado reconheça sua utilidade e passe a consumir estes produtos.
Ґ Têm os chineses alguns paradoxos, como capacidade para copiar,
baratear e reproduzir aos milhares, qualquer coisa que lhes caia à mão.
Qualquer uma. Vantagem nossa, que ainda precisamos enviar-lhes os
originais para que nos sirvam de mão de obra barata. Vantagem nossa
que, como ainda há muita coisa que copiar, eles ainda não tomaram
tempo para desenvolver suas próprias criações, mas com a nossa cara.
E este é o ponto. Ainda é a nossa vez. Não sabemos até quando. Mas
a fila anda e temos que agir depressa, porque depois..bem, depois é
depois.
Ґ Mas a couraça da Grande Muralha não é completamente
indevassável. Há brechas, e é por estas brechas que podemos entrar,
aspirando conhecimento, tecnologia e sabedoria milenar. Aí é que
começamos a falar de bambu. Tudo na China gira em torno de
bambu. Confúcio (Kung Fu Tzu), pensador chinês da Antigüidade
afirmou certa vez que a China poderia viver sem carne, mas jamais
sem bambu. Dominam os chineses mais de mil técnicas de uso desta
gramínea, mas por mais paradoxal que seja, há pouco mais de vinte
anos é que aplicam uso de tecnologia ao conhecimento antigo, e
produzem chapas e pisos de taliscas de bambu, isso falando para o
setor moveleiro, e de acabamentos finos. Já conhecidos são seus altos
andaimes, que atingem cerca de quarenta andares, apenas com
varas finas amarradas, ou suas pontes antigas, calçados, roupas,
acessórios domésticos, papel, alimentação humana e animal, entre
outras aplicações.
Ґ Sendo assim, ainda é a China o maior produtor mundial de pisos e
painéis de bambu, seguida da Indonésia, Nova Zelândia, e bem
recentemente, na América, a Guatemala e Colômbia.
Ґ Curiosamente, as mesmas espécies de bambu que utilizam para seus
produtos, são as que temos em abundância no Brasil, com a diferença
que lá, o bambu pode ser extraído em cinco anos, enquanto aqui há
lugares que pelo favorecimento do clima e solo, podem ser colhidos
em três anos, com maior espessura e maior teor de Sílica e Legnina.
Ґ Aspectos sociológicos do Design
Ґ O Design é o ponteiro fiel de uma bússola que aponta para um norte
magnético, cuja fonte não podemos alcançar, senão nos guiarmos por
ela. A este fenômeno, chamamos Tendências. Os indicadores de
tendências são sempre subjetivos. São como portas brancas numa
parede branca num imenso corredor. São as sutilezas das frestas que
indicam o que pode ter atrás das portas, e nestas portas não há
chaves, mas segredos, códigos. São como feromônios, apenas
percebidos pelas espécies num cio temporário de oportunidades que
não voltam duas vezes ao mesmo lugar, e quando voltam, já estão
vencidos. O que diferencia o senso empreendedor comercial é o
senso de oportunidade distintamente selecionada pela sensibilidade e
visão de cada empresário diante das informações que recebe. A uns,
um cavalo veloz é apenas um cavalo veloz. A outros, uma aposta de
grande monta, não irresponsável, pela aventura, mas calculada pelo
grau de conhecimento do cavalo e de cada concorrente no páreo.
Ґ O Design não salva a economia duma empresa, mas determina sua
capacidade competitiva e postura de campeã na luta pelo mercado.
Da mesma forma, a bússola não salva o navegador, mas aponta uma
direção segura para que este, com os demais conhecimentos
agregados, caminhe para um rumo confiável.
Ґ O Ponteiro das tendências sociológicas, políticas, economicas, e
principalmente industriais, apontam, hoje, para uma direção: o Oriente.
É de lá que chegam as notícias diárias, seja das guerras do Oriente
Médio, das tendências filosóficas e religiosas do Oriente exótico, mas
principalmente da economia do grande “dragão” que despertou.
Ґ Seria ingenuidade pensar que os chineses também não estejam
preocupados em determinar uma identidade a longo prazo aos seus
produtos. Estão sim. Tanto estão que, comparativamente à América do
Norte, que lança no mercado anualmente vinte mil novos designers, a
China está preparando cerca de duzentos mil profissionais de criação,
que cairão como um Tsunami nos mercados, lado a lado com os
fabricantes, e proporcionarão um verdadeiro furacão nas tendências a
partir de então.
Ґ Atendo-nos apenas ao tema deste estudo, temos já hoje a China
produzindo cerca de 70% de todo o piso de bambu que abastece a
Europa e América do Norte, sendo a América do Sul ainda
insignificante neste cenário. Cerca de 600 mil metros quadrados
mensais são exportados para a América Latina, e disso ZERO para o
Brasil. Com os chineses que tenho conversado nos dois últimos anos,
nenhum deles conhecia o Brasil, ou no máximo sabiam o que todos
sabem: Pelé, Maradona e Ronaldo são os melhores do futebol, e
macacos, crocodilos e serpentes andam nas ruas da capital, Buenos
Aires, que eles não tem certeza se fica perto do México, ou da
Austrália. São desinformados, e não sentem o menor remorso, pois eles
tem produtos, dólares e falta de ética. O mundo que se curve.
Ґ O Brasil no Cenário do Bambu
Ґ Temos mais terras livres e cultiváveis do que a China. temos melhor
clima que o chinês. Nosso bambu cresce mais rápído e tem melhor
qualidade. A tecnologia para transformação do bambu em placas é
ridiculamente simples. Então por que não estamos fazendo? Por
ignorância completa, mas também porque nas últimas décadas o
incentivo ao desmatamento da Amazônia não deixou nenhuma
margem para que se buscassem soluções alternativas e ecológicas.
Nem precisava: a madeira tropical vem em toras, cuja unica
necessidade de preparação é cortar e beneficiar. O bambu precisa
cortar, beneficiar e reconstituir. As madeiras têm variedade de matizes,
desenhos e cores desenhadas naturalmente. O bambu é uniforme. E
assim por diante. Além disso, se nem mesmo engenheiros agrônomos,
que poderiam e deveriam conhecer um pouco mais desta gramíneas,
que pode, entre outras coisas, alimentar o gado com melhor qualidade
e mais nutrientes (40% a mais de glicose, 10% mais amido, fibras), ou os
profissionais da construção civil, que ainda utilizam madeiras caras ou
ferro para andaimes, enquanto os chineses se valem de varas de
bambu, já mencionados antes. Apenas alguns grupos alternativos e
ONGs, que são vistos mais como agitadores "naturebas" do que como
profissionais capazes de promover incremento econômico viável ao
gigantesco mercado da construção civil, estão fazendo algum
movimento tímido para beneficiar populações carentes com os
recursos ilimitados do primo alto da grama do jardim.
Ґ O Nordeste brasileiro tem alguns projetos de plantio e industrialização
de bambu para fabricação de papel. Empresarios isolados, e na
maioria deles sem recursos, trabalham de forma empírica e quixotesca
até, nas pesquisas de industrialização de bambu. No Sul há um ou outro
empresário empenhado em fabricar pisos e tacos de bambu, mas a
maioria do que se conhece sobre o bambu está nos arquivos
acadêmicos e teses de mestrado e doutorado. Nada mais. Isso significa
que conhecimento científico e tecnológico já existem e
suficientemente capacitação para que se desenhe no Brasil uma
planta, um grande projeto, ou nucleos de pequenos projetos de
beneficiamento do bambu, mas todos estão isolados. Quase não há
comunicação, e o mais importante, não há um direcionamento
mestre, um "quartel general" oficial que oriente as ações paralelas, e
sejam transformadas em beneficio social.
Ґ Evidendemente que não há motivo para pânico, pois o Ethanol levou
mais de vinte anos para se tornar viável. O Biodiesel foi mais rápido, isso
porque houve uma vontade ferrenha do governo, que teve alguém de
visão que apontou para os problemas do Golfo Pérsico e entendeu
que a América seria a bola da vez, pois é fraca militarmente, instável
politicamente e tem rabo preso com o passado no tocante ao respeito
à democracia, fazendo disso um prato cheio para uma invasão da
America do Norte sob o pretexto de restaurar a democracia, mas
ficando com a chave das bombas de gasolina. Mais que depressa o
governo brasileiro pulou na frente e sinalizou ao mundo que tem biocombustivel.
Alardeou quase nada o fato que é auto-suficiente em
combustível fóssil, mas desviou toda a atenção do mundo para o
potencial incalculável de abastecer os aquecedores do hemisfério
norte com as enxadas dos Sem Terra brasileiros.
Ґ O mundo não considera a questão da madeira como de segurança
fundamental, mas aponta o dedo para a Amazônia e suas
intermináveis queimadas, como a terceira causa do aquecimento
global. E isso preocupa a todos. Preocupa até mesmo aos americanos,
mas que fingem nada saber, sendo eles próprios os maiores emissores
de poluentes que destroem a proteção de ozônio, porque têm eles
duplo propósito em fazer ouvidos de mercador neste momento: porque
querem chupar a fruta ainda até que saia um pouco mais de caldo, e
porque têm argumentos quase suficientes para encenar ações
"protecionistas" à Amazônia, e garantir que se eles não podem rapar o
tacho, nem nós tampouco.
Ґ Temos ainda em relação ao bambu uma questão bastante
confortável, pois sua taxonomia e conformação biológica permitem
ajustes a todo e qualquer lugar em que for plantado. Primo, que é da
cana de açucar, dispõe das mesmas prerrogativas de espaço
eambientação. Ou melhor: a cana depende de plantio anual. O
bambu é plantado uma única vez. A cana precisa ser plantada em
terrenos planos. O bambu pode e deve ser plantado em qualquer
lugar, a começar pelas encostas de rios como contenção para evitar
açoreamento. A cana que é colhida manualmente precisa ser
queimada. O bambu não deve ser queimado. A sobra da cana das
usinas é usada como bioenergia, aquece caldeiras. O bambu
também. A cana produz álcool e seus derivados (incluindo cachaça).
Bambu produz, segundo os chineses, que sabem muito de bambu, mas
de mil produtos. Repito: MIL PRODUTOS. Inclusive móveis.
Ґ Bambu no Mobiliário
Ґ Sugerimos algumas formas imediatas de uso do bambu industrial para
que Sejas aplicadas ao setor moveleiro no Brasil: Painéis, taliscas
moldadas, in natura, laminado ou em fibras para fabricação de MDF e
papel.
Ґ De forma imediata, podem ser usadas as taliscas cujas máquinas já
são fabricadas no Brasil (empiricamente, mas com bom resultado). Há
pequenos ateliers que revestem painéis, constroem quiosques e outros
objetos a partir de espécies variadas de bambu. O mercado brasileiro
da Alta Decoração já vê com bons olhos a aplicação bem dosada de
desenhos em superficies de móveis e objetos de decoração, bem
como painéis e paredes.
Ґ Há uma diferença estrutural na utilização dos painéis importados da
China, cujos fabricantes já nos forneceram ao longo de tres anos de
negociação todas as informações de que necessitamos para
empreender um trabalho de importação de painéis e pisos acabados.
Enquanto os painéis chineses são fervidos por 72 horas, autoclavados
para tratamento contra xilófagos e fungos, e secos em estufa, e só
então montados e usinados, no Brasil ainda há um caminho a percorrer
no tocante à produção em larga escala das taliscas (varetas que
compõem os painéis), mas já se pode contar, como falei, com
pequenos fornecedores, que podem crescer, além da inclusão de
investidores num projeto mais arrojado. Seja qual for a opção, o tempo
urge e a hora é agora. O trem vai passar, entra nele quem souber onde
quer chegar
When it speak ...Oct 27, '07 9:08 AM
for everyone

When it speak of love, Pretend nothing know, For absorb each phrase that sprouts of the heart.

When it speak about the pain, leaves open the windows of the soul For understand that LOVE and pain are so similar that to them we confuse, upon seeing them well of far.

When it speak about the peace, do him in the listening of the war, for to be heard in the more high voice.

When it speak about dreams, chord, for live them in the best lucidity of their day.

When it speak of friendship, extend the hand to his enemies, for that can try to itself even that that likes to say to the others.

When it speak of hunger, do a minute of fast, for remember of those that they fast every day, even without want.

When it speak of coldness. embrace someone.

When it speak of heat, extend the hand.

When extend the hand, support the arm for that persist.

When it speak of happiness, believes in him.

When it speak of faith, close the eyes for find the reason of that in that believes.

When it speak of God, do him by the silence of his testimony.

When it speak of itself even, learn how to silence, for understand the love, the pain, the peace, the dreams.
Palestrante
Paulo Cardoso (Pacard)

Pacard é Designer de móveis e interiores. Autodidata, deve sua formação profissional à Gramado, RS, onde compartilhou desde cedo, com marceneiros e lojistas, seu interesse pelo desenho do mobiiário. Ensina desenho (Leitura e Interpretação de projetos) desde 1984 à profissionais, de moveleiros à arquitetos, e desenvolveu método próprio de compartilhamento do conhecimento mobiliário. Atuou em grande parte dos polos moveleiros do Brasil, a começar por Gramado, Serra Gaúcha, Arapongas (PR), Ubá (MG, Recife (PE), e outros micropolos. Tem destacada participação na conceituação do design moveleiro para a indústria brasileira. Seu nome entre os formadores de conceito de ecodesign, no Caderno de Tendências do Mobiliário, editado pelo SENAI – SEBRAE. Foi consultor da Universidade de Caxias do Sul (RS), e por intermédio desta, atuou em programas junto ao SEBRAE, tendo realizado em 2003, o maior projeto setorial do Brasil, através desta entidade, onde criou e prototipou quinhentos produtos, para vinte empresas, num prazo de seis meses. Atualmente, Pacard é professor na Escola Técnica Geração, em Florianópolis, SC, onde ministra os eixos temáticos de Desenho de Expressão, Desenho de Apresentação, Perspectiva, Desenho do Mobiliário e Desenho de Ornamentos. Pacard é ainda pesquisador, atuando em pesquisas sobre o uso industrial do bambu, no que se refere ao uso para o setor moveleiro, tendo diversos artigos publicados neste particular. Exerce ainda consultorias para Modernização Tecnológica no setor de móveis, como também nas áreas de Design de Produto, e outras correlatas ao design.

Metodologia
Método de imersão – Prático e objetivo. Este método inovador capacita o participante, independentemente de sua experiência ou habilidade em desenho manual.

Conteúdo Programático
- Introdução ao desenho livre
- Uso da escala e desenho técnico
- Perspectiva
- Humanização e uso da cor na ilustração do móvel
- Textura do mobiliário e técnicas de ilustração diferenciadas
- Elaboração do mobiliário – Cânon de projetos simplificados
- Mobiliário Clássico
- Mobiliário Contemporâneo
- Detalhamento
- Composição do ambiente no projeto
ENTREVISTA SOBRE TENDENCIAS DO MOBILIARIO NO PORTAL MOVELEIRODec 18, '07 11:06 AM
for everyone
Mobiliário terá toque artesanal em 2008

A cada ano, novas formas, cores e matéria-prima dão forma e charme aos móveis brasileiros. Novas tendências surgem a cada ano, e muitas delas são apresentadas nas feiras do setor no início do ano. Em 2007, o conceito de funcionalidade aliado à beleza esteve presente nas casas dos brasileiros e este ano esse caminho deve crescer ainda mais. Os elementos naturais estarão cada vez mais presentes no mobiliário. Devem surgir também, novas cores inspiradas no antigo, como a peroba e canela e materiais como o vidro e o MDF estarão em evidência em 2008.

O designer, educador e consultor de design, Paulo Cardoso (Pacard) divide a tendência dos móveis por camadas de consumo. Segundo ele, se tratando do grupo A, está crescendo o retrô contemporaneizado, com abundância dos materiais de demolição, usando materiais genuínos, madeiras nobres e buscando peças extremamente originais. “Ainda nesta categoria social, os não tão puristas, aderem à combinação ou combinações excêntricas, como vidro, aço escovado, fibras muito rústicas e ferro batido”, informou. Sobre formas, Pacard informou que elas começam a se quebrar em orgânicas, porém, ainda predominam as linhas retas, e forma-se um paradoxo entre as linhas retas com detalhes, ou os orgânicos limpos.

Segundo o designer, o retrô com o contemporâneo, abusando das linhas retas, porém com predominância de um classicismo eclético, são tendências para a camada B. “O clássico limpo não expõe ao risco desnecessário do erro na tendência, nem acelera a compra do inusitado. Conceitual deixa de ser prioridade, mas funcionalidade é a palavra de ordem. As linhas jovens recorrem ao lúdico conceitual nessa camada, mas como termômetro de tendências apenas, e cenário de vitrines”.

Já na camada C, que é a grande consumidora, Pacard informou que há uma migração natural para o minimalismo que predominou pelos últimos dez anos, e teve seu apogeu no último biênio. “Converge agora para a massa popular, ampliando a produção pela produtividade oferecida pelas linhas retas. Não creio em grandes mudanças nessa camada, com exceção de novas texturas que imitem demolição, fibras ou amadeirados”. Segundo ele, nessa camada, as linhas jovens continuam comportadas, combinando cores luminosas com madeirados.

Cada vez mais os consumidores buscam aliar beleza à funcionalidade. Esta é uma tendência que esteve presente em 2007 e vai se manter em 2008. Para Pacard, funcionalidade e beleza cada vez mais estão juntas, e ao que apontam as tendências internacionais, este caminho deve crescer ainda mais. “Prato cheio para o design e exigência de talento para que não se confunda liberdade de criação com abuso do ecletismo”, disse. Nesse sentido, para a designer de produto, especialista em mobiliário e coordenadora do núcleo de produto da Apdesign do RS, Rhita Braga, hoje existem mais recursos e maquinários que possibilitam ferragens mais sofisticadas e com isso mais funcionalidade ao móvel aliado a um bom design. “Isso deve virar uma regra”, prevê.

Os elementos naturais estarão cada vez mais presentes no mobiliário. Ritha informou que a tendência para 2008 em mobiliário, está intrínseco ao comportamento do homem moderno, o qual está rodeado de avanços tecnológicos porém deseja encontrar-se com seu passado e suas raízes. “Elementos naturais estarão cada vez mais presentes, seja em aplicações artesanais ou em elementos artificiais, os quais nos remetam a sensações naturais. A valorização do feito à mão, do toque as peças artesanais à madeira de demolição ou outras imitações, vidros com estampas florais ou imitações de crochê estarão em evidência nesse próximo ano”, informou a designer.

Cores

O tabaco, branco e maple não estarão mais em evidência em 2008, mas novos padrões devem surgir. Para a Ritha, como essas tonalidades já são absorvidas pelo mercado, poderia dizer que ainda faz parte da cartela de cores, mas não com tanta ênfase como um dia já esteve, pois surgiram novos padrões inspirados nesses padrões. “As novas cores e tonalidades vem com brilho. Como novidade apontaria o carvalho americano, que natural ou tingido, nos oferece uma gama de cores diferenciadas do que tínhamos até agora”, informou.

Segundo Ritha, é difícil falar de cor porque existem vários estudos que apontam que as tendências começam pela indústria automobilística - que é indústria que mais investe em pigmento de cor - depois passa para cosméticos, moda, móveis e decoração. “Fique sempre atento a lançamentos de carros e cores”, disse. Na linha de cozinhas, 2007 foi marcado pelas cores vibrantes que voltaram a aparecer. Verde, laranja e vermelho estiveram presentes nas cozinhas brasileiras. Para o próximo ano, Rhita aposta em tons mais neutros porém com brilho ou detalhes em brilho.

O designer Paulo Cardoso, citado anteriormente, disse que devem surgir novos padrões inspirados no antigo, como a Peroba, Canela, imbuia lavada, louro, dentro das madeiras nacionais, bem como o carvalho e padrões africanos podem oferecer opções no padrão de texturas. “Há também uma evocação ao bambu, que vem aparecendo timidamente, mas já está presente nos pisos em forma de estampa, e aos poucos os painéis desta gramínea, naturais, têm espaço para desafiarem o império das tropicais”. Além disso, Pacard informou que madeiras pálidas, que lembram antigos lavados, podem oferecer opções de estampas aos fabricantes de melamina. “Estes padrões são de fácil composição decorativa e de extremo bom gosto”, disse.

Matéria-prima

O designer Paulo Cardoso aposta que a matéria-prima em evidência em 2008 será o MDF, com forte pressão para o uso do MDP, e cada vez menos madeiras tropicais. Para ele, as fibras também deverão crescer, sejam naturais, sintéticas, ou mesmo em estampas. Aço e vidro também estarão presentes em percentual equilibrado com o que há hoje.

A designer Rhita Braga também aposta no vidro como material em evidência no próximo ano, com muitos recursos de pinturas e texturas. Para ela, toques artesanais estarão presentes no mobiliário dos brasileiros. “A madeira de demolição ou materiais semelhantes que imitem veios e nós da madeira, toques artesanais, fibras, palhas, couro ou sintéticos, são tendências para 2008”, finalizou.


Dayane Albuquerque - Portal Moveleiro
(18/Dezembro/2007)

Aspectos Sociológicos do Design

O Design é o ponteiro fiel de uma bússola que aponta para um norte magnético, cuja fonte não podemos alcançar, senão nos guiarmos por ela. A este fenômeno, chamamos Tendências. Os indicadores de tendências são sempre subjetivos. São como portas brancas numa parede branca num imenso corredor. São as sutilezas das frestas que indicam o que pode ter atrás das portas, e nestas portas não há chaves, mas segredos, códigos. São como feromônios, apenas percebidos pelas espécies num cio temporário de oportunidades que não voltam duas vezes ao mesmo lugar, e quando voltam, já estão vencidos. O que diferencia o senso empreendedor comercial é o senso de oportunidade
distintamente selecionada pela sensibilidade e visão de cada empresário diante das informações que recebe. A uns, um cavalo veloz é apenas um cavalo veloz. A outros, uma aposta de grande monta, não irresponsável, pela aventura, mas calculada pelo grau de conhecimento do cavalo e de cada concorrente no páreo. O Design não salva a economia duma empresa, mas determina sua capacidade competitiva e postura de campeã na luta pelo mercado. Da mesma forma, a bússola não salva o navegador, mas aponta uma direção segura para que este, com os demais conhecimentos agregados, caminhe para um rumo confiável.

O Ponteiro das tendências sociológicas, políticas, econômicas, e principalmente industriais, apontam, hoje, para uma direção: o Oriente. É de lá que chegam as notícias diárias, seja das guerras do Oriente Médio, das tendências filosóficas e religiosas do Oriente exótico, mas principalmente da economia do grande "dragão" que despertou. Seria ingenuidade pensar que os chineses também não estejam preocupados em determinar uma identidade a longo prazo aos seus produtos. Estão sim. Tanto estão que, comparativamente à América do Norte, que lança no mercado anualmente vinte mil novos designers, a China está preparando cerca de duzentos mil profissionais de criação, que cairão como um Tsunami nos mercados, lado a lado com os fabricantes, e proporcionarão um verdadeiro furacão nas tendências a partir de então. Atendo-nos apenas ao tema deste estudo, temos já hoje a China produzindo cerca de 70% de todo o piso de bambu que abastece a Europa e América do Norte, sendo a América do Sul ainda insignificante neste cenário. Cerca de 600 mil metros quadrados mensais são exportados para a América Latina, e disso ZERO para o Brasil. Com os chineses que tenho conversado nos dois últimos anos, nenhum deles conhecia o Brasil, ou no máximo sabiam o que todos sabem: Pelé, Maradona e Ronaldo são os melhores do futebol, e macacos, crocodilos e serpentes andam nas ruas da capital, Buenos Aires, que eles não têm certeza se fica perto do México, ou da Austrália. São desinformados, e não sentem o menor remorso, pois eles têm produtos, dólares e pouco comprometimento com a ética comercial. O mundo que se curve.

Ah, se fosse assim.....Feb 16, '08 4:36 PM
for everyone
Sinto muito orgulho da qualidade e excelência das áreas do conhecimento, tanto teológico, como educacional e ideológico, e não menos importante o padrão de vida modêlo dos adventistas.
Gostaria que no aspecto cristão também fosse assim. Gostaria de saber que minha igreja caminha nos mesmos largos passos como caminhavam os pioneiros cheios de esperança pela nova esperança que se lhes descortinava na descoberta das três Mensagens angélicas. Gostaria de sentir o mesmo que sentiram os meus ancestrais que vendiam tudo e tudo doavam, tudo perdoavam, tudo descortinavam dos porões de suas vidas, pela alegria de conhecerem a mansidão do amor de Jesus moldando suas vidas.
Como, mas como, eu gostaria de saber que pertenço a uma igreja cujos abraços de sábado à brisa do culto não sejam abraços protocolares, mas abraços sentidos do coração e brotados da alma. Como eu gostaria de sentir de minha igreja o calor da humildade pelo calor da sinceridade e aquecidas ainda mais pelo calor da paixão pelo evengelho que transforma vidas, e de vidas que transformam nações. Como eu gostaria de trocar este orgulho pelo sucesso diante do mundo, pela alegria do testemunho transformador dos corações que vejo todos os sábados, mas que em troca nos condedem o poder, não do Espírito de Jesus, mas o poder da invisibilidade.
Ou não?
O DRAGÃO DESPERTOU
Pacard & Mr Pmen

"A China é um imenso dragão adormecido. Quando despertar, o mundo há de tremer. Deixemo-la adormecida"
Atribuído a Napoleão Bonaparte, ao sugerirem que invadisse a China.

Na época de Napoleão, a China já atravessava 3 séculos de contínuo declínio, mas ainda respondia por mais de um terço do PIB mundial, patamar que ainda não alcançou hoje.
E todo chinês sabe que a China só está reconquistando um espaço que é dela por direito.

Até dez anos atrás não havia uma definição tão nítida no mapa da geografia econômica do mundo. Cada país competia com o que e quanto podia, com uma variedade de produtos. Abastecia seu próprio mercado e outros, conforme ditames mercadológicos e prioridades regulatórias. Mas ainda assim se desenhavam rotas tradicionais: calçado era italiano, alemão e brasileiro. Móveis eram italianos ou escandinavos - e no Brasil, brasileiros. Computador era americano, com uma teimosa parcela francesa - e no Brasil, brasileiros. Pelo menos no que tange o mercado interno, os brasileiros sempre esteviveram entre os competidores. O mercado externo também, para vários produtos, onde a maior parte das exportações era destinada ao mercado norteamericano, seguido de pequenos bocados pelo mundo afora. Brinquedos, vestuário, tecidos, em tudo sempre havia o nosso quinhão.Mas isso tudo mudou. Primeiro vieram os produtos japoneses, seguidos pelos "tigres asiáticos". Depois veio a China. E aí ficou. Apenas uma década depois que as reformas econômicas foram "reativadas" pelo já aposentado Deng Xiaoping, cioso de seu legado após o massacre da Praça da Paz Celestial, e a China não tem tido tempo de parar sua expansão frenética mundo afora. Começaram com os brinquedos, roupas, plásticos, tecidos e quinquilharias em geral. Entraram depois eletrônicos e eletrodomésticos, onde já têm marcas mundiais como Lenovo (dona da marca IBM para computadores pessoais) e Haier, maior fabricante mundial de pequenas geladeiras.
Inevitavelmente, depois de já dominar uma boa fatia do mercado internacional, os móveis estão sendo inflitrados no mercado nacional. Como a maioria de seus produtos, sem marca, sem rótulo, pois as marcas tradicionais ou estão fabricando na China, ou estão importando com sensíveis diferenças. Ao contrário do que se pensa, uma notável melhoria na qualidade também, como se observa em todos os outros setores da pauta de exportação chinesa. Como eles conseguem isso? Vamos analisar:
* - ao entrar em cada mercado, a China teve a oportunidade de montar parques industriais do zero. Parques eletrônicos concentravam todos os órgãos de um ecossistema para suportá-lo, desde fabricantes de componentes até integradores, passando por escolas afins nos arredores vomitando mão de obra qualificada aos milhares. Por serem projetos de infraestrutura recentes, gozam de maquinário, estradas, portos, aeroportos e sistemas logísticos de última geração.
* - mão de obra que, para todos os efeitos práticos, é infinita - se bem que de adequação discutível em vários casos. Hoje há mais de 800 milhões de chineses ainda no campo - mais de quatro Brasis - dos quais o governo deseja transplantar aproximadamente três quartos para a cidade, em trabalhos mais produtivos e bem pagos, durante as próximas duas décadas. Estes se juntariam aos já 200 milhões de migrantes que por si já se mostraram suficientes para popular o parque industrial que hoje é, literalmente, a "fábrica do mundo".
* pib impressiona tanto pelo tamanho quanto velocidade. crescendo acima de 11%, o que representa a maior cifra desde 94, dentre uma coleção já impressionante de números desde as reformas de deng xiaoping no início da década de 80. anos muito ruins, quando muita coisa negativa acontece ao mesmo tempo (92 e 98) ainda não conseguem abaixar a média quinquenal de crescimento para menos de 6%.
* ainda não há preocupações de superaquecimento, mas isto deve virar preocupação em breve - inflação já está acelerando para algo como 4-5% ao ano
* atividade febril de construção, com preços imobiliários aumentando até 10% ao ano e atividade de construção aumentando 30% por ano. investimentos em geral respondem ainda por uma parcela descomunal do crescimento - até um terço do crescimento é investimento em ativos. governo deve tomar ações para resfriar este mercado até metade deste ano.
* superávit comercial aproximando os $300bi anuais, com aumento considerável da pauta, cada vez mais sofisticada
* produção industrial cresce a passo quase constante de 15% anuais desde 2002
* expansão da infra-estrutura rodoviária é de quase 50 mil Km por ano (só de rodovias)
* 11o plano quinquenal, no momento sendo aprovado pelo congresso do povo em pequim, prevê vultosos investimentos em mais desenvolvimento e, de forma inovadora, em temas sociais como desigualdade social e proteção ambiental.
Diante disto, antes de temer que o dragão desperte, pois já despertou, precisamos nos concentrar, não apenas no tamanho da cauda e o estrago que possa fazer no seu andar, mas principalmente em que lições podemos tirar de uma economia que cavalga furiosamente e bebe em largos sorvos mercados antes fiéis.
Posso crer que a principal lição é a obstinação, a fome pelo crescimento e principalmente, sentimentos à parte, o governo de lá não atrapalha o crescimento de seu país.
Seus baixos preços não são relacionados apenas à lei trabalhista pré-vitoriana, mas principalmente porque o governo tem tanto um projeto de país claro quanto o poder para colocá-lo em prática. Realiza grandes compras de matéria prima, quantidades absurdas, e as repassa à pequenas cooperaivas sem poder de compra. Não sobrecarrega de impostos, e gera um efeito multiplicador porque preço baixo gera quantidade. Quantidade gera trabalho e trabalho gera riqueza.
O sistema centralizador gera distorções, claro. É corrupto, desperdiçador, meta-estável, dsequilibrado. Mas tem sido impressionantemente eficaz em engendrar a transformação espetacular de um país paupérrimo, que depois de Napoleão ainda estava por conhecer o início de um século e meio de turbulências pavorosas que a reduziriam a menos de 3% do PIB mundial no início da década de 70, no titã que hoje embasbaca analistas tornando-se repentinamente o segundo celeiro de bilionários do mundo, destruindo satélites com mísseis a partir de bases móveis, lançando a primeira linha comercial de trens de levitação magnética, fabricando quatro quintos das gravatas no mundo, contruindo uma cidade livre de emissão de poluentes...
É parte da psique nacional que a China está só começando, retomando passo a passo o espaço que é seu por direito, como em seu apogeu nas dinastias Tang e Ming, quando mais da metade das riquezas mundiais estavam em seus domínios.

Mas ao mercado moveleiro cabe saber alguns fatos óbvios, e estar praparado. Em estratégia tanto valeconhecer as ações do concorrente, como planejar suas próprias.
* A China já é o maior produtor de painéis de madeira do mundo.
*A China não possui madeira. Importa tudo. Pinus da Sibéria, Madeiras tropicais da Indonésia, África e Brasil.
* A China é o maior produtor de bambu do mundo (mas isso é tema para outro artigo). Já produz painéis colados de taliscas de bambu e com eles fabrica pisos e mobiliário.
* O MDF chinês, ao contrário do que a lenda reza, não é de má qualidade. Apenas seguem o padrão europeu de medidas (1,22x2,44).
* Chinês não copia tudo. Copia tudo e mais um pouco. E faz mais barato. Não se compra um produto chinês pedindo catálogo. Se manda o que deseja e eles mandam igual e mais barato. Isto desde ternos no bairro de Dongjiadu até carros populares em Anhui.
* O Estados Unidos formam 20 mil designers por ano. A China forma 200 mil (além de 600 mil engenheiros, quase uma ordem de grandeza a mais que os EUA)
* A China está investindo em muitos países em desenvolvimento quase a fundo perdido, com a recíprioca que estes países recebam chineses para mão de obra local. Isso acontece em Angola, Brasil e diversos países da África.
* A produção moveleira na China, embora fabriquem todo tipo de máquinas, não é em essência, automatizada nem possui grande tecnologia. É humana mesmo, semelhante ao plantio de arroz, para garantir os emprêgos. Mesmo assim, ganham produtividade.
*A China não possui design adequado ao ocidente. Aí é a brecha que temos que segurar aberta, pois o diferencial brasileiro não está mais na prestação de serviços, mas na criatividade e no design. Nisso podemos competir. Mas, somos suspeitos em falar. Só dois Paulos não fazem verão.



















Adega do Benenoy

domingo, abril 17, 2005

O Deus que conheço
Como é Deus? Como você o vê? Quem é Deus para você?

O apóstolo São Paulo diz em I Coríntios 8:5, que muitos são os deuses e senhores do homem. "O paganismo povoou a terra e o céu com diferentes ordens de divindade, e os homens imaginaram deuses presidindo sobre as montanhas, rios e flores; sobre enchentes, sobre as pestilências e sobre o fogo; sobre a virtude e sobre o vício; sobre famílias e nações". Pulpit, vol. 19, pg. 283.

"O sol e os planetas foram feitos objetos de culto, bem como os signos do Zodíaco. Os panteões dos antigos povos, como Babilônia, Egito, Grécia, e Roma estavam cheios de supostas divindades: Amen, Ápis, Assur, Apolo, Atena, Baal, Bao, Cibele, Camos, Dagon, Diana, Hórus, Isis, Júpiter, Marduk, Mercúrio (ou Hermes), Mitra, Moloque, Osíris, Tamuz e Vênus. 7BC 1067.

Também existem alguns deuses do sistema filosófico: o deus do deísmo, que tem o poder de criar, mas não mantém ligação com suas criaturas. É uma espécie de rei ausente de seu domínio e a ele indiferente. O deus do panteísmo, constituído do universo como um todo. As coisas que vemos: o solo, a água, o ar, os astros e até nós mesmos - tudo é parte deste deus.

Todos estes deuses são criação e imaginação do homem. Refletem idéias e defeitos humanos. Como disse Voltaire: "Desde que Deus criou o homem à Sua imagem tem o homem retribuído à cortesia criando deuses à humana imagem".

Nenhum destes deuses é o Deus que eu conheço - o Deus das Escrituras. O Deus que eu conheço, é o Deus que se revelou ao homem. O que dEle sabemos, pela Bíblia, Ele mesmo o revelou.

1º) O Deus que eu conheço é o Deus criador. Ele é a grande Causa de tudo o que existe. "No princípio criou Deus os céus e a terra".

Gênesis 1:1. Muitos alegam a origem do mundo e do vasto universo à ação de forças naturais. Negam que uma Força Superior criou a imensidão do universo, e o nosso planeta - negam a ação de Deus.

O cientista astrofísico, Dr. Jesse L. Geenstein, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, observa: "Como a matéria veio do nada, é um terrível mistério. Poderia ser isto algo fora da ciência? Tentamos ficar fora da filosofia e da teologia, mas a vezes somos forçados a pensar em termos maiores, a olhar algo fora da ciência". Plain Truth, jan, de 1979, pg. 4-6, 23, 24.

Há um ser que tudo criou - É Deus.

Que confissão! E da parte de um eminente cientista! Não há como explicar a origem do universo independentemente da ação de Deus. Nas palavras majestosas do grande Livro: "No princípio criou Deus os céus e a terra", encontramos a verdade.

2º) O Deus que eu conheço não é apenas o Criador: Ele é também o Mantenedor do universo. Deus criou mediante o Seu Filho, e sustenta a criação igualmente pelo Filho. Como está escrito: "Havendo Deus, outrora falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nesses últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.

Ele , que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder, e depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas". Hebreus 1:1-3. O Deus Filho sustenta todas as coisas pelo Seu poder.

"Por intermédio de agentes naturais, Deus está operando dia a dia, hora a hora, momento a momento, para nos conservar a vida, construir e restaurar-nos" A Ciência do Bom Viver pg. 153.

3º) O Deus que eu conheço é revelado nas Escrituras como um ser santo, perfeito. Ele mesmo disse: "... Eu, o Senhor vosso Deus, Sou santo". Levítico 19:2. E falando dEle, Jesus disse: "... perfeito é o vosso Pai celeste".

Quão maravilhoso! Mesmo em meio a tanta corrupção, as Escrituras surgiram do povo de Deus rodeado de nações que cultuavam deuses corruptos, sanguinários. Mercúrio era o protetor dos ladrões. Baco, o protetor dos ébrios. Para assegurar o favor desses deuses, seus adeptos se entregavam à embriagues e ao roubo. O Culto de Afrodite ( A Venus dos Romanos), a deusa do amor e da fertilidade, era acompanhado nos templos, por práticas imorais.

O seu santuário em Corinto, na Grécia, tinha cerca de 1.000 prostitutas cultuais. (Catecismo Católico Popular, de Spirago, vol. II pg. 48; 8 BC 223) A influência de tais deuses - ou idéias deles - deve-se o fato que a fornicação era uma quase característica da vida greco-romana(6BC 314). Num mundo assim cheio de corrupção, a Bíblia foi escrita. Mas o Deus nela revelado é um Deus santo e moralmente perfeito. Isto é certamente maravilhoso!

4º) O Deus que eu conheço é também um Deus de amor. O amor de Deus transparece em toda a Bíblia. No Antigo Testamento Ele diz: " Com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atrai". Jeremias 31:3 E o Novo Testamento afirma: ". . .Deus é amor". I São João 4:8. Em Deus o amor é mais do que atributo, mais do que uma qualidade básica: Ele é a sua própria natureza, a Sua essência. Assim, o Seu amor para conosco, seres humanos, não depende do que somos e sim do que Ele é.

Deus mostrou o Seu amor principalmente pela morte de Seu Filho. Como escreveu São Paulo: "Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores". Romanos 5:8.

Meus queridos amigos, este é o Deus que eu conheço: O Deus que tudo criou e tudo sustenta; o Deus santo, perfeito em todos os Seus caminhos; Deus de amor, que está interessado em nós, que nos deu a salvação, que se compadece de nós e nos presta ajuda; que supre todas as nossas necessidades.

Não quer você hoje, retribuir a esse maravilhoso Deus, que tudo fez por nós, entregando o seu coração?

Abra agora o seu coração.

E o Deus que eu conheço o receberá de braços abertos.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Histórico

Pacard (Paulo Cardoso) Designer, autodidata, 47 anos de idade e mais de trinta de atuação no setor moveleiro, deve sua formação à Gramado, RS, onde foi aluno de A.D. Orlikowski e Elisabeth Rosenfeld.Consultor de empresas, ilustrador gráfico, escritor e miniaturista, Pacard atende atualmente a cerca de 30 empresas de Gramado, e presta consultorias à Universidade de Caxias do Sul através do Escritório de Tranferência de Tecnologia, e ao SEBRAE. Participou de vários eventos nacionais e internacionais do setor moveleiro, e em 2004 terá cerca de 650 produtos em lançamento em feiras e mostras no Brasil. O amor ao trabalhoEm sua escalada à paixão pela criação de produtos direcionados a grande massa de consumidores, Pacard não esconde seu amor adquirido nesta caminhada, pelo design de interiores, ou na sua linguagem informal: Planejamento de vida em família. Seu primeiro trabalho foi para o Governo Federal em 1976, e desde então, trilhando sempre sozinho e com os tropeços necessários para sua maturidade profisisonal, abocanhou muitos ítens para seu currículo, entre os quais:
Milhares de projetos de móveis sob medida (onde o projetista se torna decorador pelo mesmo preço);
Casa Cor-SC 98 ( Loft), dezenas de feiras com projetos de estandes;
lojas, residências, jardins, eventos, etc. Em 1989, conheceu Milão e quase fica por lá. Mas Gramado venceu e o coração falou mais alto. Ah, sim. Pacard ainda não ficou rico. Sugestões para que isso se cumpra, escreva para pacard@hy.com.br, ou comercial@pacard.com.br e envie a quantia que desejar para encurtar o caminho.

News



Sábado, Dezembro 04, 2004 >>" target=_blank a Emulator<>Open>Terça-feira, Novembro 23, 2004 >>Nem anjos e nem demôniosPacardTenho conversado com colegas designers do setor moveleiro, seja no encontro de Curitiba, seja pela internet, ou pessoalmente, e depois das cordiais apresentações e tapinhas nas costas,a pergunta: “Como está de trabalho?”. A resposta é quase unânime, e se não isso, caminha nessa direção: “um ano muito difícil”.Mas não é preciso ser designer para dar essa resposta, basta ser brasileiro e isso sai ao natural.Falemos então de design, de móveis.Design é na cadeia de necessidades da industria moveleira, de acordo com o pensamento “clássico”, o topo da pirâmide, e os investimento nessa área, não passa de disponibilidade ou sobra que permita o “status” para campanhas publicitárias ou institucionais. Naturalmente há exceções, mas via de regra, em crise ou aperto, o primeiro corte é no topo da pirâmide, ou seja: nós!Mas por que isso ocorre? Por que o designer anda sempre com o coração na mão? Por que não é comum que um designer dê continuidade a um trabalho numa empresa até atingir o padrão de qualidade desejada e com isso projetar seu talento e promover o acréscimo nas vendas, garantindo empregos e crescimento econômico e social? Por que há resistência (e muita) à inovação? E quem é o responsável por promover ou frear a mão do designer no processo de criação?São muitas perguntas, e para respondê-las é necessário que entremos numa questão importante: O DESIGN BRASIL. Afinal, o que é o tão falado “DESIGN BRASIL“?O nome assim o diz: é prover uma identidade ao que se desenha para a industria . Mergulhar na essência da alma brasileira . Colocar a luminosidade, a alegria, a espontaneidade e a pureza dos valores da nossa terra no armário, na cristaleira, na cadeira, na mesa e principalmente na cama . Mas não é só isso. É mais. Falar em "Design Brasil" é dar a quem cria a liberdade de dizer o que o Brasil tem de melhor. Pelo menos em teoria, porque na prática não é o que acontece.Vou aos fatos: o primeiro diz respeito ao corte de design em crise. Nada mais natural que quando o céu escurece, primeiro se procure a direção de casa, a segurança. No caso do setor moveleiro, o porto seguro sempre será o patrimônio mensurável: aquele que pode ser pesado, medido, embalado e estocado. Idéias são virgulas, e virgulas jamais serão pontos. No máximo, reticências. Preocupar-se com a cobertura do bolo antes do recheio é o que parece mover a opinião do empresário a descartar investimentos em idéias (além do que, copiar é tão mais fácil), até que a tempestade se acalme. Vento pela cauda, é o que se espera de investimentos em idéias enquanto há uma turbulência lá fora.Enquanto isso, o designer tem que ir cantar noutra freguesia. Garimpar noutro rio. E até fazer outras coisas para pagar as contas e colocar pão à mesa.Mas por que não há continuidade? Será incompetência do designer, que foi incapaz de criar algo que agradasse ao consumidor e provesse lucros à empresa?Vamos pensar assim: há muitas maneiras de se prestar serviços a uma empresa. A segunda é na condição de liberdade e independência. O profissional é contratado por uma tarefa determinada, cumpre seu contrato e vai embora. Poderá ou não ser chamado depois. A primeira (eu inverti a ordem de propósito) é a mais cômoda: tornar-se empregado e prestar exclusividade à determinada empresa, por tempo indeterminado. Coleira. Prático, permite em muitos casos que o profissional trabalhe livre, crie, evolua, faça laboratório, enfim, exerça suas habilidades e evolua seus talentos. As vantagens estão na estabilidade econômica e principalmente nas possibilidades de acompanhamento de feiras e cursos no Brasil e no exterior.A desvantagem desse sistema é uma só: o designer não assina seus trabalho. A assinatura é da empresa. E aí está o primeiro absurdo: Design é criação: Criação não é repetição, mas vem da alma, da experimentação, da busca pelo inusitado, da quebra de paradigmas, da exploração do desconhecido, e disso a transformação em objeto dos desejos, que poderá tornar-se um clássico ou não. Isso é o que menos importa. O que importa é que ali houve uma parte da essência divina, pois a capacidade de criar e de questionar é o que nos aproxima do Criador, quando exercemos o nosso livre arbítrio.E ao que me conste, uma empresa não foi criada à imagem e semelhança de Deus. O homem sim. O designer é um homem (antropológico). Portanto é ele quem deve assinar pela criação do produto. E isso já acontece na industria quimica, na engenharia, na medicina, no direito, no jornalismo, menos no design. A lei não permite que o responsável pela farmácia seja o dono, exceto que seja ele um farmaceutico. Nem permite a lei que a farmácia, como corpo jurídico, assine por si mesma. Seria como se o vaso pulasse da mão do oleiro e se completasse sozinho. Seria um homem, se não chegasse a ser um deus se isso acontecesse. Mas um vaso é apenas um vaso. E uma empresa, por maior que seja, será uma empresa. Mas um designer é muito mais, pois é um criador.Mas ainda não respondi: por que a falta de continuidade? Serei objetivo agora: Há passos no design:1 - Contratar o designer2 - Criar3 - Confiar no que foi criado, avaliada a experiência ou capacidade do profissional sugerido4 -Lançar ao publico (lojista) para que este decida o que vai comprar (naturalmente no processo de criação há o acompanhamento da produção e produtividade, embora isso seja tema para outro artigo).5 - Descarte dos produtos não aprovados e ajuste dos que necessitem para a produção seriada.Mas o que acontece:1 -Contratar o designer2 -Determinar o que o designer vai criar, entupindo-o de fotos, recortes de revistas, e os próprios produtos3 - Desconfiar sempre dos conhecimentos daquele sujeito "esquisito" que quer botar abaixo tudo o que já foi feito, e manter um pé atrás quanto ao que for produzir.4 - Chamar os representantes para que "ajudem" a escolher os novos produtos.Como avalio este processo:Ao contratar o profissional, seu curriculo e sua apresentação já deverão ser avaliados antes da assinatura do contrato.A postura do profissional, se é comprometido com o acompanhamento da prototipagem; se oferece respostas convincentes sobre seu trabalho e se conhece o perfil do consumidor a que se destina o trabalho proposto.Uma conversa franca com o profissional e uma vistoria às instalações permitirão que o designer faça seu próprio diagnóstico do que vai encontrar e como vai proceder em sua linha de atuação naquela empresa. Design é personalizado. Sempre. Então uma empresa é diferente da outra e deve ser tratada como tal. Deve ser respeitada sua individualidade. Por ambas as partes.Quanto aos representantes, serei odiado pela classe, indispensável ao sangue que circula nas veias do país. Homens de frente e incansáveis embaixadores das industrias junto aos temíveis compradores, e conhecedores profundos dos chás-de-banco tão normais nessa profissão.Mas nem sempre, e na maioria das vezes, temíveis e paradoxais freios-de-mão da inovação. Paradoxal porque estão sempre exigindo novidades. De outro lado, porque quando se defrontam com o que é realmente novidade, e que tais novidades não as têm visto nas lojas de seus clientes, nem de sua empresa, nem da concorrência, puxam o freio de mão e optam por não mudar o que já vem dando certo. E estão certíssimos nisso. Em time que ganha, etc..Menos numa coisa: não se mexe em time que está ganhando (alguém tinha que dizer isso ao Grêmio, que eles PODEM E DEVEM MEXER naquele time).Mas e quem disse que é para mexer na coleção que está vendendo? Eu não ! Jamais faria isso. A coleção de produtos que está vendendo, deve continuar vendendo. Mas um dia ela vai parar de vender, porque todos vão querer produzir a mesma coleção (ou estão esquecendo dos que copiam tudo o que dá certo?). E quem produz depois, em geral produz mais barato, sonega impostos, faz qualquer coisa para desafogar o estoque. E faz. São os aventureiros. Não têm compromisso social, não têm preocupação com os empregos instáveis que geram e nem o terão jamais. Numa virada de vento, fecham as portas e investem em águas mais tranquilas: galinha caipira, talvez. Ou imóveis. Ou o que der melhor e mais rápido.São os primeiros a falar mal do governo, dos impostos (verdade, se colocassem em dia o que já sonegaram, seria um caos),e principalmente dos empregados, que na opinião destes (maus empresários) são uns "chupins", não se importam com a empresa, que numa crise abandonam o barco, e blablablá. Devolvem com a mesma moeda.E o pobre do designer, esse nem se fala. Ai dele que apareça numa empresa numa época de crise. E se estiver de carro novo, pior ainda. E se estiver bem vestido, então é um esnobe. E "nunca", "jamais, que dinheirinho suado vá parar nas mãos desses "artistas malucos", que "querem mudar tudo". E assim caminha a humanidade.Qual o caminho do equilibrio?1 - Ouvir o consumidor2 - Ouvir o lojista3 - Permitir ou exigir do designer que faça também esse caminho4 - Permitir que o designer crie5 - Analisar o processo produtivo, custos, e apostar no trabalho, levando a maior quantidade possivel de produtos para as feiras6 - Deixar que o mercado selecione o que deseja comprar.Este ainda não é o caminho da felicidade suprema. Mas aponta na direção.Concluo achando que os designers não são anjos nem demônios. Apenas pensam diferente. E querem trabalhar.Pensem nisso.Terça-feira, Setembro 21, 2004 >>A Saga de Balaão (o teimoso como uma mula)Apresentando:Balaão, no papel de balaão (o teimoso como uma mula)Mula Pocotó (a teimosa como um Balaão)Balaque (o balaqueiro)O Anjo que mostra quem é que mandaAto 1Narrador:Tendo partido os filhos de Israel, acamparam-se na Campinas de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó, logo depois da terceira curva, antes da encruzilhada logo acima duma...ah..vocês nem sabem mesmo onde isso fica.....Daí, como eu dizia, viu pois Balaque (o balaqueiro), filho de Zipor, sobrinho do tio que era irmão do primo dum cunhado (que não era parente, pois cunhado não é parente), tudo o que Israel fizera aos Amorreus...Nãaaooo...genteeeee. deixa eu te contar.. eu vou contar, porque eu A-DO-ROOO contar. Meu nome é FO-FO-CAAA!Moisés, sob o comando do Senhor, Deus de Israel, literalmente ES-BO-DE-GOU, esgualepou, cascou em cima dos amorreus, tanto que amorreu tudo.Isso fez com que o rei Balaque, rei dos moabitas, se borrasse todo, com medo. E sabe como é: quem tem rei, tem medo. Aí o que fez balaque? Bolou um jeito de botar freio no povo de Israel.Balaque:Oh, dia, oh, vida, oh dor.Ai, pobre de mim, como sooofrooo. Ser ou não ser: Eis a questão. Que dilema cruel: Se correr o bicho pega. Se parar o bicho come. O que fazer? Quem me livrará, a mim e ao povo de Moabe de um destino tãaaao “Ca-rru-eelll”?Entra Balaão, vestido com a camisa do grêmio:A-háaa. Não contavam com minha astúcia. Eu o salvarei: o Balaão coloradoo.Balaque:Ué, mas você ta com a camisa do grêmio?Balaão:Ah, é que tava escuro e eu precisei duma lanterna.Balaque:Ué? Como você soube tão rápido que eu ia te chamar?Balaão:Ah, eu recebi um e-mail que dizia: “Trabalhe em sua própria casa ganhando 3.657,99 ao mês. Não é venda. Seja dono de seu próprio negócio. Fale com Balaque (o balaqueiro). Aí vim correndo.Balaque:Ah, ok. Então. Você sabe como é: os tempos andam bicudos e a gente tem que garantir o pirãozinho das crianças. E tem uma galera muito irada zuando no cafofo de Basã. Daí, a galera ta achando que Moabe vai ser a bola da vez. E a gente soube que a força deles está no Deus deles, que os protege, porque eles tem um profeta.Balaão:Aí. Pode crê, merrrrmão. To sabendo.Balaque:Aê. To sabendo que tu ta sabendo. Daí to sabendo que tu também é profeta e, sabe como é, mano: tou te dando um lance pra agitá um troco legauzinho. Jogo limpo. Não é muamba. Tu só tem que rogá umas praga pra rapeize coisa pesada. Ta limpeza?Balaão:Aê, né. O lance da grana ta legauzinho. Mas tu tem que pagar despesa de transporte, o lance de férias, 13º salário, auxilio doença, fundo de garantia, e vale refeição.Balaque:Ta limpo.Balaão:Manêro.Entra a mula:“Pocotó, pocotó, pocotóA mulinha pocotó.”Ah, que dia manêro pra pega uma onda lá na Brava. É hoje que eu não faço nada.Balaão:Ô mula. Pode tirá teu cavalinho da chuva, que arranjei um trampo. Têmo que amaldiçoar Israel. Bâmo, mula.MulaMáaaas NEM MORTA, lindão. Mas eu não vou é MESMO. Tenho coisa melhor pra fazer. Magina, logo eu, servir de burro de carga prum cara mais burro que eu amaldiçoar o povo de Deus.Mas tu bebeu o que, que eu também quero, heim?Burro! Não vou, não vou e não vou! Daqui não saio, daqui ninguém de tira.Balaão:Mas que mula tão teimosa. Ô mula: ô tu vai comigo, ô eu puxo de meu sabre de luz vermelho de raios ultra mega jupiterianos e te transformo numa lagartixa piolhenta!Mula:Vem. Vem. Vem, se tu é bem homi. Vem que eu te dou um pedal e te faço lambê o chão.Balaão:Eu te pego, nojenta! Só porque tu fala, pensa que manda em mim? É nisso que dá. Mal começou a falar e já quer mandar. Daqui a amanhã, vai querer votar. Vê se pode.Mula:Não me peeegaaa..não me peee-gaaaa!Entra o Anjo empunhando uma espada:Schhhhhhhhhxxpt. Pronto! Pronto! Cabô a encrenca..amigos..amiii-goss...isso..abraça agora..isso: BUNIIIIÍIITTTOOO!(Os dois ficam caladinhos, lado a lado, de cabecinha baixa e o anjo dá um biscoitinho pra cada um e passa a mão na cabecinha deles)Então olha para Balaão e diz:Anjo:Mas que verrrgooonhaaa. Que coisa mais feia de se fazer. Vai já lá e abençoa o Povo de Israel, senão tu vai ver o que é bom pra tosse, nojento.(Bate com a espada em Balaão)Narrador:E assim, o feitiço de Balaque (o balaqueiro), rei de moabe se voltou contra o feiticeiro. E Israel foi abençoada em vez de amaldiçoada.E Balaão e a mula voltaram para sua terra e abriram uma sorveteria.E Balaque viu só o que era bom pra tosse.Quarta-feira, Junho 30, 2004 >>“Mas eu sei em quem eu tenho crido”o Mc, 14: 68 - “Mas ele negou dizendo: não O conheço. Não sei o que dizes”o Os versos seguintos nos afirmam que por mai duas vezes O negou dizendo que não conhecia ao homem que estava em julgamento.o Mc, 14:10 –“E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lhø entregar”.o Se nós resumirmos o pensamento histórico e entendermos a correta colocação dos textos neste evangelho, vamos ver que à fria letra dos relatos, há um sentido mais profundo por trás dos textos que nós acabamos de ler.o Quando o historiador conta os fatos de um acontecimento, e este historiador se encontra dentro do cenário destes acontecimentos, muitas vezes ele coloca o que vê, o que ouve e se ocupa em relatar as coisas como são do jeito que estea vendo naquele momento.o Mas há outra forma de se descrever um fato, que é estando for a do cenário dos aconteciimentos.o AUTOR. Marcos, o filho de Maria, de Jerusalém, At 12:12.o Antiga tradição afirma que Marcos foi um companheiro de Pedro, razão por que este livro é chamado de O Evangelho de Pedro por alguns escritores antigos. É geralmente aceito que Pedro tenha proporcionado ou sugerido grande parte do material encontrado no livro.o QUANDO FOI ESCRITO : 50 - 60 A.D.o TEMA PRINCIPAL. Cristo, o incansável servo de Deus e do homem. o A vida de Jesus é descrita como sendo cheia de boas obras. o Seu tempo de oração era interrompido, 1:35-37 . Algumas vezes não tinha tempo nem para comer, 3:20 . Pelo fato de atender a contínuos chamados para o serviço, seus amigos diziam que ele estava fora de si, 3:21 . As pessoas o buscavam quando ele queria descansar, 6:31-34.o PARTICULARIDADES. É o mais curto dos quatro evangelhos. • estilo é vivo e pinturesco. Grande parte do tema está também em Mateus e Lucas, mas não se trata de simples repetição, pois Marcos contém muitos detalhes que não aparecem nos outros evangelhos. o Como o Evangelho de João, Marcos também começa com uma declaração da divindade de Jesus Cristo, sem, contudo, se estender nesta doutrina. o Um cuidadoso estudo do livro revela, sem dúvida, que o objetivo do autor é o de ressaltar as obras maravilhosas de Jesus, em vez de fazer afirmações freqüentes que testifiquem da sua deidade. o Muitos toques pessoais se encontram neste evangelho, como "vivia entre as feras", 1:13; "aos quais deu o nome de Boanerges, 3:17; Jesus "indignou-se", 10:14 ; "e eles se maravilhavam", 10:32 ; "A grande multidão o ouvia com prazer", 12:37 ; etc. o Embora ressalte o poder divino de Cristo, o autor alude com freqüência aos sentimentos humanos de Jesus: sua decepção, 3:5 ; seu cansaço, 4:38 ; seu assombro, 6:6 ; seus gemidos, 7:34 ;8:12 ; seu afeto, 10:21. o Mateus olha para trás e se ocupa principalmente das profecias objetivando os leitores judeus, e dá muito espaço aos discursos de nosso Senhor. o Marcos é mais condensado. Ele diz pouco acerca das profecias e apresenta um resumo dos discursos, mas enfatiza as obras poderosas de Jesus. o Os dezenove milagres registrados em seu curto livro demonstram o poder sobrenatural do Senhor. o Oito deles provam seu poder sobre as enfermidades, 1:31,41 ;2:3-12 ;3:1-5 ;5:25 ;7:32 ;8:23 ;10:46 .o Cinco demonstram seu poder sobre a natureza, 4:39 ;6:41,49 ;8:8-9 ;11:13-14. o Quatro demonstram sua autoridade sobre os demônios, 1:25 ;5:1-13 ;7:25-30 ;9:26. o Dois demonstram sua vitória sobre a morte, 5:42 ;16:9.o **********************************************o Mas não é sobre Marcos que eu quero falar nessa reflexão e sim sobre os dois primeiros personagens que encontramos na leitura: Pedro e Judas. E talvez eu devesse incluir outros discípulos, como João, Tomé, mas nós vamos ver isso no contexto deste tema.o Como eu disse antes, quando o historiador vivencia os fatos, ele descreve apenas o que vê. Quando é um pesquisador, ele já analisa os fatos. Mas sempre se prendendo ao que encontrou nos testemunhos.o Mas existe um outro tipo de história,que é chamada de META-HISTÓRIA - a História atrás da história- mais elaborada, mais minuciosa, que analisa os SENTIMENTOS e as RAZÕES de determinadas atitudes dos personagens envolvidos na trama dos acontecimentos, baseado na análise de comportamento desses personagens.. E é isso que nós vamos fazer aqui hoje: vamos buscar entender o que se passava no coração de Pedro e de Judas, que os levaram a agir como agiram na noite do julgamento de Jesus. E porquê tiveram um desfecho tão diferente um do outro.o É comum e barato à história resumir asim os fatos: Judas traíu Jesus. É simples. Mas foi isso mesmo o que aconteceu? Na prática foi, mas na mente de Judas, não é tão simples assim. Na mente de Judas..bem..vamos ver isso adiante.o Pedro MENTIU quando negou a Jesus?o Judas queria ver Jesus na condição que viu quando O entregou a sinédrio?o Vamos voltar um pouco no tempo. Poucos dias são suficientes: menos de uma semana.o Vemos Uma cidade inteira posta em fila, se aglomerando, se erguendo na ponta dos pés para ver melhor. Vemos uma multidão, e era uma imensa multidão, pois era a comemoração mais importante de Israel de todos os tempos: a maior de todas as festas e a esta festividade ninguém poderia faltar, pois ela simbolizava a UNIDADE daquele povo enquanto nação escolhida de Deus.o Estava portanto Jerusalém apinhada de gente vinda de todos os lugares. E esta gente toda tinha um motivo ainda mais especial para estar ali naquele dia, pois todos tinham ouvido falar de um Homem que num simples toque, que por uma única palavra, que por um olhar mais profundo, era capaz de aliviar a dor, ressucitar os mortos, perdoar pecados, calar tempestades.o Jerusalém não era naquele dia apenas o centro espiritual de Israel, mas era o refúgio a todo coração cansado.o Jerusalém era o ESTRADO dos Pés do Deus vivo. E quase todos criam nisso. E quase todos queriam estar ali quando o Filho do Deus vivo pudesse andar por aquelas ruas. E quase todos queriam estender os seus mantos festivos para que a jumentinha pisasse sobre eles, pois sobre ela estava o Criador de todos os mundos.o E quase todos estendiam palmas, um símbolo de boas vindas dados aos reis. E ali estava um Rei. Não apenas o rei profetizado e alvo da esperança de Israel, mas o rei dos Reis, o Senhor dos Senhores.o Aquele era um dia solene na vida e na história daquele povo.o E aquela era uma oportunidade única, quem sabe se até profetizada para o cumprimento das profecias de Isaías, e Aquele era sem a menor sombra de dúvida, o Emanuel predito, o Deus Conosco, Forte, maravilhoso, o Desejado de Todas as Naçãos, o Príncipe da Paz.o Quem estivesse ao Seu lado, quem O precedesse e quem seguisse os Seus passos, certamente governaria sobre este reino.o E quem estava ao Seu lado? Quem eram os Seus amigos e dedicados seguidores, senão os doze apóstolos escolhidos pessoalmente por Ele. Não impostos, não indicados, não eleitos pelo povo, mas escolhidos e convocados pela autoridade do próprio Filho de Deus? E entre os doze, quem mais confiável, quem mais responsável e capaz do que aquele que jurara insistentemente seguir até à morte e amar com sua própria vida, do que Pedro, cujo nome mudara, crescera diante da missão que lhe era confiada?o E quem mais capaz de governar ao lado do Messias do que o tesoureiro da comitiva apostólica, Judas Iscariotes?o Diante deste pensamento, e era este o pensamento que adornava o coração destes dois personagens durante aquela festividade, o cenário estava preparado para que finalmente o grande milagre de Jesus pudesse ser manifesto.o E este pensamento não era infundado, porque o próprio Jesus mesmo havia dito que mesmo destruído o templo, em Três dias com Seu poder o levantaria. E o que era o templo para os judeus senão a marca viva da presença de Deus entre Seu povo?o E este pensamento adornou a cobiça de Judas e de Pedro. E uma mostra disso é que o próprio Pedro, dias antes manifestara a Jesus a idéia de que poderia ser Rei em Israel no momento que desejasse. Foi quando Jesus disse: “Afasta-te de mim, satanás”.o Andemos agora ao momento qu que Jesus disse a Judas:”O que tens a fazer, faze-o depressa”.o Judas entendeu isso como um sinal de Jesus. Não ouvia mais o que Jesus dizia, mas apenas a sua própria cobiça. E Judas dirigiu-se aos Sacerdotes e combinou a entrega de Jesus.o Mas por que ele fez isso, se sabia que intentavam contra a vida do Mestre?o Porque estava viva em sua mente a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, e tinha plena convicção que ninguém ousaria enfrentar o povo, porque o povo mesmo O aclamara rei.o Judas imaginava que os sacerdotes poderiam fazer com Jesus aquilo que os discípulos não conseguiram: comovê-lO a aceitar o posto e destronar Herodes, que nada mais era do que uma “vaquinha de presépio” dos romanos. E o resto da história voces conhecem bem.o Voltemos a Pedro. Pero talvez não tivesse a mesma ganância de Judas, e sabemos que Pedro nnao era d forma alguma um covarde. Pedro era um home forte, e o fato de ter decepado a orelha do soldado poucas horas antas, demontra que era acostumado ao uso da espada. E estava realmente disposto a morrer pelo seu Mestre.o Então, o que havia mudado no coração de Pedro para negar a Jesus, e nnao apenas uma vez, mas por três vezes seguidas?o E agora vem a surpresa: Pedro não mentiu!!!!o Quando questionado pela empregada, primeiro, e pelos soldados, mais tarde, Pedro olhava lá dentro e via um homem resignado, humilhado e sofrendo constantes humilhações, apanhando, sendo torturado, cuspido no rosto, e cuspir no rosto é até hoje uma afronta impagável..este era o cenário que era mostrado a Pedro.o E Pedro não reconheceu naquele homem de dores à sua frente, descrito por Isaías como uma raiz retorcida, o mesmo e poderoso Jesus que o fizera andar sobre as águas. O mesmo Jesus que levantara sua sogra com um toque de mãos. Que calara uma tempestade e que enfurecido e sozinho entrara no templo e com um azorrague na mão expulsara uma legião de vendilhões inescrupulosos que maculavam a Casa de Deus.o Pedro vê um home calado, ensangüentado, tremendo como uma ovelha diante do seu matador. Pedro talvez tenha conseguido ver rosto de Jesus e Seus olhos quase fechados, inchados de tanto apanhar…e sem esboçar nenhuma reação.o Aquele não era, segundo o coração humano de Pedro, o Jesus que ele conhecera.o Pedro não conhecia aquele Jesus. E de fato, em todos os anos que esteve ao Seu lado, em todas as jornadas, Pedro não havia conhecido a Jesus. o Pedro e Judas simbolizam a todos nós hoje, que estamos na igreja, mas não conhecemos a igreja. Que estudamos a biblia, mas não conhecemos a Palavra de Deus. Que pregamos o conhecimento que temos das maravilhas de Deus, mas não temos um relacionamento com Deus.o Pedro e Judas andavam lado a lado com Jesus, mas nnao conheciam a Jesus.o A finalidade desse estudo não foi a de trazer respostas ou apontar verdades, mas de nos levar à uma profunda reflexão acerca do relacionamento que estamos tendo com Jesus e se estamos verdadeiramento conhecendo a Jesus.o Nós conhecemos a Jesus?Domingo, Junho 27, 2004 >>As três amigas - Capitulo 1Paulo CardosoUma era baixinha e tagarela. Morena e bem torneada. Chamava-se Bertúlia. Era a mais despachada da troupe. Filha de um gaúcho autêntico, estancieiro e tradicionalista O nome era estranho. Bertúlia. Bem diferente mesmo, mas fôra engano do escrevente no cartório, pois o nome certo era: “Tertúlia”. Não era um nome lá muito ortodoxo, mas, por amor à tradição, tudo valia.Outra era uma italianinha, Berenice, olhinhos verdes e cabelos compridos loiros. Nariz afilado e lábios finos. Magra, muito elegante e que sabia vestir-se como seu porte exigia. Falava pouco, mas sabia lançar olhares que falavam por mil palavras.E a terceira, era a mais misteriosa de todas. Alta, esguia e sorridente. Descendente de poloneses, chamava-se “Roswitha”. Com tê agá mesmo. Era assim. Dava um nome misterioso. Sua pronuncia lembrava chá de raiz de rosas com licor de aniz numa tarde de outono entre folhas de plátano esvoaçantes. Ou coisa assim. E eram inseparáveis. Unha e carne. Tampa e panela. Lula e Zé Dirceu. Essas coisas inseparáveis. Essas amizades intermináveis.Era tudo junto o quanto faziam: noitadas, jantares, trabalho, faculdade, gatos. Nada era de ninguém e tudo era de todas. Mesmo. Isso desde remotas lembranças, porque um dia juraram amizade eterna. Era um pacto. Uma aliança interminável, fosse o que fosse que se interpusesse entre elas.Isso durou muito, e seria mesmo eterna essa aliança se não fosse o “Vergamota”. O Vergamota, sim senhor. Esse mesmo. Não estou falando de ninguém mais ou de algum homônimo. Era mesmo o Vergamota. Aquele incorrigível anão. Pequenino, mas tanto, que sentadinho no chão, as perninhas ainda continuavam balançando. Desbocado e fedorento. Analfabeto, linguarudo e sem um mínimo de educação. Civilidade nenhuma mesmo. Pois é esse mesmo. O Anão Vergamota. A piada do circo. O insuportável rufião dos becos nauseabundos da Rua Trinta e Três. Famoso “Beco do Salsa”. Era ali o território de domínio do temido Vargamota. Era ali o lugar onde pessoas de bem jamais poderiam imaginar em passar. Era ali que governava a sinistra criaturinha de cinco dentes, um olho vazado e um insuportável cheiro de gambá.Mas Vergamota continuava seu minusculo império da malandragem sem a menor preocupação, por uma razão muito simples e delicada: ele havia salvo “O Hôme” de uma situação vergonhosa, quando a polícia caíra torrencial sobre a vadiagem na busca de um fugitivo perigoso. E a primeira açãoo policial foi sobre a sala rosa, da casa da Gorda. E quem estava ali, refestelado e duro de bêbado, ERA o “Hôme”. E o Vergamota sabia. Então o que fez? Fez o que devia fazer. Armou um sururu pessoalmente com duas protegidas, promovendo um escarcéu que despistasse por uns instantes a ação policial, chamando a atenção sobre seu feito, enquanto os assessores retiravam por uma porta dos fundos o “Home”,sumindo com ele pelas sombras e evitando um escândalo maior. Naturalmente, Vergamota foi preso. Levou uns bifes nas fuças, mas em menos de dois dias estava livre e com salvo-conduto no governo de seu reduzido feudo marginal.Foi num daqueles trabalhos de faculdade, acho que de Sociologia, que as três amigas tiveram que se embrenhar beco adentro para levantar umas estatísticas sobre mães solteiras. Fácil, fácil, no Beco do Salsa, pois ali viviam pelo menos umas cinqüenta. E de menor, acho que por volta de trinta delas. Mas não era tão simples assim entrar nos domínios do Vergamota sem um salvo-conduto do próprio. Foi preciso muito jogo de cintura e uma mãozinha provedora do “Home” para que as três em poucos dias estivessem frente a frente com “sua graça”, o Vergamota, em pessoa.Marcada a “entrevista”, Vergamota que era aquele tipinho, mas não era burro, sabia tratar a cada um de acordo com as circunstâncias. E quando soube que três pitéus universitárias precisariam fazer um passeio pelos seus domínios, tratou de se coportar como um cavalheiro. Fez as unhas, tomou banho, perfumou-se, vestiu-se de linho bramco e chapéu panamá, como convém a todo “Chefão” (no caso dele, “chefãozinho”), mandou um “passa-for a” na marmanjada que o cercava e, como um chefe tribal, esperou as meninas em sua fortaleza (um cortiço caindo de velho).O clima era tenso para as meninas. Berenice e Roswitha tremiam como vara verde ao vento. Bertulia era mais destemida e caminhava a passos medidos à frente das amigs. Eram passos sincronizados e solenes. Não ousavam olhar para os lados para não dar a impressão de serem bisbilhoteiras.CONTINUA………………Sexta-feira, Junho 25, 2004 >>Quando eu era guriPaulo CardosoDizem que quando a gente fala isso, é porque está ficando velho. Na verdade há muitos sintomas da velhice: Certidão amarelada, cabelos brancos, esquecimento (quando você conta com animação um fato e seu interlocutor, tedioso lhe diz que já sabia, porque você mesmo lhe havia contado algumas vezes, é porque sua memória…bom, você está velho), saudade dos amigos da infância e principalmente por achar que o mundo já não é mais o mesmo daqueles tempos de antanho. Enfim, quando você tenta recuperar o tempo que deixou de passar com os velhos amigos e descobre que eles não são mais os seus velhos amigos, mas antigas lembranças que não desejejam lembrar que tamb´m estão velhos, e sua presença produz esse mesmo efeito neles.Mas quando eu era um guri, não digo tão tenro que mijasse na cama, mas quando ainda acreditava que poderia e precisava mudar o mundo, embora não soubesse o porquê e nem de que jeito, mas brigava por isso, brigava por aquilo e assim como brigava, ao primeiro rabo-de-saia que passasse, as mudanças do mundo que esperassem, pois eu tinha que cuidar de interesses maiores: a minha própria vida, e quem sabe, se o belo rabo-de-saia permitisse, a vida de minha futura família, cuja máter recém se apresentava para esta oportunidade.Isso, naturalmente, até cruzar pelo próximo rabo-de-saia, e assim a vida seguia seu curso. Afinal, eu ainda era um guri.Mas quando eu era um guri, a vida não tinha tanta pressa. Eu é que tinha pressa de viver a vida. Mas ela olhava para mim com uma doçura que só a vida é capaz de ter e me chamava para conhecer o mundo. E lá ia eu, feliz da vida e com a vida, acreditando que com esse andar, pudesse mudar o mundo. E encontrava outros moços, que como eu, de braços com suas próprias vidas, mudavam às suas maneiras o seu próprio mundo.Mas a candura dos tempos nos traz de volta à lembrança de que não somos mais guris. Não pelo menos nós que travávamos aquelas lutas pela primazia dos olhares dos nossos velhos rabos-de-saia, que hoje tamb´m, em algum lugar do presente, devem se lembrar com terno fechar de olhos, os doces tempos em que esses homens a caminho da velhice eram ainda guris.Quarta-feira, Junho 23, 2004 >>Vergonha na CaraPaulo CardosoIsso é um negócio que uns têm. Outros não. Eu explico: mentira por exemplo. Quem admite que é mentiroso, mas assim , na cara dura, deslavado? Que eu saiba, ninguém. Pois muita gente é. E se for chamado de mentiroso, tipo assim, na lata, no dedo em riste, ah, mas vira bicho. Diz que lhe ferem os brios, e que pataquá, e etecétera. Mas continua sendo mentiroso. E sem caráter. E como, mas como tem gente desse tipo.Vejamos um exemplo: Ah, esta é uma prova para saber se você tem caráter, se é honesto, se tem vergonha na cara e se não é mentiroso. Vamos ao caso:Você está fazendo algo, mas não se caracteriza como algo absolutamente urgente. Nada o impede de divergir do assunto uns minutinhos , porque não fará a menor diferença. E o telefone toca. Pronto: está armada a circunstância propícia para começar sua cota de mau caratismo do dia. Talvez a primeira de uma série delas. Bem, nesse tempo, o telefone já tocou novamente duas vezes. Voce grita: “Mas ninguém atende essa merda de telefone?” (esqueci de mencionar que a merda do telefone está na mesa à sua frente. Alguém é generoso e atende:- Alô! Quem? Fulano? Ah, … (e voce imediatamente inicia um balé de sinais pra saber quem é).- Um momento, sim. Vou ver se está. Aí entra “Kalinka”, aquela outrora tão linda e sentimental melodia russa, agora tão banalizada pelo som de “bits”. Diria até que se trata já do hino nacional da mentira.E você diz, aos gestos apavorados de uma coreografia sofrida que “de jeito nenhum. Que você soube de um parente em coma no Alasca e que foi obrigado a prestar solidariedade a uma família de afegãos que dependiam emocionalmente desse parente, porque eram refugiados no Egito”. Isso. Essa seria uma desculpa aceitável pra não atender nenhuma espécie de telefonema. Afinal, o que as pessoas pensam? Que podem pegar num telefone e sair ligando pras pessoas? Mas com quê direito?- Alô. Desculpe a demora…é que tive que correr atrás do avião na pista molhada, mas já havia decolado..infelizmente..foi visitar..blá..blá…blá.- Não, infelizmente não há a menor previsão de retorno, não pelo menos enquanto o PT estiver no governo.. mas, o senhor gostaria de deixar recado? (e diz isso com a voz mais cândida do mundo) Não? Deixe então seu telefone, que o fulano vai ligar, assim que retornar..está anotadinho aqui. Não se preocupe. Obrigado.As desculpas variam. Ora é para o Alasca. Outra vez é desencalhar o Rainbow Warrior dum poço de petróleo incendiado pelos anti-ecologistas no Cáucaso. Tem vezes que não há desculpa alguma: simplesmente o telefone fica fora do gancho (eu ainda vou escrever sobre isso: porque raios se chama “gancho”, se nem gancho tem mais. Ou por que se chama “discar”, se é tudo com teclas?), e a vítima que se lasque.E então: pronto. Você mentiu. Mentiu descaradamente. Mentiu porque é um covarde. Mentiu porque não tem a menor consideração com as pessoas. E mesmo que na outra linha esteja um chato, voce mentiu porque não tem peito pra dizer: Pô, não me amola. Eu não quero falar com você. Não me ligue.Mas por que se expor, se mentir é mais barato? Mais divertido? Menos agressivo? Afinal, você É civilizado. E nesse caso, mentir é uma marca de sutil elegância.E depois você se queixa que este mundo está pior, porque as pessoas não são verdadeiras. Porque os valores morais foram apagados pela busca do ter em lugar do ser. Pelo mau caratismo dos outros.E há outras mentiras que varrem a sua vida. A mentira do cheque que um caloteiro lhe passou, e por isso não pôde saldar um compromisso no dia, quando simplesmente você não tem coragem de dizer: “Não pude te pagar hoje. Calculei mal, errei no meu planejamento. Gastei o que não podia e comprei o que não devia, e agora me ferrei. Mas sempre tem outro na ponta da linha. Sempre os outros são os culpados pelos nossos infortúnios.Por que não assumir de uma vez, passar uma vassoura na sujeira da nossa vida, assumir que cometemos burradas atrás de burradas e dizer: pronto. Desabafei. Errei. Fiz besteira. Mas não quero mais errar. Não quero mais mentir, não quero mais emporcalhar minha honra nem fazer as pessoas de bobas. Não quero mais embromar as pessoas. E se o fizer, quero ter a dignidade de voltar atrás e dizer: “Me perdoe, porque eu fui sacana”.Mas, claro, que isso quem tem que fazer são os outros. Você é perfeito. E se você é perfeito, então você é quase um deus. E se você se sente um deus, então você é um mentiroso, porque Deus só há Um. E nunca mentiu.>>O direito de estar erradoPaulo CardosoTemos todo. Principalmente porque erramos o tempo todo. Felizmente, porque os erros são nosso grau de colação na tão promulgada “Escola da vida”.Diz o adágio popular que só o homem tropeça duas vezes na mesma pedra. É verdade. Mas também só o homem pode se perguntar: “por que botaram esta pedra no caminho?”Diz-se do homem ser fruto do seu meio. Meia verdade nisso, porque conheço gente decente neste mundo, e dizem que este mundão velho não é mais de se pegar com a mão. Meia mentira isso também, porque já encontrei pessoas que nasceram e foram criadas em famílias exemplares, mas se tornaram vegetais sociais.Diz-se do homem ser um animal social. Não se compara: animal social pra mim é a formiga. Não Bush nem Bin Laden. Diz-se também do homem ser o melhor amigo do cão. Não? Ah, é o contrário? Justificado então os criadores de pitt bulls.Diz-se que aqui se faz, aqui se paga. Ah, tá. Falem isso ao governo que daqui toma e lá for a tanto paga. Mas tamb´m se diz que cada povo tem o governo que merece. Pode ser. Todos devem ser castigados para se purificar e aprender a errar menos. Ah, mas dizem, isso eu não posso afirmar que saiba por mim mesmo, mas dizem, que em priscas eras o salário mínimo era o mínimo justificável para se chamar de salário, isto é, a justa paga por um dia de trabalho. Ah bom, mas isto não mudou. O salário mínimo é exatamente o suficiente para o que o homem necesita dar à sua família em um dia de trabalho. O problema é que o mesmo dinheiro precisa durar um mês.Acho que estamos exercendo com louvor nossos direitos todos: o de errar, e o de pagar pelos erros dos outros. O de falar, e o de pagar políticos para que falem por nós. O de viver, e o de atrapalhar aqueles que vivem à custa do dinheiro que falta dentro do mês em nossos salários.Terça-feira, Junho 22, 2004 >>RelacionamentosPaulo CardosoO tema central das lições da Escola Sabatina no próximo trimestre tratam de um ponto sensível na igreja, mas não apenas dela, como também do grande problema do novo século que engatinha por nossa existência. Oportuno e providente começar uma nova estrada cuidando da essência da vida: o trato de umas pessoas para com as outras. No meu entender, a mensagem central da pregação de Cristo, e a mensagem de esperança para o porvir, onde, caso as pessoas se comportassem exatamente do jeito que se comportam nos dias de hoje, sinceramente, não haveria a menor graça desfrutar da eternidade.A questão dos relacionamentos começou no Céu, passa pela terra e volta e ter seu desfecho no mesmo Céu. Não se trata portanto de algo simples nem pequeno, mas vital e que se referencia no infinito. Sobre isso não há controvérsias. Pelo menos no meio cristão. Na verdade, controversa mesmo a questão dos relacionamentos nunca foi. Todos sabem, crêem e pregam que eles são a base de sustentação de uma sociedade. O que diferencia isso de outras civilizações, que também pregam a paz entre as pessoas, a tolerância, a compreensão, a empatia e a simpatia, enfim, os meios que produzam bem estar entre uma e outra pessoa quando estas têm que dividir espaços comuns, é a forma com que devem ser resolvidas as diferenças: pela justiça e pela humildade.Eis aí o grande problema. Humildade. Todos pregam e instam à sua prática, desde que comece pelos outros. Todos desejam a paz, desde que os outros a pratiquem. Todos acham que impostos são devidos, desde que só os ricos os paguem. Todos acham que o país tem que mudar, desde que o governo o faça, e faça sem tocar na liberdade e no direito que cada um tem de se omitir. Todos acham que a administração de sua organização está errada e é arbitrária, mas nem todos lembram que as grandes corporações são a representatividade dos erros e acertos das pequenas coprorações, desde o grupo social local, passando pela família até chegar na organização moral e ética do indivíduo em si.Não adianta desejar mudar o mundo, se não mudar a nação. Não adianta mudar a nação, se não mudar a sociedade. Não adianta mudar a sociedade, se não mudar a família, e de nada adianta mudar a família, se os hábitos viciosos de indivíduo não forem purgados em benefício de uma vida melhor, de uma familia melhor, se uma sociedade melhor e de um mundo aceitável.De quem são os erros pelos erros dos outros, senão meus próprios erros pela omissão? De quem são os desvios da sociedade senão meus próprios desvios pelo egoísmo e marasmo ético? O são os tropeços dos caminhos senãos as pedras que eu próprio espalhei para impedir que outros andassem pelos caminhos que julgava meus? De quem são os espinhos senão os que semeei pelos campos alheios e que o vento os espalhou em minha própria seara?De nada vale discutir relacionamentos se não estivermos dispostos a despir-nos dos trapos sujos de nossa covardia. De nada adianta espargirmos perfumes pelo ar se não estivermos limpos antes. De nada adiantam os belos discursos, se nossa vida não falar mais alto que nossa própria voz.>>O Onze do nosso descontentamentoPaulo CardosoDefinitivamente ninguem põe em dúvida que onze de setembro e onze de marçosão duas datas divisórias, ou melhor dizendo, o primeiro onze divisa ostempos, e o segundo, sela o têrmo nas mentes estupefactas do mundo temeroso.E não foi apenas no complexo caminho das relações internacionais que issofez sentido, mas em tudo quanto a mão e a mente humanas podem influenciar:na guerra, nas relações comerciais, políticas e institucionias. A justiçafoi redesenhada e as fronteiras se tornam a cada dia mais e maisintransponíveis. O terror se espalha entre as nações. O mêdo toma o lugar daesperança. E a paz se mostra cada dia mais distante de nós.Desde que eu era menino, aprendi a estudar profecias e cria nelas porque euas estudava. Hoje creio no seu cumprimento, porque vejo diante de meus olhoso destino das nações se descortinando diante do mundo como uma grande telade cinema que mostra com efeitos especialíssimos o fruto da imaginação de umdiretor. Mas não estamos num cinema. O espetáculo magnífico escrito além dos portaisdo infinito de nossa compreensão, ora se descortina como um rolo que seabre. Mas a diferença é que não estamos diante deste rolo, mas dentro dele.Não somos espectadores, mas persoganens desse épico formidável. Não somospagantes da bilheteria, porque alguém já pagou nosso ingresso. Nãopertencemos aos espectadores, porque somos protagonistas.Os onze de nossas vidas serão jamais esquecidos, porque nos acompanharãocomo marcas da intolerância e do desejo incontido de reviver a tristehistória das grandes civilizações. Os onze de nosso tempo nos fazem lembraros antigos impérios, que foram conquistados pelo terror e dominados pelomedo. Os métodos são os mesmos. Só as armas evoluíram. Hoje é bem maisrápido criar civilizações e sufocar resistências. Quem viver, verá.Segunda-feira, Junho 21, 2004 >>A Casa da SograPaulo CardosoDemerval não era cego. Demerval não era louco. Demerval sabia tudo o que estava acontecendo com sua vida, a começar com sua casa. Ou, melhor, a casa da sogra, onde morava.Naqueles tempos bicudos e com salário de professor de geografia em escolinha publica, Demerval sabia que era um abençoado em ter onde morar sem pagar aluguel, condomínio nem IPTU. Por isso nunca reclamava. Chegava sempre no mesmo horário, saía na mesma hora e comia as mesmas coisas. Sempre. Todo dia. Menos domingo, que tinha salada de maionese com carne de panela e spaghetti. Tudo feito pela sogra, pois afinal, demerval morava na casa da sogra.Não era uma sogra ruim. Era até boa. Muito boa, pra dizer bem a verdade. Era diferente do conceito pré definido que devem ter todas as sogras. Ainda jovem, esbelta, bem cuidada, a sogra(por razões éticas, prefilo me referir à ela apenas pelo título: sogra) era uma mulher fina e delicada. Tinha as mãos ainda macias, a pele firme e um belo sorriso. Não era um sorriso qualquer, mas costumava sorrir com o olhar. Sorria quando andava e sorria ao permanecer calada. E ele não deixava de perceber isso, o que também o fazia emitir um orgulhoso e discreto sorriso.E assim passavam os dias de demerval. Pode-se dizer que, embora vivendo na casa da sogra, porque a doçura dela o deixava feliz. Demerval era feliz. Mesmo tendo sido deixado pela mulher havia mais de cinco anos. Restara-lhe o verdadeiro amor de sua vida: a sogra. Ela tinha sido sua professora de primário. Sempre linda e meiga. Um encanto. Com oito anos de idade atrevera-se a pedi-la em casamento. Ela respondeu um esperançoso “talvez, um dia”. E ele acreditou. Os anos se passaram, ela se casou..com outro. Era mais velho que Demerval, mais rico, tinha um carro..e Demerval uma bicicletinha aro 24..impossivel de competir. Mas, o tempo era o Senhor da razão, deixa estar, pensava Demerval.. Choveria na horta dele.O tempo passou. Demerval nunca se casou. A professora teve uma filha. Linda, lourinha, olhos azuis..que cresceu, tornou-se uma bela mulher. Levada, arteira, atrevida. Tudo estava saindo perfeitamente de acordo com o que planejara Demerval.Um homem mais velho, cheiroso, alegre, decente, e ainda conhecido desde a tenra infância da professorinha, nada mais perfeito. E Foi assim que Demerval, depois de muitas flores, presentinhos e presentões, delicadezas, se casou com a filha da sua professora.Um gentleman. Um impagável cavalheiro. Cavalheiro demais. Cercava a esposa com flores. Mas ela queria mais. No âmago da sua juventude feminina, ela queria emoção. Ele dava presentes. Para a esposa..e para a sogra. Convidava a esposa para um jantar íntimo à luz de velas: ele, ela..e a sogra. A sogra adorava. Aquele menino de ouro não a enganara. Doce e cavalheiresco, como o fora sempre desde a primeira série. Era o genro perfeito.Mas não era o marido que sua filha sonhara. Não que fosse descuidado com suas obrigações. Não era. Era pontual, servil, gentil e delicado. Até que um dia ela não aguentou mais e foi-se embora. Queria mais. Queria aventura. Queria um homem normal. Ela se casara com um genro mas nunca teve um marido. Puxa vida. Por que ele não poderia ser só um pouquinho parecido com os outros? Deixar a cuéca atirada no corredor..as meias na mesa de jantar, arrotar à mesa..roncar..dizer palavrões. Por que ele não faltava pelo menos uma vez com o respeito para que ela tivesse uma única oportunidade de jogar tudo na cara dele?Mas não. Demerval era metódico. Matemático. Amoroso. E nem queixar-se à mãe ela podia, porque iria dizer o quê? E logo pra quem. Daí foi-se embora. Só o que sua dignidade machucada lhe permitiu fazer foi deixar uma carta de despedida..em branco. E Demerval ficou só..com a sogra.Não. Demerval nunca mais ousou pedir a professora em casamento. Ela já dissera seu talvez. E esse “talvez” era a certeza de que Demerval necessitava para ser feliz. Mesmo que ao lado da sogra.>>Uma certa manhãPaulo CardosoSempre fui favorável a que as manhãs começassem mais tarde. Talvez depois do meio dia. Bem, podem achar que é tarde. Então tá. Pelas dez. Feito. Hora ideal para se abrir a janela, olhar a vida, cumprimentar o dia e..se estiver chuvoso, então voltar a dormir, que nesse caso é o melhor jeito de esticar a vida pelos caminhos do sono.Acontece que nem todos pensam assim. Eu entendo. Perdôo-lhes a falha de caráter. Entendo que é perfeitamente justificável que algumas pessoas gostem de levantar cedo. Eu faço isso. Sim, religiosamente aí pelas seis da manhã. Todos os dias. Cumpro minhas obrigações, dou descarga e volto a dormir.Entendo também que as pessoas possam não gostar das segundas feiras e também das sextas. Pessoalmente acho isso: as segundas não têm defesa mesmo, mas as sextas, ah não. Essas têm que ser justificadas. Afinal, qual é o dia que precede o sábado? Heim? No meu caso, por religião, faço do sábado meu descanso prazeroso. Mas há outras religiões no mundo, cujos prosélitos merecem todo o meu respeito. Até mesmo a turma que ama a sexta feira porque, dizem, isso eu não sei, mas dizem que é o dia internacional da cervejada e batucada na casa do Belô. Dizem também, isso eu não sei, pois minha religião também não me habilita a comer dessas firulas gordurosas como torresminho, salsichinha e louras alheias. Mas isso eu também tenho que fechar um olho pros que não vêem nada de mal em trebeliscar uma friturinha aqui, outra celulite ali. Cadum, cadum.Longe de mim desejar reformar o mundo. Isso nunca. Acho bom demais do jeito que ele é. Acho que está tudo certo…tá, tá, nem tudo. Bom. Então se é pra mexer, acho que então tem que ser faxina geral. Vamos por mãos à obra e começar. Guerra: Vai pro lixo. Roubalheira, seja no governo, nos cultos ou no jogo do bicho: sem perdão. Ensaca e deixa do ladinho, que na quarta feira o lixeiro leva. É dia de lixo orgânico. Vejamos..tem aqui uns trecos..que..ah, já sei: mesquinharia..ih, acho que esse o lixeiro não leva. Certo, enterra.Mas temos que organizar essa faxina: todos devem usar luvas, porque tem uma inhacas que não saem nem com detergente sanitário. E depois de tudo bem limpinho, vamos lavar tudo com água de lavanda.Então certo. Tudo arrumado, vamos ao banho, porque os olores putrendos, aquela murra, fica nas mãos, nos cabelos, no coração. Todo mundo pro banho…ei..epa, epa, epa..quando eu disse “todo mundo”, eu quis dizer: mulher numa banheira, homem noutra. Mas QUE COISA. Mal arrumaram a bagunça e já querem começar tudo de novo?>>A diferença dos iguaisPaulo Cardoso – Designerwww.pacard.com.brO século XXI, pensávamos nós nos anos 70, seria muito diferente do que é. Ou melhor, o início deste século começou muito diferente do que pensávamos, poderia ser. Achávamos que seria marcado pelas viagens a outros planetas como uma coisa corriqueira. Não é. Imaginávamos que todos se vestiriam como os “Jetsons”. Não se vestem. Acreditávamos que as casas seriam inteligentes, acionadas por comando de voz, e até do pensamento. Não são (a casa do Bill Gates, de 60 milhões de dólares não pode ser levada em conta). Acreditavam os otimistas que a medicina encontraria a cura para o câncer. Não encontrou. O que aconteceu foi que proliferaram novas espécies de doenças, inclusive de câncer. O pensamento otimista e futurista daquela década ficou a nos dever muito.Claro, que coisas acontecem em nossos dias quem nem os mais brilhantes visionários dos anos 70 poderiam imaginar: a internet, a clonagem, a transformação do Lula, a queda do comunismo, a capitalização desenfreada da China e clubes como o Flamengo, Grêmio e Palmeiras, perdendo espaço para o 15 de novembro, o Ponte Preta e o Cacimbinhas F.C.Tudo isso, soma-se a outros bilhões de bits que a informação cibernética derrama a cada instante em nossas inábeis mãos em prover informações a devolver ao teclado, chegando a travar com uma das novas e imprevistas enfermidades: a tendinite. As horas do dia são as mesmas, mas os dias são mais curtos. O mundo continua do mesmo tamanho, mas os espaços diminuíram. As distâncias continuam as mesmas, mas o tempo entre elas ficou mais curto. Os homens continuam os mesmos, mas estão muito diferentes. As multidões ainda são multidões, mas a solidão aumenta a cada dia. A globalização está tornando as pessoas cada vez mais iguais, e ao mesmo tempo tão carentes de suas diferenças. Isso porque somos únicos no universo de bilhões. Nossa dor continua sendo pessoal, como os sentimentos são íntimos. Então, buscamos nosso elo perdido: o elo de nossa individualidade. E onde poderemos encontrá-lo, senão dentro de nós mesmos e das janelas dentro de nós que podem se abrir para o mundo que podemos ver do jeito que desejarmos e na intensidade que pudermos ver?O design é isso tudo: nossas janelas e nossa identidade. Pode ser pupular, pode ser seriado, mas será sempre individual. Supramos então este mundo com o sabor de suas diferenças, e isso façamos através do design. Cores, formas e essência, iguais para muitos, individuais para cada um.Sábado, Junho 12, 2004 >>testeTerça-feira, Março 23, 2004 >>Nossa EmpresaA Pacard Furniture Design ® tem se destacado nos últimos anos pela agilidade e competência de seu desempenho profissional. Não exagera a mídia que divulga nosso trabalho com a cifra de 650 novos produtos em 2003. Evidentemente não foram todos lançados ainda, mas sua essência tem sido mostrada ao longo de 2003 e nas feiras profissionais de 2004 (Movelpar, Arapongas, PR; Salão do Móvel Brasil e Gramado Móvel Show, Gramado, RS), e o resultado tem se mostrado positivo para os empresários que estiveram conosco no trabalho que realizamos. Podemos afirmar com convicção que colaboramos para o início de um “upgrade” do polo moveleiro de Gramado.Mas nossa missão continua e nos estruturamos pra trabalhar no mesmo ritmo do desafio que enfrentamos em 2003. Para isso contamos hoje com uma equipe capacitada, tecnologia e muita, mas muita criatividade.Nossa empresa é reconhecida entre as principais do Brasil e tem reconhecido o seu trabalho nas mais destacadas publicações do meio profissional, como as revistas Móveis de Valor, Toque de Classe e Decore, bem como nos sites da ABD (Associação Brasileira de Designer de Interiores – www.abd.org.br); www.arqbrasil.com.br; www.portalmoveleiro.com.br e outros.Seu diretor e principal designer, Paulo Cardoso, possui uma experiência de mais de trinta anos no setor moveleiro; Faz parte do Clube do Designer, um seleto grupo de profissionais brasileiros da industria moveleira. Participa ativamente do meio em Gramado e tem um currículo bastante vasto em seu autodidatismo, o que o torna um dos profissionais mais respeitados do país atualmente neste setor.Nossa Missão:Quebrar paradigmas e enfrentar os desafios do mercado com criatividade e qualidade de serviço.Nossa proposta:Criar continuamente. Desenvolver o maior numero possível de produtos para proporcionar ao mercado através da industria diferenciação do design e implemento de novos materiais e tecnologias.Como Atuamos:De duas formas ajustadas à capacidade das empresas:1 – Por coleção de produtos.Nesse caso, pesquisamos e desenvolvemos uma linha de produtos adequada às necessidades da empresa, acompanhamos o desenvolvimento dos protótipos (ou ainda prototipamos, quando necessário), e estabelecemos um compromisso até o lançamento dos produtos.2 – Por consultoria permanente. Nesse caso, firmamos um valor mensal de prestação de serviços entre a Pacard Design, sem vínculo empregatício, e efetuamos todo trabalho de pesquisa, desenvolvimento e upgrade dos produtos existentes ou novos, limitando o numero de peças por ano de trabalho a serem criadas, além de um numero determinado de horas em chão-de-fábrica geralmente para uma vez por semana ou quinzena, onde participamos de reuniões e prestamos consultoria em Gestão e Estratégias do Design para médio e longo prazo.Ê importante que coloquemos que nosso estudio realiza permanentes pesquisas em tendências, mercadologia, tecnologias e materiais, mantendo contínuo acompanhamento e debate com renomados pesquisadores, e este conhecimento é inteiramente repassado aos nossos clientes no curso da consultoria.O contrato mínimo é de 01 (um) ano, e o valor mensal é de R$ 1.050,00, para um total de 12 horas mensais, e criação de 30 novos produtos durante este período. Deslocamentos for a do município de Gramado serão acrescidos das despesas de logística e acomodação.Está incluso nas horas em chão de fábrica o treinamento e capacitação das equipes de vendas, incluindo cursos práticos e teóricos de Iniciação ao Desenho, Iniciação ao Design e História do Mobiliário, com reconhecimento de estilos e padrões, e noções de tendências. (Para esse fim, a empresa deverá disponibilizar espaço e os materiais necessários).Desejamos marcar uma visita à sua empresa, caso haja interesse em evouluirmos esta proposta. Em caso positivo, contate com nosso estúdio:www.pacard.com.brpacard@hy.com.brcomercial@pacard.com.brFone 54 2821326Cell 54 91210863Segunda-feira, Março 22, 2004 >>VENHA CONHECER OS SEGREDOS DODesign de móveisComPAULO CARDOSO (PACARD)Desenho e perspectivaTeoria do designHistória do mobiliárioIniciação à criaçãoAULAS PRÁTICAS E TEÓRICASNO Próprio atelier do designerVAGAS LIMITADASwww.pacard.com.brpacard@hy.com.brfone 54 282 1326 – cell. 54 91210863Início: Abril/2004Segunda-feira, Março 15, 2004 >>JÁ COMECEI A SAFRA DE 2004/2005. Estou com ótimas coleções em andamento. Contate comigo.54 282 132654 9121 0863Domingo, Março 14, 2004 >>Novo teste


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