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Tendências e Empreendedorismo - Gramado como Modelo Palestra

quarta-feira, julho 20, 2011


Melhor do que ter um amigo....

Melhor do que ter amigo, é ser amigo. É a melhor forma de dizer: "Obrigado", porque voce me permite ser seu amigo. Ser amigo é sentir-se bem apenas porque recebeu uma cutucada no facebook, ou um email de ursinhos se abraçando com uma musica comovente ao fundo. Ou simplesmente poder ligar o computador pela manhã e sentir o coração acelerar quando perceber que seu amigo ou sua amiga estão ali online, ao alcance de um "olá".
Melhor do que ter amigo, é ser amigo. Melhor do que ver seu amigo online, é voce estar online ao alcance de seu amigo, porque pode ser que o coração dele ou dela também aceleram ao saber que voce está ali, ao alcance dum "oi", ou dum smile. Simples assim. Melhor que ter amigos, é ser amigos de tantas pessoas que nunca lhe viram na vida. Mas o abraçam com o coração todos os dias.
FELIZ DIA DO AMIGO A TODOS OS MEUS AMIGOS. Virtuais ou não, são amigos de verdade!
Um beijão enorme e uma flor, um ursinho sorridente e uma música comovente.
Paulo Cardoso


*PS:
Disseram que tou virando emo por isso. Pode ser. Talvez na simplicidade das coisas, no gosto pela poesia, pela sensibilidade, no trato com as coisas pequenas que se tornam grandes. É. Acho que me tornei emo. Talvez isso me ajude a deixar de lado a ambição, a ganância, a frieza. Talvez isso me ajude a dar valor ao que está perto, mesmo que esse "perto" seja virtual. Mas, enfim, emo, emo, acho que não tenho mais idade pra ser, porque na minha juventude, ser sensivel era requisito para se aceito por pessoas educadas. Ser educado, era necessário para ser recebido na casa dos amigos. Ser amigo, era fundamental para ser felizHoje, parece que tudo mudou. Então, acho que sou emo. Talvez de uma espécie nova, Emo Sapiens. Quem nunca respirou duas vezes para perceber o perfume de falor, quem não deu dois passos atrás, para ouvir novamente uma sinfonia, não piscou tres vezes, lubrificando os olhos para melhor perceber as cores da manhã, atire a primeira flor. Pedra não. Pedras são para as catedrais, Flores para os caminhos. Para os emos. Para os mortos.

domingo, julho 03, 2011


Leio com atenção o desabafo de uma amiga que se mostra magoada por se sentir discriminada pela pequenez da alma humana, e acho que não tenho nenhuma palavra que possa confortá-la e motivá-la a que se sinta bem diante da manifestação permanente, como pingo d'água na cabeça, da mediocridade que nos cerca. Mas posso dizer ao menos que ela se sinta viva exatamente por isso, porque a podridão humana, por ser incapaz de vivificar a morte dos sentidos que ronda constantemente  aos que pensam, e exalam desejo pelo belo da existência, acaba corroendo os ânimos e minando os pilares da cultura e da arte que carregamos desde o despertar da existência humana.
Eu poderia simplesmente citar aqueles que ao longo do enriquecimento da história humana se sentiram da mesma forma, e indo além, mergulharam com paixão e intensidade naquilo que acreditavam, e pagaram com sua liberdade e vidas, porém, acabaram se plantando no solo da histórioa como os que fizeram a diferença. Sócrates, se deixou executar à companhia dos amigos, devlarando que ali findaria sua vida, mas aqueles que o condenavam, sequer a própria geração lebraria seus nomes. Paulo de Tarso, se declarou escravo do amor de Cristo, para se ver liberto da escravidão humana. Martinho Lutero ousou escrever 95 teses e afixar no olho de Roma, que destruia ávida pelo sangue de pessoas que tinham como único crime, o desejo de serem livres da ignorância e do pecado. E o que dizer do próprio Jesus?
Mas nem preciso ir longe, ou citar outros exemplos, pois eu proprio, ao longo dos anos, por ter idéias e não me envergonhar de tê-las, fui chamado de louco, doido, irresponsável (menos de medíocre, porque essa pecha ficou reservada aos que me apontavam os dedos remelentos). No entanto, continuei minha jornada, matando todos os leões que pude matar. Espantando todos os medíocres que atravessaram meu caminho (lembram do que dizia Mario Quintana?), e na certeza que vou deixar um legado aos meus filhos e amigos, e principalmente àqueles amigos anônimos que leem o que escrevo, admiram o que faço e se alegram porque se identificam comigo nessa jornada.
Minha cara amiga: Se Deus  quisesse que ficássemos plantados no mesmo lugar, ouvindo as mesmas pessoas amarguradas, ter-nos-ía dado raízes. Mas deu-nos pés e pernas, para que andássemos. Olhos à frente, para que nao olhássemos para trás. Ouvidos, dois, voltados também à frente. Mãos que são mais eficientes, ao par, e uma mente, que mesmo que nos calem a voz, nos paralisem as pernas, nos amarrem as mãos, nos tapem os ouvidos e nos fechem os olhos, ainda assim é capaz de caminhar pelo universo e tagarelar com Deus, como velhos e bons amigos.
Deixe que os que atravancam seu caminho passem. Passarinho é voce. Somos nós.

sábado, julho 02, 2011






















Retalhos sobre o panorama do design de móveis

Publicado em 16/03/2009 por Paulo Cardoso
Há coisas que intrigam no mercado de consumo, mas a mais estranha delas é a aceleração com que as transformações da tecnologia avançam sobre o consumidor,especialemnte as coisas supérfluas, ou de natureza dispensável sob a ótica da estética ou tecnologia, enquanto outras mais íntimas, tornam-se coadjuvantes, mesmo que desejadas e nas crises, são abandonadas à sorte, até que voltem os ventos a soprar e as conduzam rumo ao consumidor novamente.
Vou descomplicar. Falo dos cosméticos, do vestuário, dos automóveis, da decoração, do mobiliário, e na outra ponta, frágil, dos alimentos, da saúde, da educação e do lazer.
Falar em crise é uma das necessidades da vida não descrtitas por Maslow, mas todo ser humano fala da crise, antes, durante e depois que ela passou. O palco das conferencias pode ser Davos, O Forum Social Mundial, ou a barbearia da esquina, a fila do banco, ou o que épior que tudo: antes de dormir.
Mas a dor gerada pelas crises é uma espécie de força extra retirada da alma, como um cão que é mordido por outro, devolve com igual intensidade outra mordida, e quando mais dói, mais ele aperta, até que o mais fraco sucumbe. No caso, pasmem: o mais fraco dos viralatas da pirâmide de consumo, é o mobiliário.
As pessoas trocam de carro, porque não podem rodar com um carro muito tempo porque “deprecia” (na verdade quem deprecia são as revendas, porque o pobre proprietário (ou proprio otario) cuida dele como se fosse um bebê. Isso é comprovado. A publicidade trabalha em cima disso. E também por uma coisa que ninguém se dá conta: o carro é notadamente masculino. Carros possantes são carros “pra macho”. Portanto, a melhor oficina o melhor combustivel, o melhor pneu, a melhor lavação. Isso é quase sempre o homm que escolhe, que corre atrás, que se descabela quando vê um risquinho (lá em casa é o contrario, ufa). Já omóvel, na maioria das vezes, é tratado como backgroud, porta trecos,depósito, especialmente portas e gavetas. Carros, tem nomes possantes. Móveis não. Baú vai ser sempre baú. Roupeiro, no máximo muda para guarda roupas. Prateleiras, campeãs no assassinato do vernáculo, viram “partelêras”, e as pobres cadeiras, tão delicadas, sustentam os bundões que tratam carros como bebê e armário como a casa da sogra.
Caminhando nesse pensamento, é possivel entender o porque da quebradeira constante no setor moveleiro quando surge uma crise. Os governos correm para socorrer os gigantes, porque são gigantes e se mostram como gigantes, empregam à vista de todos milhares de trabalhadores. Mas e o setor moveleiro? Vamos comparar? Quantos empregos gera a industria automobilistica? milhões. E as fabricas de móveis? Muitos milhões mais, porque são invisiveis. Com resguardo dos expoentes gigantes, todo brasileiro tem moveis dentro de casa, isso são 180 milhões de pessoas. Mas já se ouviu falar de alguem desta turba que usa polidor para dar brilho à logo do fabricante? E quando surge a crise, qual é a primeira coisa e deixar para mais tarde? Não é a cozinha nova? a sala de jantar ( um dia ainda vou descobrir porque todo mundo tem uma sala de jantar, mas não tem uma sala de almoço nem de café da manhã, lanche da tarde, mas, enfim, deixa pra lá. O assunto é outro agora).
Então, mais uma vez, chega a crise, sai o marceneiro, mas ficam os dedos, isto é, o carro tem que ser trocado, porque o juro “baixou”. A liquidação era imperdivel e aqueles tres pares de sapatos não poderiam ir parar em pés que não os merecessem. E a industria quimica foi tão generosa com aquele lançamento de batom a R$ 200,00, que isso não vai fazer falta mesmo, ninguém vai falir por tão pouco.
E a cadeira soltando as traves vai ter que esperar. Só até passar a crise.
Detalhe da coleção Apassionatta By pacard
Detalhe da coleção Apassionatta By pacard

quarta-feira, junho 29, 2011

http://www.designsimples.com.br/projeto-de-lei-regularizacao-design/


Apresentado hoje projeto de lei que dispõe sobre a regulamentação do design

postado por designsimples
PROJETO DE LEI Nº 1391, DE  18 DE MAIO DE 2011. (Do Deputado PENNA)

Dispõe sobre a regulamentação do exercício profissional de Designer, e dá providências.

O Congresso Nacional decreta:

Capítulo I
Caracterização e atribuições profissionais
Art. 1º É livre o exercício da profissão de designer, observadas as disposições desta Lei.
Art. 2º Designer é todo aquele que desempenha atividade especializada de caráter técnico-científico, criativo e artístico para a elaboração de projetos de sistemas e/ou produtos e mensagens visuais passíveis de seriação ou industrialização que estabeleçam uma relação com o ser humano, tanto no aspecto de uso, quanto no aspecto de percepção, de modo a atender necessidades materiais e de informação visual.
Parágrafo único. Para fins do estabelecido no caput, projeto de designer é o meio pelo qual o profissional, equacionando dados de natureza ambiental, cultural, econômica, ergonômica, estética, social e tecnologia responde concreta e racionalmente às necessidades do usuário.
Art. 3º É assegurado o exercício da profissão de designer, observadas as condições de capacidade e exigências estabelecidas neste artigo:
I – aos que possuem diploma de graduação plena e graduação tecnológica, emitidos por cursos de design devidamente registrados e reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura referentes, inclusive, às denominações congêneres (Comunicação Visual, Desenho industrial, Programação Visual, Projeto de Produto, Design Gráfico, Design Industrial, Design de Moda e Design de Produto) existentes no País;
II – aos que comprovarem o exercício da profissão por período superior a 5 (cinco) anos até a data da publicação desta Lei;
III – aos que possuam devidamente revalidado e registrado no País diploma de instituições estrangeiras de ensino superior de Design ou os que tenham esse exercício amparado por convênios internacionais de intercâmbio.
Parágrafo único – Fica estabelecido o registro da profissão, a ser emitido no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da data de regulamentação desta Lei, para aqueles que atendam as exigências previstas neste artigo.
Art. 4º São atribuições do designer:
I – planejamento e projeto de sistemas, produtos, ou mensagens visuais ligados aos respectivos processos de produção industrial objetivando assegurar sua funcionalidade ergonômica, sua correta utilização, qualidade técnica e estética, racionalização estruturais ligados ao processo produtivo;
II – projetos, aperfeiçoamento, formulação, reformulação e elaboração de desenhos industriais ou sistemas visuais sob a forma de desenhos, diagramas, memoriais, maquetes, artes finais digitais, protótipos e outras formas de representação bi e tridimensionais;
III – estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e divulgação de caráter técnico-científico ou cultural no âmbito de sua formação profissional;
IV – pesquisas e ensaios, experimentações em seu campo de atividade, e, em campos correlatos, quando atuar em equipes multidisciplinares;
V – desempenho de cargos e funções junto a entidades públicas e privadas cujas atividades envolvam desenvolvimento e /ou gestão na área de design;
VI – coordenação, direção, fiscalização, orientação, consultoria, assessoria e execução de serviços ou assuntos de seu campo de atividade;
VII – exercício do magistério em disciplinas em que o profissional esteja adequadamente habilitado;
VIII – desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais, autárquicas, de economia mista e de economia privada.
Capítulo II
Uso do título profissional
Art. 5º A denominação “designer” é reservada aos profissionais que atendam as exigências previstas no art. 3º, desta Lei.
Art. 6º A expressão “Design” só poderá constar da denominação de sociedade não empresária ou simples de prestação de serviços cuja Diretoria for composta, em sua maioria, por designers conforme definido nesta Lei.
Capítulo III
Do exercício ilegal da profissão
Art. 7º A pessoa física ou jurídica que desempenhar ilegalmente as atividades reservadas aos profissionais de que trata esta lei, ficará sujeita as sanções previstas no Decreto-Lei nº 3.688, de 1941.
Capítulo IV
Da responsabilidade e autoria
Art. 8º Para efeitos legais, os projetos de design serão considerados obras intelectuais nos termos da Lei de Direito Autoral vigente no País.
Art. 9º A responsabilidade legal sobre o projeto de Design, respeitadas as relações contratuais expressas entre o autor e outros interessados, devem seguir o que estabelece a legislação específica.
Capítulo V
Da fiscalização do exercício da profissão
Art. 10. Para efeito de registro, controle e fiscalização do exercício e atividades profissionais ficam os designers vinculados a um Conselho Federal e aos respectivos Conselhos Regionais a serem instituídos.
Art. 11. A pessoa física e jurídica de que trata esta Lei responde administrativa, civil e penalmente pelos danos causados em decorrência do exercício da atividade profissional.
Capitulo VI
Do registro profissional
Art. 12. Os profissionais habilitados na forma desta Lei somente poderão exercer a profissão após registro no Conselho Regional na região de sua atividade.
Art. 13. Aos profissionais registrados será fornecida carteira profissional, contendo o número de registro, a natureza do título e demais elementos necessários à sua identificação.
Art. 14. A profissão de designer passa a integrar como grupo, a Confederação Nacional dos Profissionais Liberais a que se refere o art. 577 da Consolidação das Leis do Trabalho.
Art. 15. Esta lei entra em vigor após a instituição do órgão fiscalizador do exercício da profissão de designer.
JUSTIFICAÇÃO
Submeto ao Congresso Nacional o presente projeto de lei que visa regulamentar a profissão de Designers, uma reivindicação que data de mais de 30 anos por parte dos mais de 60.000 profissionais formados no país, e dos cerca de 100.000 formandos dos 380 cursos existentes.
A regulamentação do designer interessa, em primeira instância, ao poder público. É ele que necessita do design como fator de agregação de valor a produtos ou mensagens. Sem uma regulamentação, sem um registro profissional, o poder público, seja municipal, estadual ou federal, ou mesmo as empresas paraestatais não pode comprar design por meio de licitação ou concorrência pública, como preconiza a Lei nº 8.666. Se o poder público tiver que fazer uma concorrência ou uma licitação específica que se destine aos designers, ou a empresas de design, não tem como fazer isso já que a Lei das Licitações diz que a única maneira de caracterizar uma profissão é pelo seu registro profissional. Com isso os governos não podem contratar designers por concorrência pública, seja para projetos de identidade visual, sinalização pública de qualquer tipo, para o desenvolvimento de projetos de mobiliário escolar ou hospitalar ou mesmo para projetos de mobiliário urbano ou equipamentos públicos como trens de metrô ou ônibus escolares. Todos esses são projetos de design que tem interesse da sociedade como um todo
Além disso, a produção de bens materiais com design é em última instância um fator estratégico, pois produtos com maior valor agregado significam maior arrecadação e a conquista de mercados externos e de moeda forte com a substituição de exportações de comanditeis. Isso já foi reconhecido por todos os países emergentes que concorrem com o Brasil nos mercados internacionais.
A regulamentação interessa ao usuário final, o consumidor do produto, qualquer que seja o projeto bi ou tridimensional. Tudo o que produzimos e que tem contato com o público necessita de um responsável. Por não ser regulamentado o designer não é tecnicamente responsável pelo que produz, seja um site, uma cadeira ou um posto de trabalho que controle uma ponte rolante.
A consequência disto é que sem um registro profissional não é possível ao designer emitir uma ART, a Anotação de Responsabilidade Técnica, documento necessário pela nossa legislação para que, por exemplo, determinados produtos sejam aceitos em licitações ou em compras públicas onde haja risco para os seus usuários finais. Perante o Código do Consumidor o designer não pode ser responsabilizado pelo seu projeto, mesmo que este tenha defeitos ou ocasione danos ao seu usuário. A “não regulamentação” dos designers os impede de proporcionar condições de controle ao exercício da profissão, resguardando a saúde e a vida da população como preconiza o Ministério do Trabalho e do Emprego, nas diretrizes que propõe para justificar regulamentações futuras.
A regulamentação interessa aos empresários e a classe produtiva, pois o design é uma atividade de alto risco e de importância estratégica. Com algum tipo de fiscalização ele pode se garantir de estar recebendo o melhor de um profissional. Com isso reduz o seu risco ao mínimo necessário, especialmente em termos de investimento, tendo a quem recorrer em caso incompetência e de má conduta profissional. Com a proliferação de cursos no país, mais de 380 faculdades, deve haver obrigatoriamente uma instancia de verificação da competência mínima necessária ao exercício da profissão.  Design está entre as áreas que têm especificidades técnicas que precisavam ser avaliadas por especialistas na área, semelhante a carreiras como a dos arquitetos ou dos engenheiros.
Portanto o Design não é uma profissão nova e também não é uma profissão plena. Desde 1980 foram submetidos cinco projetos de regulamentação ao Congresso Nacional, todos arquivados por motivos e circunstâncias diversas. Essa sacrificada profissão continua sem este instrumento fundamental de exercício, legitimação e reconhecimento que é a Regulamentação dos Designers.
À luz de todo o exposto, solicito aos nobres pares o apoio necessário à célere aprovação da presente proposição, lembrando que esta providência, em nível internacional, já foi efetivada na década de 70, do século passado, tanto pelos Estados Unidos como pela Europa.
Sala das Sessões,  18 de maio de 2011.
Deputado PENNA
PV/SP
__________


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quinta-feira, junho 16, 2011





Onde estão?
Pacard

Onde estão aqueles meninos
que perambulavam pelas esquinas vendendo doces
paliativos embrulhados de suas vidas amargas?
Onde estão aquelas meninas
que nunca tiveram bonecas para abraçar como filhas
e que logo sentiram abraços de amantes
pelas noites escuras?
Onde estão aqueles homens
cujos braços ergueram as casas mais altas
que fazem sombras onde dormem vazios
na eternidade das horas?
Onde estão os velhos
que embalaram crianças que vendiam doces
abraçavam bonecas
e aqueciam homens
pelas madrugadas infinitas
das ruas vazias
como a alma que tem?

sábado, fevereiro 19, 2011

Resposta Estupefacta à ignóbil afirmação


Elaine Cristina Steolla em 3 maio 2009 at 19:28


Puxa! Que susto! Já tava ficando feliz..rs..rs..Eu concordo com tudo o que nosso amigo disse. Sem desmerecer aqueles que trabalham como designers mas não são formados, mas fico revoltada quando chega um cara que nem faculdade tem, e recebe um salario maior que o seu. Pô afinal são 4 anos de estudo e dedicação, acho que devemos ter algum merecimento. Um enfermeiro não substitui um médico, um decorador não substitui um arquiteto então porque isso com os designers.Acho que deve sim regulamentar e espero um dia esse título possa ser verdadeiro.


Resposta:
▶Concordo em gênero, número, grau e intensidade com sua mágoa, amiga (não posso chamá-la de colega, porque não estive sentado 4 anos na faculdade). Acho um absurdo que caras que tenham décadas de experiencia numa profissão que nem existe ainda, e que há algumas décadas atrás nem se imaginava cogitar que um dia pudessemos contar com tamanha quantidade de cursos "superiores" vomitando canudos no mercado, possam se apresentar à uma empresa e criar produtos que gerem milhares de empregos. Acho impensável que gente desta espécie, sem diploma universitário, seja convidado pelas universidades como seus consultores, palestrantes e sejam por estas mesmas universidades contratados para fornecer aos governos, às fundações, ao SEBRAE, profissionais  (esses)que ofereçam soluções às necessidades das empresas, em nome destas instituições.Fico pasmo em pensar que pessoas tão desqualificadas pelas carteiras escolares das universidades sejam convidadas para oferecer soluções à legiões de empresas em polos produtivos nos momentos de crise, apenas porque suas experiencias em campo sejam suficientemente pertinentes às necessidades urgentes destas empresas para  que continuem enfrentando os mercados ainda mais exigentes.Fico estarrecido em ver que produtos tão maravilhosos usados no dia a dias das pessoas que nada entendem de design, tenham sido criados por essa espécie abominável de autodidatas. Mas fico ainda mais estarreccido em ler tão estapafúrdias e discriminatórias opiniões reclamando que estão perdendo território e ganhando menos do que estes energúmentos profissionais. Penso que é chegada a hora mesmo de uma revolução para erradicar essa praga de gente que não teve oportunidade de frequentar um curso especifico de Design e esteja por aí achincalhando o bom nome daqueles pobres injustiçados que não conseguem bons salários  por culpa dessa laia de gente ruim.Acho um absurdo que pessoas que não sejam formadam especificamente em design tenha seus produtos consagrados nos museus, nos espaços públicos, nas casas das pessoas. Me sinto profundamente envergonhado em saber que foi dado tanto valor à ignorantes como Sergio Rodrigues, Irmãos Campana, Lina Bo Bardi, joaquim tenreiro, Zanine Caldas ( esse então, tenhamos misericórdia por sua invasiva presença no meio profissional). Fico pasmo mesmo, pois nenhum destes tinha formação em design. Eram uns pobres arquitetos, artistas plásticos, carpinteiros...Fico pasmo e tento compreender que quatro singulares anos numa universidade tenham derramado tanta informação e nenhuma formação sobre tantos profissionais que encontramos no dia a dia, mas que no entanto se arvoram no direito forçado de serem únicos e se colocarem acima de todos os patamares da ética e da qualidade.Minha estimada jovem! Quem reclama do que ganha, não merece nem mesmo o que ganha. Não se estabelece o valor dum profissional pelo que ganha, mas pelo resultado do que gera seu trabalho. Ganhos são consequencia. Fosse assim, bicheiros, traficantes, agiotas, deveriam ser doutores.AtenciosamentePacard  (Autodidata, energúmeno e incompetente. E que não tá nem aí se ganha mais ou menos que você)



Monica Fuchshuber em 4 maio 2009 at 10:23
Em termos práticos, o que significa a regulamentação para você?Resposta: Eu passaria a existir!

Resposta:
▶ Voce já existe, caso contrário, como estaria aqui expressando sua opinião?  Como estaria pagando suas contas? Como estaria recebendo elogios ou criticas sobre o que faz? Ou um decreto do governo vai te tornar melhor que que já é? Se fosse assim, milhares de funcionarios publicos empregados no canetaço seriam ilustres competências. Estão lá, é legal, mas isso não os torna melhores ou piores. Se mediocres, serão mediocres regulamentados. Apenas isso.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011


Ensejo da manhã
Pacard

Ensejo sublimar o tempo a cada manhã
não sei se para voltar atrás ou caminhar adiante
da névoa clara que dispersa a luz
de meu entender.
São coisas que sinto
algumas eu penso
outras só sonho
por isso tanta vontade de voltar a dormir
para correr atrás e tentar ainda alcançar
um rabinho perdido daquele sonho tão bom
onde eu podia voar.
Muitas vezes voei em meus sonhos
e acordei com a leveza
de quem comeu nuvens no café da manhã
talvez não fossem bem nuvens
nuvens de verdade
pois estas eu sei que não se pode comer
já sei como são
passei muitas vezes dentro delas
e nem era sonho
era avião.
Perdeu a graça por uns instantes
nem todos, confesso
pois da janelinha tão frágil
acima dos algodoais do céu
consigo me ver pulando de nuvem em nuvem
sem medo de cair
e nem é sonho
e estou voando
com um avião enrolado em mim.
Mas gosto dos sonhos
ainda mais
pois neles sou eu mesmo quem alço meu corpo
rumo ao infinito
de onde não quero mais voltar.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011


A terra está em prantos
Pacard

Furacão com 300 km por hora na Austrália.  Vulcão no Japão. Povo em revolta em diversos países na África. Terremotos. Deslizamentos de terra. Mendigos espancados e humilhados em "brincadeiras" de adolescentes. Pânico nas ruas. O grande feito de heroísmo de um governo é a invasão de uma favela e hasteando bandeiras de vitória como se estivesse demarcando uma conquista de novas terras. Pessoas distantes de si próprias. Medo, etc.
A lista é interminável. Chegamos a nos sentirmos culpados por termos certa tranquilidade onde vivemos. Nos sentimos estranhos por estarmos vivos e saudáveis num mundo  onde a morte e o desespero caminha ao nosso lado. O  mundo chora. A terra está em prantos. A humanidade buscou tantas respostas na natureza, na criatura, que esqueceu de perguntar e aceitar as respostas diretas do Criador. O homem ficou tão pequeno diante de si próprio porque esqueceu de crescer junto à quem lhe dá a verdadeira força e o verdadeiro sentido pela vida. Descobriu um universo tão garnde que esqueceu de olhar para o outro |Universo dentro de próprio e se viu pequeno diante de tamanha multidão de problemas diante dos quais se sente completamente incapaz de assumir a responsabilidade. Desta forma, como dizer que é o homem o responsável por um maremoto, por um furacão, por um deslizamento? Como dizer que é o próprio homem o responsável pelo genocídio de pessoas sem nome conhecido em lugares de onde nunca se ouviu falar? Como dizer que é a ganância do ter em lugar  do ser, que fazem com que compremos ouro, jóias, roupas, provenientes de lugares onde os conflitos raciais e a fraqueza humana serve de combustivel para que tais riquezas cheguem às nossas mãos?
Um único elétron de Hidrogênio, se deslocado de sua órbita e se chocar com outro igual, desencadeia uma seérie tão absurda de  consequências, que é capaz de destruir uma cudade inteira a partir deste único  desencontro, desta única regra quebrada. É assim que fuinciona uma bomba de hidrogênio. É assim que funcionam as bombas atômicas, engenhsidades humanas. É assim que funciona o universo inteiro. É assim que nos tornamos responsáveis pelo que acontece na àsia, na África,  na Austrália, ou do lado da nossa casa.
Reconheço que somos infinitamente pequenos para mudar o mundo.  Mas reconheço também que sou infinitamente especial para Aquele que é o único capaz de reformular, por minha e por sua causa, o Universo inteiro: Jesus Cristo.

sábado, janeiro 29, 2011

Cazuza Ferreira

Para quem não acredita, sim, ela existe mesmo. E eu nasci lá.
Fotos recolhidas na internet de diversos autores. (Se voce for o autor de alguma foto, por favor, me escreva que eu coloco os créditos aqui)















O Canto das Cigarras
Pacard
Eu era ainda pequeno, muito pequeno. Pés no chão serelepes e sujos, quando corria pelas ruelas empoeiradas e brincava nos potreiros próximos de onde eu morava. Pisava nas rosetas espinhentas, mas até os espinhos faziam parte da brincadeira. Uma parada breve para catar um espinho, uma gotinha de sangue que saía da ferida, dois pulinhos num pé só enquanto a brincadeira avançava e lá estava eu de novo correndo feito pipoca atrás da bola, ou nas brincadeiras de criança à luz do brilho mais intenso do sol de verão.
O perfume das matas climatizava as cores violetas das flores rasteiras do lajeado, acompanhadas dos matizes infinitos dos dourados que ornavam o florescer das tardes dos meus verões. E  tudo isso acompanhado por óperas intermináveis de cigarras e pássaros cantores, que se orquestravam harmonicamente entretecendo encantos que se perpetuaram em minhas lembranças.
Até hoje, o canto das cigarras tem gosto de frutas silvestres, cor de grinaldas e cheiro de manacás. Até hoje, o canto do sabiá ao entardecer no fim do verão tem sabor de "amanhã tem mais". Até hoje o cheiro de couve na sopa do anoitecer tem o perfume de minhas tenras primaveras. Até hoje,gritaria de crianças tem sabor de vida em meu recordar perene. Até hoje, o sopro do vento sobre as águas me refresca a vontade de nadar nos açudes de minha infância. Sem medo, sem compromisso, sem hora para chegar. Sem hora para sair. Como deveria ser a vida.

terça-feira, janeiro 18, 2011

MOBILIÁRIO PERSONALIZADO by Pacard

Carsulina - A Leide do Bassorão

Carsulina De Aragón Fuentes y Fuentes Arrancatoco, ou como é mais conhecida, Carsulina Arrancatoco, é uma senhora que vive no Cêrro do Bassorão, distrito de Santa Creusa do Malacara, EM, em terras brasileiras. Nasceu pequena e de olho arregalado, e contam seis testemunhas confiáveis que ela piscou com um olho só quando viu o tamanho do treisontão da parteira que a trouxe à luz de vela. Eram entre tres e quatro da manhã, e ao primeiro canto do calo, registro oficial de hora noturna do vilarejo, a parteira terminava seu serviço e acendia um palheiro enquanto preparava um mate. Logo, como de costume, uma roda de comadres trocava idéias sobre coisas da lida diária, tais como capação de gato, receitas de boras de polvilho, ou o melhor método de dar uma boa sova de vara de marmelo nos piás. E Carsulina teve seu primeiro colóquio entre as comadres, quando perceberam que ela também enrolava um palheirinho e pitava às baforadas enquanto esperava sua vez no mate.

Nos primórdios do vilarejo de Cêrro do Bassorão, não havia certeza quanto ao funcionamento político e a desordem ideológica era uma constante entre os políticos do local, que ora pendiam para os políticos do município sede, ora se tornavam ferrenhos separatistas, não apenas municipalistas, mas como também estaduais e os mais radicais, desejavam mesmo a separação do Brasil, gerando muitas tentativas de golpe e muitas conspirações. Houve até um preso político, o Boticário Gerardo Cambuim, que foi visto entrando escondido altas horas da note pelos fundos do armazém de Tuiuco, o que o tornava suspeito de conspiração em alto grau. Só foi liberado quando um vizinho de Tuiuco entrou em sua defesa, confessando que fora ele a chamar o boticário para que lhe aplicasse um cataplasma de mistrunço com cachaça por conta de um entorse numa afoita aventura com a Crotilde, professora da escolinha da vila. Crotilde foi transferida para outra escola e o caso foi abafado. Não era portanto uma conspiração, mas uma constipação marota.
...continua

PACARD - Designer - Poeta - Pensador

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